Review: Travi$ Scott – SICKO MODE

Travi$ Scott recrutou um time de produtores, que inclui Hit-Boy, OZ, Tay Keith, Cubeatz, Rogét Chahayed e MD, para criar uma das principais faixas do seu novo álbum. Inicialmente lenta, “SICKO MODE” fornece batidas esmagadoras que acertam o ouvinte com suas súbitas mudanças de ritmo. É certamente um dos maiores destaques do “ASTROWORLD” (2018), terceiro álbum de estúdio do rapper de Houston. Inesperadamente, a faixa contém vocais do Drake – que participa de um refrão bem discreto. Seu fluxo confiante foi colocado sobre sintetizadores assombrosos e provoca um momento magistral. Ele cava de forma intransigente e improvisa através de um órgão cinematográfico. Posteriormente, Drizzy retorna com um fluxo semelhante ao de “Nonstop”, faixa do seu último álbum. No entanto, o instrumental é muito mais completo e dinâmico. Ele entrega um gancho assassino, seguido por um verso bem apertado e energético. Depois de introduzir a música, Drake dá espaço para Travi$ Scott mudar de marcha. “SICKO MODE” não tem apenas uma, mas três reviravoltas musicais. Sua composição mostra o quanto Scott é interessante e subestimado. Portanto, este single é como uma fusão de três músicas diferentes.

Uma peça desconcertante, onde Scott surge com toda sua glória. No papel, nada disso deveria funcionar – com suas várias mudanças, interpolações e ad-libs – mas tudo funciona perfeitamente. Ouvir sua batida em situações diferentes é simplesmente hipnótico e enlouquecedor. O trabalho de produção estelar é combinado com dois versos do Drake e vocais do Swae Lee do Rae Sremmurd. Tudo é misturado com a intenção de causar uma experiência auditiva impetuosa e implacável. O canto do Swae Lee adiciona um toque agradável, enquanto a troca de batida é muito bem executada. Essa transição de batidas é uma ótima tática para o Travi$ Scott, uma vez que sua voz profunda e levemente melódica consegue encontrar um fluxo cativante na seção intermediária. “SICKO MODE” é de fato um destaque fenomenal que apresenta três partes distintas, marcadas por uma produção distorcida, poderosas batidas e chimbais centrais. O restante da música é uma verdadeira montanha-russa emocional. A diferença entre os álbuns anteriores e o “ASTROWORLD” (2018), é que o Travi$ Scott não está nas sombras de suas feições. Ao combinar dois versos do Drake com uma melodia do Swae Lee, ele criou uma experiência musical eletrizante.

São Paulo, profissional de Recursos Humanos, apaixonado por músicas, filmes, séries e animes. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.