Resenha: Evanescence – Synthesis

Lançamento: 10/11/2017
Gênero: Metal Alternativo, Metal Sinfônico, Eletrônica
Gravadora: BMG Rights Management
Produtores: Amy Lee e Will B. Hunt.

Lançado em 10 de novembro de 2017, “Synthesis” é o quarto álbum de estúdio da banda Evanescence. Ele inclui versões retrabalhadas de antigas canções do grupo, com arranjos orquestrais e elementos de música eletrônica, além de duas novas faixas. Durante meses, ouvimos falar que o Evanescence estava usando uma orquestra ao vivo para fazer backup de seus sons. Juntamente com a orquestra, a banda também estava adicionando elementos eletrônicos às suas canções. Tudo isso acabou resultando na ideia de cria o “Synthesis”, seu primeiro álbum em seis anos. A mistura entre a banda, orquestra e os espetaculares vocais de Amy Lee, é algo que funcionou em conjunto e deu mais profundidade às músicas. Atualmente, a banda é formada por Amy Lee, Tim McCord, Will Hunt, Troy McLawhorn e Jen Majura. E, sua quarta oferta de estúdio, reimagina os melhores trabalhos da carreira do Evanescence.

A coleção de dezesseis faixas tira as guitarras e elementos de hard-rock, em favor de um pacote neo-clássico contagiante. A produção do álbum, manipulada principalmente por Lee e Will Hunt, está no ponto. É grandiosa em alguns partes e silenciosa e subjugada em outras. Tão dinâmico e convincente, “Synthesis” pode ser considerado um ótimo álbum, especialmente pela performance vocal carismática de Amy Lee. O álbum começa com o piano de “Overture”, faixa instrumental que se move lentamente para “Never Go Back”. Aqui, o piano estritamente sombrio sangra, enquanto os vocais de Lee elevam-se continuamente. Enquanto sempre teve tendências operáticas, ela atinge novas alturas ao lado de batidas eletrônicas salpicadas na mistura. Consequentemente, a banda dá uma nova repaginada na faixa original de 2011. Uma das novas faixas lançadas é “Imperfection”, uma das mais eletrônicas e sinfônicas do repertório.

Com uma sensação eletrônica e letras rápidas, é definitivamente um destaque do registro. Segundo Amy Lee, essa música foi escrita na perspectiva de uma pessoa que perdeu alguém devido ao suicídio e a depressão. Entretanto, uma das canções mais esperadas por todos os fãs é a nova versão de “Bring Me to Life”. Foi a faixa original que catapultou a banda para o sucesso em 2003. Desta vez, a canção está mais assombrosa por conta da orquestra e certamente mais épica. É uma ilustração perfeita do objetivo desse projeto, embora seja parecida com a original no que diz respeito aos vocais de Lee. Provavelmente, a maior mudança foi a substituição das guitarras e bateria por arranjos de cordas, bem como a ausência dos vocais de Paul McCoy. Em “Hi-Lo”, uma faixa inicialmente destinada para o disco homônimo da banda, os vocais de Lee trabalham sobre as belas cordas do violino de Lindsey Stirling e algumas batidas eletrônicas.

“Hi-Lo” é uma oferta sólida e gótica que prioriza o estilo vocal mais frágil de Amy Lee. “Lithium”, uma das minhas canções favoritas do Evanescence, foi elevada para um nível totalmente novo. Com os violinos atrás da voz de Lee, a faixa tornou-se ainda mais linda de se ouvir. No “Synthesis”, Evanescence eliminou qualquer vestígio de hard-rock e o substituiu por toques eletrônicos e uma orquestra. Sempre houve uma delicadeza que correu ao lado da música do Evanescence, algo mais profundo do que o simples rock. Mas dessa vez, Amy Lee e sua banda saiu de trás das guitarras para explorar algo mais intrigante e ambicioso. Com músicas clássicas como “Bring Me to Life” e “My Immortal”, Evanescence conseguiu fazer uma nova e bela mistura.

São Paulo, formado em Recursos Humanos, apaixonado por músicas, séries e animes. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.