Review: Clean Bandit – Solo (feat. Demi Lovato)

Lançamento: 18/05/2018
Gênero: EDM
Produtores: Grace Chatto, Jack Patterson, Fred Gibson e Mark Ralph.
Compositores: Grace Chatto, Jack Patterson, Demi Lovato, Camille Purcell e Fred Gibson.

Depois de lançar um álbum de estréia de sucesso, com singles como “Rather Be” e “Real Love”, foi a faixa “Rockabye”, com Sean Paul e Anne-Marie, que mudou a carreira dos britânicos do Clean Bandit. Após trabalhar com Zara Larsson, Marina and the Diamonds e Julia Michaels em suas faixas mais recentes, o grupo recrutou Demi Lovato para participar do seu novo single. “Solo” é uma canção otimista de EDM sobre o amor próprio e aceitação, com uma produção empolgante e refrão formado pela mistura de sintetizadores, programação de bateria e vocoder. Foi uma grande semana para Demi Lovato. Além de colaborador com Clean Bandit, ela fez um dueto com Christina Aguilera em “Fall in Line”. Curiosamente, Lovato e o grupo Clean Bandit nunca se encontraram num estúdio para gravar essa música. Talvez por isso ela soa tão opaca e inexpressiva. Na maior parte do tempo, os vocais de Demi Lovato são sintetizados e apoiados por uma backing vocal. Para ser honesto, “Solo” causa uma insatisfação na primeira escuta. Há muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, especialmente quando se trata dos efeitos vocais. Embora as crescentes cordas aparecem após o refrão, “Solo” é um pouco diferente dos seus singles anteriores.

Ela abre com uma produção animada, juntamente com os vocais de Lovato. É um banger destinado para os clubes e baladas, graças ao humor dançante e produção contagiante. Liricamente, a canção vê Demi Lovato assumindo o papel de uma ex-namorada que não consegue seguir em frente. Em vez de encontrar forças para seguir adiante e encontrar outro pretendente, a cantora parece presa à sua antiga paixão. “Desde que você foi embora / Tenho dançado sozinha / Tem garotos na minha área / Mas eles não me deixam excitada / Porque, querido, você é o único com quem eu chego lá / Não posso mais aguentar isso, não mais, não mais”, ela confessa. Mas, mesmo que emoções negativas aparecem no seu interior, esta música também é enraizada no amor próprio e recuperação pós-término. Inicialmente, “Solo” é introduzida por alguns violões, enquanto obtemos uma inspiração latina. A produção é um pouco sedutora, mas o refrão é muito desconexo, estranho e exageradamente sintetizado. Salvo as típicas cordas de violino que aparecem logo na sequência. A produção, baseada nas cordas e batidas EDM, e a estrutura vocal de “Solo” acabam causando uma bagunça sonora, por mais que seja uma música pegajosa e grudenta. Forçada e exagerada, a produção cria uma justaposição ruim e se limita apenas ao sintetizador e vocoder.

São Paulo, 22 anos, formado em Recursos Humanos, apaixonado por músicas e séries. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.