Review: Rihanna – Talk That Talk (2011)

O sexto álbum da Rihanna, “Talk That Talk”, é cativante e possui uma forte predominância do pop e R&B. Porém, também contém uma variedade de idéias confusas que nunca se desenvolvem.

Lançado em 18 de novembro de 2011, “Talk That Talk” foi o sexto álbum de estúdio da caribenha Rihanna. Como produtora executiva, ela recorreu a um vasto leque de colaboradores, que inclui Calvin Harris, Cirkut, Dr. Luke, Alex da Kid, Hit-Boy, Stargate e The-Dream. Musicalmente, o álbum segue a mesma linha do seu antecessor, com maior predominância do pop e R&B. Também podemos considerá-lo um trabalho crossover, pois incorpora elementos de hip hop, dancehall e house. Enquanto isso, o conteúdo lírico gira em torno principalmente de temas como amor e sexo. Seis singles foram lançados no decorrer de sua divulgação, incluindo “We Found Love” – que permaneceu por 10 semanas no topo da Billboard Hot 100. “Talk That Talk” é um projeto efervescente com batidas eletrônicas, movimentos rápidos, sintetizadores temíveis e provocações líricas. Está equipado com algumas baladas introspectivas e canções incrivelmente radiofônicas. Rihanna escreveu somente três faixas, mas conseguiu colocar sua personalidade em todo o repertório. Como todo mundo sabe, ela possui uma grande coleção de hits no mundo todo – é certamente a maior hitmaker dos últimos anos ao lado da Katy Perry. “Talk That Talk” é provavelmente o seu trabalho mais obsceno até a presente data. Ela nos presenteou com melodias irresistíveis enquanto os produtores forneceram uma sonoridade aventureira. Seu vocal não é particularmente extraordinário ou potente, mas seu timbre é substancialmente único.

O hino “We Found Love” é com certeza a melhor faixa do álbum e uma das melhores de sua carreira. Produzida por Calvin Harris, é um número electropop e house com fortes elementos de europop, trance e techno. Há sinos de alarme, teclados, batidas de house e sintetizadores pulsantes que bombeiam repetidamente por toda a pista. Em boa parte, Rihanna canta com um falsete refrescante em seu registro vocal superior. “Diamantes amarelos iluminados / E nós estamos lado a lado / Quando sua sombra cruza a minha / É o que basta para que eu ganhe vida”, ela canta melancolicamente. Sua atmosfera é quase divina, assim como parece ter sido feita para tocar em qualquer boate ao redor do mundo. A faixa de abertura, “You Da One”, foi produzida por Dr. Luke e lançada como segundo single. Mas embora seja uma canção pop e reggae mais otimista, não é tão forte ou memorável. “Where Have You Been”, por outro lado, é um dance-pop feita sob medida para agradar a massa. Ela é embalada por vocais sensuais, fortes batidas e ritmos pulsantes. A faixa-título é extremamente cativante e dispõe da participação do Jay-Z. Juntos novamente, eles nos fornecem uma pista elegante construída por um fluxo grudento. Dessa vez, Rihanna deixa o tema amoroso de lado a fim de falar sobre luxúria. Os versos da dancehall “Cockiness (Love It)” são um tanto quanto provocativos e picantes: Chupe minha ousadia / Lamba minha persuasão. As batidas escassas e o dubstep foram produzidos por Bangladesh.

“Birthday Cake” é bastante curta, mas inegavelmente sensual e divertida. É pesada nos seus trocadilhos e possui apenas 78 segundos de duração. Após os primeiros 60 segundos, Rihanna canta – “eu quero transar com você agora mesmo” – e em seguida a música desaparece inexplicavelmente. A balada de amor universal “We All Want Love” é outra peça incrivelmente agradável. Os vocais estão mais sedutores e o estridente riff de guitarra perfeitamente colocado. Em “Drunk On Love”, ela refere a si mesma como uma mulher romântica sem cura. Sonoramente, captura uma energia nervosa com batidas emprestadas da banda The xx. “Roc Me Out”, por sua vez, é um synth-pop que lembra em determinados momentos de “Rude Boy” e “S&M”. No entanto, as letras são desajeitadas, conforme ela tenta seduzir um homem e revela segredos desagradáveis. A exuberante “Watch n’ Learn” é um dancehall sensual que fornece um equilíbrio envolvente entre o sintetizador e a percussão. Em termos líricos, é sobre Rihanna ensinar o seu parceiro como amá-la corretamente utilizando referências sexuais. “Farewell” é uma balada melancólica e dramática com despojada instrumentação no piano. Mas apesar da boa performance vocal, peca pela falta de originalidade. Durante sua performance no “Talk That Talk”, Rihanna obviamente acena para o lado mais sexy e mantém as coisas atraentes. Ao longo de sua carreira, ela nunca se esquivou completamente de quem ela realmente é. Como um todo, não é um material inovador, mas conseguiu atingir o objetivo.

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Favorite Tracks:

“Where Have You Been” / “We Found Love (feat. Calvin Harris)” / “Talk That Talk (feat. Jay-Z)”.

São Paulo, profissional de Recursos Humanos, apaixonado por músicas, filmes, séries e animes. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.