Review: Courtney Barnett – Nameless, Faceless

Lançamento: 16/02/2018
Gênero: Indie Rock
Produtores: Courtney Barnett e Burke Reid
Escritor: Courtney Barnett.

Nativa de Melbourne, Austrália, Courtney Barnett chegou a fama após o lançamento do seu disco de estreia, “Sometimes I Sit and Think, and Sometimes I Just Sit” (2015). Ela conseguiu fazer um nome para si mesma através de um lirismo espirituoso e fortes riffs de garagem. O seu primeiro LP apresentou uma honestidade bruta sobre o cotidiano da vida, para alta aclamação da crítica. Da mesma forma, o seu álbum conjunto com Kurt Vile, chamado “Lotta Sea Lice” (2017), a viu se desenvolver ainda mais. Agora, após três anos, ela está pronta para lançar um novo álbum solo. “Tell Me How You Really Feel” está previsto para ser lançado em 18 de maio de 2018 através da gravadora Matador Records. Em paralelo com o anúncio do seu novo disco, ela divulgou o primeiro single do mesmo, intitulado “Nameless, Faceless”. Esta faixa apresenta contrastes sonoros bem-executados e um refrão bem grunge. Liricamente, Barnett aborda a misoginia e os medos femininos com bastante confiança.

Este tipo de franqueza lírica simplifica suas convicções e ao mesmo tempo assume um patente político. O refrão faz referência à famosa citação de Margaret Atwood, conforme ela canta: “Eu quero caminhar pelo parque no escuro / Os homens estão com medo de que as mulheres riem deles / Eu quero caminhar pelo parque no escuro / As mulheres estão com medo de que os homens as matem”. Além dos poderosos riffs de guitarra e potente bateria, “Nameless, Faceless” está armada com críticas e um fluxo muito consciente. Politicamente tingida, é uma canção que retrata a sagacidade e humor de Courtney Barnett. Ela consegue fazer uma sátira ao mesmo tempo que esmaga o machismo. É uma canção escura, torcida, triunfante e potencialmente grunge. Aqui, Barnett combinou um refrão ardente com linhas de guitarra, riffs ameaçadores e uma torção muito agradável. Enquanto “Nameless, Faceless” é cativante e agitada como suas faixas do passado, vê Courtney Barnett explorando assuntos mais sérios. É uma faixa que cresce em você a cada nova escuta, além de ser uma boa re-introdução para ela como artista!

São Paulo, 22 anos, formado em Recursos Humanos, apaixonado por músicas e séries. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.