Review: Jack White – Connected by Love / Respect Commander

Lançamento: 09/01/2018
Gênero: Blues Rock, Rock Alternativo
Produtor: Jack White
Escritor: Jack White.

Desde a dissolução do duo The Write Stripes há seis anos, Jack White passou a incorporar sua própria identidade. O seu último disco solo, “Lazeretto” (2014), foi um passeio incrível com fortes inclinações para o blues e country-rock. Recentemente, em 09 de janeiro de 2018, White retornou aos holofotes não apenas com um, mas dois novos singles: “Connected by Love” e “Respect Commander”. Ambas faixas estarão presentes no seu terceiro álbum solo, “Boarding House Reach”, com lançamento previsto para março desse ano. Como grande admirador do trabalho de Jack White, eu confesso que fiquei um pouco decepcionado com “Connected by Love”. Os principais pilares de White estão ausentes na composição e produção dessa música. Inicialmente, a canção começa com um sintetizador ondulado, pesado e misterioso. Base eletrônica é algo um tanto quanto inesperado e provocativo para Jack White. Embora seja surpreendente, nós sabemos que ele é um músico conhecido pela experimentação de diferentes gêneros musicais.

Felizmente, os vocais estão dramáticos e expressivos, algo característico do seu estilo ao longo dos anos. Apesar da falta de inspiração, o refrão, formado pelo uso de um órgão, piano e sintetizador, é aparentemente épico. O segundo refrão, por sua vez, é mais espiritual e possui a inclusão de vocais de apoio tingidos de gospel. Um dos principais problemas com “Connected by Love” é a indecisão do próprio Jack White. Ele ficou em dúvida se criava uma música melodiosa e sedosa ou angustiada e indiferente. Embora não seja uma canção necessariamente ruim, “Connected by Love” deixa muito a desejar. “Respect Commander”, por sua vez, abre com uma seção instrumental composta por fortes tambores, sintetizadores e guitarra elétrica. O baixo ajuda as coisas a instalarem-se na segunda parte da música, enquanto o áspero trabalho de produção alimenta os vocais de Jack White. Embora seja uma b-side intrigante, “Respect Commander” carece de inovação.

São Paulo, 22 anos, formado em Recursos Humanos, apaixonado por músicas e séries. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.