Review: Lucas Lucco – Paraíso (feat. Pabllo Vittar)

Lançamento: 28/01/2018
Gênero: Electropop
Produtores: Rodrigo Gorky, Maffalda e Pablo Bispo
Escritores: Ivo Mozart, Rodrigo Marques, Victor Reis, Lucas Santos, Rodrigo Gorky, Pablo Bispo, Arthur Marques e Maffalda.

Oprimeiro grande sucesso do Lucas Lucco foi “Pra Te Fazer Lembrar”, uma música romântica e radiofônica. Depois da boa divulgação e popularidade de suas canções, ele decidiu lançar o seu primeiro disco em 2012. Posteriormente, Lucas Lucco lançou outros singles de sucesso, incluindo “Mozão”, “Destino”, “Vai Vendo” e “Quando Deus Quer”. No início de sua carreira, ele trabalhava principalmente com o sertanejo universitário. Porém, com o passar dos anos, Lucas flertou com outros gêneros, principalmente o pop e funk carioca. Depois de colaborar com MC Lan em “Tic Tac” e MC G15 em “Permanecer”, Lucas Lucco divulgou um dueto com Pabllo Vittar. “Paraíso” gerou um certo buzz nas redes sociais, porém, não cumpriu com as expectativas. Anunciado no auge da drag-queen Pabllo Vittar, o dueto foi aquém do esperado em plataformas como o Spotify. No YouTube, as boas visualizações do videoclipe garantiu uma certa repercussão. Dirigido pelos Os Primos, não há dúvidas de que o clipe é visualmente bonito e apresenta uma fotografia impecável.

Inicialmente, uma linha de baixo introduz os vocais de Lucas Lucco, antes da percussão acompanhá-lo. “Te pego de jeito / E se pegar fogo / Deixa queimar / Te beijo gostoso / Eu tiro sua roupa / Te levo pro Paraíso”, ele canta sob fortes riffs de sintetizador. Quando Pabllo Vittar aparece no refrão, ela consegue injetar algum carisma na música. Os repetitivos – “E eu vou, e eu vou, e eu vou, e eu vou” – conseguem ficar presos na cabeça com facilidade. A influência EDM é muito perceptível, principalmente quando o drop de sintetizador aparece depois do refrão. O verso solo da Pabllo Vittar é mais interessante, por conta da melodia e maior presença das batidas de tambor. Embora os agudos do segundo pré-refrão sejam exagerados, a música fica mais potente na segunda metade. Para quem esperava uma música sertaneja ou com influências do tecnobrega, deve ter ficado desapontado. Infelizmente, “Paraíso” é uma canção bem decepcionante, seja pela produção genérica, letras clichês ou ausência de um fator cativante.

São Paulo, 22 anos, formado em Recursos Humanos, apaixonado por músicas e séries. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.