Review: Troye Sivan – Bloom (2018)

Lançamento: 31/08/2018
Gênero: Pop, Dance-pop, Electropop
Gravadora: EMI Australia / Capitol Records
Produtores: Oscar Holter, Alex Hope, Bram Inscore, Jam City, Oscar Görres, Ariel Rechtshaid, Buddy Ross e Bobby Krlic.

Ocasionalmente sentimental e sempre cativante, “Bloom” é um álbum impressionante. O repertório é extremamente honesto, excitante e desafiadoramente sonhador, ele prova que o Troye Sivan é uma das vozes mais essenciais do pop.

Há uma estranha maturidade e sofisticação que envolve o Troye Sivan, uma qualidade que a maioria dos cantores com a mesma idade ainda não adquiriram. É louvável ver um jovem gay tão maduro navegando nos olhos do público – embora o brilha da fama tenha feito ele amadurecer mais rapidamente. Depois de abordar temas envolvendo a solidão, ingenuidade e homofobia no seu primeiro álbum de estúdio, Sivan continua inspirando-se por circunstâncias infelizes em seu recém-lançado segundo álbum. Os resultados são surpreendentes, ele conseguiu criar vários hinos sobre amores perdidos e identidade sexual. Precedido pelos singles “My My My!” e “Bloom”, e acompanhado por faixas promocionais como “The Good Side” e “Dance to This”, este álbum destaca o esforço de um jovem queer que apenas quer expressar orgulhosamente quem ele é. Sivan escreveu a maior parte do “Bloom” com o norte-americano Leland e a canadense Allie X. Enquanto isso, a produção foi principalmente dirigida por Bram Inscore, Oscar Görres, Oscar Holter e Ariel Rechtshaid. Ele canta sobre experiências que são comuns para jovens gays em 2018, mas totalmente universais em um contexto mais amplo. O cantor mantém o tom de seu álbum com uma divisão quase igual de músicas lentas e agitadas. Ele se presta a um som temático e mantém uma história coesa.

Liricamente e sonoramente, quase todas as músicas têm potencial de fazer sucesso. As melodias e os refrões são instantaneamente impactantes e conseguem permanecer presos em sua cabeça com facilidade. “Bloom” ainda mantém a juventude do “Blue Neighborhood” (2015), embora seja muito mais maduro. A maior parte das músicas transbordam de amor e desgosto. Em menos de 40 minutos, a edição padrão do LP é aperfeiçoada por apenas dez músicas. Com “Bloom”, podemos dizer que o Troye Sivan tem um clássico álbum moderno, assim como o “E•MO•TION” (Carly Rae Jepsen) e o “Melodrama” (Lorde). A primeira faixa, “Seventeen”, é sobre uma experiência sexual que o cantor teve com um homem que ele conheceu no Grindr. Uma canção franca e honesta sobre usar uma identidade falsa para conhecer homens mais velhos. É uma escolha corajosa começar o álbum com uma música tão honesta. Esse tipo de honestidade estabelece um precedente para o resto do repertório, que é repleto de letras pessoais. Todos os adolescentes pensam que são especialistas no amor, e Sivan não foi uma exceção. “Tenho algo aqui para perder que eu sei que você quer tirar”, ele canta timidamente sobre as batidas do Inscore. Olhando para trás, ele não se esquiva de suas decisões. “Eu saí procurando amor quando tinha dezessete anos / Talvez um pouco jovem demais, mas era real para mim”, ele diz no refrão arrebatador.

A faixa oferece um retrato preciso das tensões que um jovem gay enfrenta enquanto busca realização e auto-aceitação. Seu instrumento é soberbamente acomodado por uma linda paleta de sintetizadores influenciados pelos anos 80. Tematicamente, “Seventeen” engloba a busca do cantor pelo amor, incluindo a perda da virgindade. Enquanto os versos são bem escritos, o refrão ganha o prêmio de melhor momento da música. A excepcional “Seventeen” abre caminho para uma jornada musical mais sombria, enquanto a produção pode ser a coisa mais próxima do seu disco de estreia. O primeiro single, “My My My!”, é um eufórico hino pop sobre libertação, desejo e amor. É uma música maravilhosamente animada que celebra a paixão e forte conexão com alguém. Um retorno incrível para alguém que realmente dá sua voz para a comunidade LGBT. É um single eclético com algumas influências dos anos 80 e produção igualmente contemporânea. Uma canção muito mais ousada e sensual, que imediatamente faz você querer dançar. Enquanto as letras são mais sexualmente sugestivas do que o seu trabalho anterior, a produção possui características que estiveram presentes no “Blue Neighborhood” (2015). Desta vez, o jovem Troye Sivan resolveu abraçar sua sexualidade relembrando um encontro que ele teve com alguém do mesmo sexo. Ele soa mais confiante e apaixonado do que de costume, mergulhando em temas que lidam com o amor e liberdade.

Graças a produção electropop de Oscar Görres, Troye Sivan saiu da zona de conforto a fim de apresentar algo mais eletrizante. “My My My!” é um óbvio crescimento, principalmente por destacar ainda mais sua verdadeira identidade. Para auxiliá-lo, Görres injetou vocais gaguejantes, linhas de baixo, sintetizadores e tons eletrônicos sobre sua voz. Ao longo das batidas arejadas, Sivan canta com confiança e determinação. Ele realmente não se preocupa com o que as pessoas pensam sobre ele. Este é Sivan no seu momento mais sexual, o garoto de lábios carnudos e olhos azuis que saiu do YouTube evoluiu para um jovem adulto extremamente confiante. “O clima quente, a mão no cabelo / Minha língua está entre seus dentes / Vá devagar, não, não, vá rápido / Você gosta disso tanto quanto eu”, ele canta em favor do seu desejo homossexual. Felizmente, Troye nunca se escondeu atrás de insinuações ou qualquer ambiguidade como outros cantores gays. Ele realmente declara com orgulho todos os seus desejos e intenções. A terceira faixa, “Too Good Side”, é uma canção pensativa, simplista e acústica. Ela inicia com sons eletrônicos de uma harpa, antes do violão transformar o ritmo em algo mais íntimo. No decorrer da música, os sons eletrônicos, juntamente com algumas batidas de tambores, voltam a aparecer. “The Good Side” é uma faixa muito mais contida e orgânica do que “My My My!”.

Enquanto o primeiro single foi a coisa mais up-tempo que ele já colocou as mãos, “The Good Side” fornece uma melodia muito mais emotiva e reconfortante. Liricamente, é uma canção honesta que lida com a ruptura de um namoro. Aqui, Troye Sivan mostra que já superou a dor do término: “Eu consegui o lado bom da vida / Viajei o universo duas vezes / Tantos pensamentos que eu queria compartilhar”. O cantor descreve de forma refinada todos os seus atuais sentimentos. Os vocais estão naturalmente lindos e amplificados pela boa produção de Ariel Rechtshaid. Apesar do tema abordado, Sivan soa bastante positivo: “Mas eu compreendo / E eu reconheço / E querido, eu peço desculpas / Por ter conseguido o lado bom / O lado bom das coisas”. A todo momento, a produção permanece escassa e transmite uma sensação de calma para o ouvinte. Entre o segundo refrão e a ponte há um estouro eletrônico, porém, nada que tire a crueza da música. A faixa-título, “Bloom”, dá um passo além ao fornecer letras que parecem falar sobre perder a virgindade. Troye Sivan é um dos pouco artistas que não têm medo de falar abertamente sobre sua sexualidade nas músicas. Enquanto o “Blue Neighbrhood” (2015) apresentou discussões melancólicas sobre o amor gay e crescimento pessoal, “Bloom” é sobre aproveitar o momento. “Faça uma viagem ao meu jardim / Eu tenho muito para te mostrar”, ele canta nas primeiras linhas.

Sobre batidas soltas e doces sintetizadores, a paisagem sonora da música se expande confortavelmente. Liricamente, é uma música muito ousada, mesmo que seja metaforicamente sobre flores. “E é verdade, querido / Eu tenho guardado isso para você, querido”, ele promete. As letras realmente parecem ser sobre o momento que você se entrega sexualmente a outra pessoa pela primeira vez. “Bloom” é um electropop mais contido e descontraído do que a eletrizante “My My My!”. A produção é dominada pela bateria inebriante e sintetizadores cintilantes. Tudo aqui soa excitante e sedutor, desde a produção inspirada pelos anos 80 até os falsetes durante o refrão. “E, garoto, eu te encontrarei bem ali / Nós vamos andar na montanha-russa”, ele canta sem se importar em usar pronomes masculinos. Como o próprio Sivan disse, “Bloom” foi inspirada por “Teenage Dream” da Katy Perry. Isto é bem perceptível no cativante refrão, onde a melodia e produção nos remetem ao pop-perfection da cantora. “Bloom” faz uso de metáforas tão divertidas que tudo parece inocente. É uma canção encantadora que cresce em você a cada nova escuta. A suave voz de Gordi equilibra-se muito bem com o barítono às vezes esfumaçado do Troye Sivan, em uma balada sincera chamada “Postcard”. Dessa vez, as letras são tingidas de raiva por causa de um amor não correspondido.

Guiado por uma melodia simplista no piano, Sivan detalha as partes tristes de um relacionamento amoroso. Na primeira audição, parece outra faixa deprimente sobre separação, mas quanto mais você presta atenção nas letras, mais percebe que é sobre algo real. Os vocais são perfeitamente ressaltados pela ponte tocante da Gordi. É um momento surpreendentemente vulnerável marcado por letras incrivelmente tocantes. “Eu te enviei um cartão postal de Tóquio, amor / Você nunca foi pegar”, ele canta para o seu namorado. No entanto, em vez de desistir do romance, ele pede mais esforço: “Mas você ainda vai me pegar / Não me largue de novo como se isso não fosse nada para você”. A excelente “Dance to This”, com Ariana Grande, é uma música pop e R&B com agradáveis influências oitentistas e uma pitada de dancehall. Apesar do título, é uma faixa lenta, sensual e peculiar. Assim que você ouve os primeiros segundos da música, automaticamente fica encantado com a maravilhosa guitarra. Embora seja um pouco sombria, ela possui uma batida de tambor constante e vários outros elementos. A batida funciona como o principal motor do instrumental e dá o impulso necessário para os vocais. O cantor escreveu a canção com Oscar Holter e, mais uma vez, o australiano pegou emprestado algumas batidas e sintetizadores sedosos dos anos 80. Os pulsos graves do sintetizador complementam com eficiente a rítmica batida dos tambores.

Depois da guitarra melódica, ele entra em ação cantando de forma contida e em seu registro mais baixo. A produção mantém um ritmo constante até a entrada do refrão, onde o cantor mostra sua flexibilidade. As batidas e a guitarra criam um ambiente misterioso, ao passo que ele sussurra no refrão: “Você sabe que já vimos todas as festas / Podemos apenas dançar com isso”. Ao final de cada frase a guitarra geme ocasionalmente sobre a batida, e cria um clímax mágico e incrivelmente nostálgico. Em vez de uma noite na balada influenciada pelo álcool, Sivan prefere cozinhar, assistir um filme e ficar em casa com o seu amor. A natureza do refrão reproduz perfeitamente essa sensação de tranquilidade. Ariana Grande entra no segundo verso, mostrando a riqueza dos seus vocais. Embora ela se mantenha mais reservada, oferece boas execuções vocais e excelentes harmonias durante o segundo refrão. Eu não imaginava a Ariana Grande numa música como essa, mas sua adição foi o brilho que faltava. Desta vez, suas notas altas não aparecem, mas ela compartilha uma interpretação adequada ao lado do Troye Sivan. “Dance to This” não é o banger pop que todos esperavam, é uma canção sensual e sofisticada que se concentra na simplicidade. É serena e ao mesmo tempo dançante. Como se toda a magia dessa música não fosse suficiente, a ponte oferece uma mudança fabulosa na produção.

Os tambores ficam mais rápidos e provocam uma transição inesperada para tal. Assim que souberam dessa parceria, muitos ouvintes esperavam uma música animada e completamente dançante. Porém, Troye Sivan e Ariana Grande surpreenderam por vir com algo mais discreto. O que ninguém esperava era que esse “algo mais discreto” fosse tão fantástico e adorável. Embora “Plum” seja sobre aceitar que nem todos os relacionamentos duram para sempre, a entrega otimista provoca uma perspectiva esperançosa. É uma música divertida e infecciosa inspirada nos anos 80, que parece ter sido escrita depois que o cantor assistiu o filme “Me Chame Pelo Seu Nome”. O refrão é incrivelmente empolgante, as letras se destacam o suficiente para chamar atenção e a produção é feita sob medida para as rádios. Ele usa frutas como ameixa, pera e tangerina para abordar o término de um relacionamento. “Talvez nossa hora tenha chegado / Talvez nós estamos crescidos / Até a mais doce ameixa / Ficou para trás”, ele canta no refrão sobre as batidas agridoces e o viciante sintetizador do Oscar Görres. Essa faixa é provavelmente a mais corriqueira do álbum. A metáfora central da música pode parecer inicialmente amadora, em comparação com o território complexo das outras faixas. No entanto, quando você a examina cuidadosamente, poderá perceber que é tão emocional quanto.

Praticamente fiel ao seu nome, a balada “What a Heavenly Way to Die” parece uma rendição. O tema envolve seu namorado de longa data, o fotógrafo e modelo americano Jacob Bixenman. Sua vida amorosa é mantida em sigilo, mas Troye Sivan tem sido aberto sobre eles estarem namorando. Mostrando o seu lado mais vulnerável, essa canção reconfortante começa devagar e depois atinge um ápice em seu refrão. Sivan quer garantir que o amor permaneça para sempre em seu relacionamento. Seus vocais continuam suaves e quase monótonos, apesar dos sentimentos intensos que poderiam dar poder a letras como: “Que maneira celestial de morrer / Que hora de estar vivo / Porque para sempre está em seus olhos / Mas para sempre não é metade do tempo”. Com “What A Heavenly Way To Die”, ele nos leva para um território temperamental e melancólico, sobre uma entrega vocal discreta, uma progressão constante e um clímax adequado. Seus vocais abafados são perfeitos para este tipo de refrão e, como resultado, ele nos entrega outra canção mágica e memorável. A nona faixa do álbum, intitulada “Lucky Strike”, é batizada em homenagem à marca de cigarros e compara o seu amor com o vício. É incrivelmente animadora, dançante e uma das músicas mais marcantes ​​do repertório. Musicalmente, é razoavelmente segura e inundada por sintetizadores e programação de bateria. O ouro está nos detalhes!

“Lucky Strike” começa com algumas das imagens mais evocativas do registro – “Ah, eu quero pular sob as pedras da sua pele, garoto / E me afogar na sua água” – é sem dúvida uma das frases mais sexy encontradas por aqui. Troye Sivan encontrou uma infinidade de maneiras de trazer suas reflexões homoafetivas para essa música. “E meu garoto é como uma rainha / Diferente de tudo que você já viu / Ele sabe me amar melhor / Um golpe de dopamina, mais alto do que eu já estive”, ele canta de forma ofegante. Sivan consegue exalar glamour e emoção ao mesmo tempo. De forma natural, sua voz pode ser classificada como um barítono, mas ele também consegue saltar para os registros superiores com facilidade. Assim como Olly Alexander, do Years & Years, outro jovem gay, Sivan sabe se comunicar com um carisma inegável. “Lucky Strike” é um romance onde o encontramos no seu momento mais seguro. Um banger pop despreocupado e uma ode ao amor, com um dos refrões mais contagiantes do álbum. É uma faixa com linhas tão expressivas que nos faz lembrar dos melhores momentos do “Blue Neighborhood” (2015). A música estabelece um equilíbrio entre melodias suaves e letras lindamente escritas, que exemplificam um tema comum em sua discografia. Resumidamente, “Lucky Strike” o encontra usando a famosa marca de cigarros como uma analogia para o seu vício por um garoto pelo qual ele está apaixonado.

No refrão ele procura uma maneira de entender esse amor potencialmente viciante. Essa canção sonhadora inspirada nos anos 80 confirma todas as especulações de que Troye Sivan encontrou o seu som. É habilmente escrita e faz uma mistura de gêneros com enorme destreza. O tema é cuidadosamente refletido nas letras cativantes, especialmente no refrão. “Lucky Strike” é definitivamente uma jóia escondida no álbum. Sintetizadores eletrizantes aparecem por aqui para simbolizar sua adoração completa. Enquanto isso, a linha de baixo oscilante e a batida pulsante entram em ação no refrão e empolga qualquer ouvinte. Em um álbum de franqueza sexual e amor gay, esta canção pode ser classificada como aquela mais sensual. Construída por partes iguais de exuberância emocional e sedução momentânea, é uma peça digna de nota. E os resultados continuam impressionantes. Em “Animal”, ele aborda o amor e apresenta um perfeito clímax para o ouvinte. Ela começa misteriosamente com sons de trovoadas e um sintetizador instável. A produção soberba apresenta uma pegada electropop, guitarra uivante e vibrações oitentistas. Sua carreira tem sido uma verdadeira homenagem para a década de 80 e nesta faixa não poderia ser diferente. Seu clímax é enorme e parece um aceno para o que Frank Ocean explorou no “Blonde” (2016).

Há uma batida desintegrada e distorcida sob um vocal distante, conforme a vulnerabilidade se torna um ponto de venda. “Eu quero você inteiro para mim / Não deixe nada para mais ninguém / Eu sou um animal com você / Nenhum anjo poderia me chamar de volta / E é mais quente que o inferno onde estou / Eu sou um animal com você”, ele canta no refrão. Sivan é um garoto abertamente gay e nunca escondeu isso em suas letras. “Uma ode ao garoto que eu amo / Garoto eu vou morrer para cuidar de você / Você é meu, meu, meu, me diga a quem devo isso”, ele confessa aqui. Isso é algo que eu não esperava dele, embora não seja uma coisa ruim. Depois de entregar sintetizadores exuberantes e produções eufóricas em seus singles anteriores, ele destaca sua conexão emocional em “Animal”. Há uma beleza impressionante nas letras que foram escritas com a ajuda de colaboradores frequentes. Ele professa seu amor pelo namorado e descreve a forte conexão que eles têm. É uma balada romântica que começa com sintetizadores melancólicos e depois faz a inclusão da bateria. Com produção de Ariel Rechtshaid, “Animal” é alimentada pelo desejo carnal. Outra grande oferta musical do Troye Sivan com uma paisagem particularmente atmosférica e um refrão muito bem desenvolvido. Essa canção pode não ser instantaneamente cativante, mas proporciona um momento muito íntimo.

“Bloom” deixa claro que o Troye Sivan é o tipo de popstar que precisamos em 2018. Sua sagacidade e sensibilidade lírica estão em plena exibição em todas as faixas. Em particular, ele escreve sobre o amor com uma graça surpreendente que desmente sua idade relativamente jovem. A liberdade artística, o encanto cativante que deriva de cada palavra e a confiança ao abraçar sua identidade sexual fundem-se e pintam uma imagem vívida de um artista em ascensão. Suas músicas possuem um grande apelo universal mesmo sendo contadas sob a perspectiva de um homem gay. É seguro dizer que o Troye Sivan está realmente mostrando o quanto ele cresceu e amadureceu não apenas como pessoa, mas como músico. O álbum é empático e um lugar seguro para quem não consegue encontrar palavras para se expressar livremente e sem preconceitos. Troye está definitivamente lutando por seu espaço, sendo aberto sobre suas experiências e esperando ajudar outras pessoas com isso. Em suma, “Bloom” é um álbum encantador do início ao fim que apenas fortalece o seu nome e presença. Depois que a última faixa é reproduzida, você apenas não quer que o álbum termine. Esse registro mostra que ele é um dos artistas mais promissores do pop. Portanto, eu acho que não vai demorar muito para ele fazer um grande clássico no futuro.

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Favorite Tracks:

“My My My!” / “Dance to This (feat. Ariana Grande)” / “Lucky Strike”.

São Paulo, formado em Recursos Humanos, apaixonado por músicas, séries e animes. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.