The Prismatic World Tour: Um dos melhores shows dos últimos anos!

Neste último sábado (28), o canal EPIX transmitiu a turnê de Katy Perry!

“The Prismatic World Tour” é a terceira turnê de Katy Perry, em apoio do seu quarto álbum de estúdio, PRISM (2013). A turnê começou em 7 de maio de 2014, em Belfast, Irlanda do Norte, e já passou por diversos países ao redor do mundo, incluindo Estados Unidos, Canadá, México, Reino Unido, Irlanda, França, Espanha, Itália, Holanda, Alemanha, Austrália e Nova Zelândia. O continente asiático receberá a turnê durante os meses de abril e maio de 2015, enquanto a provável última etapa da turnê será na América do Sul, onde passará durante o mês de setembro, mesmo período que Perry se apresentará no Rock in Rio 2015.

A “Prismatic World Tour” está obtendo um sucesso internacional enorme, e já tornou-se a turnê de maior sucesso de Katy Perry até à data. Obteve a segunda maior bilheteria e maior por uma mulher na América do Norte durante o ano de 2014. Segundo dados da Pollstar, a turnê obteve um lucro bruto de 153 milhões de dólares, bem como um público de 1,4 milhão, apenas em 2014. Quem ainda não viu a turnê pôde conferir o show neste último sábado, 28 de março. Isso porque o canal americano EPIX transmitiu o concerto da Allphones Arena, gravado em Sydney, Austrália, em novembro do ano passado.

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Para os fãs brasileiros, foi uma excelente oportunidade para apreciar o concerto, que só virá ao Brasil em setembro. Assim que foi liberado na internet, eu não perdi tempo e assisti o evento, que durou quase 2 horas e contou com uma setlist recheada de hits. A produção da “Prismatic World Tour” é praticamente impecável. Desde as acrobacias no ar, os inúmeros figurinos, trajes de gatos, guitarras que soltam faíscas, emoticons infláveis, lasers coloridos, balões, jatos de fumaça, labaredas, fogos de artifício e o elevador no palco, a turnê de Katy Perry é inquestionavelmente uma excelência no quesito produção.

Os recursos do show foram feitos para agradar tanto os adultos como as crianças, é um espetáculo para todas as idades. Perry melhorou drasticamente em sua presença de palco, ela consegue animar e colocar o público para pular facilmente. O seu vocal também melhorou muito, no entanto, como o show é cheio de inúmeros movimentos, em alguns momentos ela necessita de um grande auxílio da base alta e das backings vocals. Ao todo o repertório é formado por vinte e uma músicas, sem contar os interlúdios e adições à parte. Durante quase 2 horas, Katy Perry canta, dança, corre, flutua no ar, se pendura em cabos, conversa com a platéia, tira selfies e distribui pizza.

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Mesmo em meio a tantos detalhes da produção, ela consegue manter sua voz forte e canta com a máxima confiança. A maioria do público estavam usando perucas coloridas e outros trajes temáticos, uma das marcas de Katy. O palco conta com uma estrutura invejável, tem uma pista embaixo, formatos móveis, uma enorme tela em formato de um prisma no centro e duas pistas. Como já havia dito, a produção visual do show é de uma engenhosidade de outro nível. Embora Katy só tenha quatro álbuns de estúdio em seu currículo (um deles sendo gospel), ela já tem incríveis dezenove canções top 40 e nove singles número #1 na Billboard Hot 100 dos Estados Unidos.

Ela chegou ao ponto de não colocar alguns hits, como “Waking Up In Vegas”, e cortar outros, como “Last Friday Night (T.G.I.F.) do show, para não deixá-lo tão extenso. O espetáculo começa com Katy posicionada em uma vértice de forma triangular pronta para cantar o smash hit “Roar”. Ela canta fortemente, com direito a pleno uso das duas passarelas, um traje de neon e acompanhamento de dançarinos com uniformes de guerreiros. Ela ainda faz uma pausa para pular corda, de salto alto, antes de performar a próxima canção.

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A turnê possui um desempenho dividido em seis conjuntos temáticos. O primeiro bloco, além de “Roar”, ainda conta com a performance empolgante de “Part of Me”, “Wide Awake”, em uma versão remix com dubstep que sugou um pouco da melancolia da música, “This Moment”, que fez a arena brilhar com luzes coloridas, e a pulsante “Love Me”. Em seguida, Katy Perry ressurgi no palco em um cenário egípcio, montada num enorme cavalo de ouro, para apresentar a maravilhosa “Dark Horse”. Iniciando com uma guitarra nervosa, temos a performance de E.T., que ainda incluiu um repto acrobático impressionante.

A ponte da canção ficou ainda mais incrível, com Perry se pendurando no repto, enquanto um enorme feixe de luz aparece no telão. “Legendary Lovers”, por sua vez, é acompanhada por ótimas coreografias e a boa sintonia de Katy com dois dançarinos. “I Kissed a Girl” fecha o bloco egípcio e marca um dos melhores momentos do show. Os vocais de Perry ficaram excelentes aqui, acompanhada por dançarinas vestidas de aranhas e múmias peitudas a perseguindo. A performance ainda teve direito a incríveis solos de guitarra, vôo dos guitarristas, labaredas de fogo e muita faísca. É uma performance impressionante, tanto visualmente como sonoramente.

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Para o próximo bloco, Katy Perry vestiu um traje de gato rosa para cantar “Hot N’ Cold” e “Internacional Smile”. Na primeira ela canta cercada de dançarinos, também vestidos de felinos, e  faz uma performance espetacular com elementos de jazz e inspirada pelo musical “Cats” da Broadway, enquanto a segunda é performado juntamente com um mix de “Vogue” da Madonna. O cenário transforma-se novamente para o set acústico, que acontece envolto de girassóis e de sua banda, que transmite uma maior sensação de intimidade. Nesse bloco, Perry tirou uma selfie com uma garota, deu uma pizza para uma menina de 10 anos, mostrou o seu grande senso de humor e interagiu com a platéia.

Sua interpretação de “By the Grace of God” foi deslumbrante, igualmente as lindas performances de “The One That Got Away”, intercala com versos de “Thinking of You”, e “Unconditionally“. Essa última teve direito a pedido de casamento na platéia e um lindo cenário com enormes borboletas. Nesse bloco, a cantora prova à todos que pode dar um verdadeiro show musical, exibindo um incrível vocal, muitas vezes, subestimado pelas pessoas. Em seguida, com um sutiã esportivo amarelo e cheio de rostos sorridentes, Katy Perry volta para apresentar “Walking on Air”, uma das melhores canções de sua carreira inspirada pela cultura rave da década de 90. Ela voa, literalmente, durante essa performance, que é seguida pela apresentação da exuberante “It Takes Two”. Essa é interpretada com uma saia preta e branca inflada e mais uma boa demonstração vocal.

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O mash-up de “This Is How We Do” com “Last Friday Night (T.G.I.F.)” proporcionou uma verdadeira festa na arena. O público pulou muito durante a performance de duas das suas canções mais agitadas. Não sou muito fã de “This Is How We Do”, mas não dá pra negar que na turnê a música funcionou muito bem. A multidão vai à loucura quando o bloco de neon vertiginoso e futurista surge para a apresentação de “Teenage Dream” e “California Gurls”, dois de seus maiores sucessos. Esse bloco é talvez o melhor, ao lado do cenário egípcio. Com o show chegando ao fim, temos a apresentação de “Birthday”, com Katy girando em torno da arena segurando-se em cabos presos a um grupo de balões coloridos. Durante a canção, ela convida uma garota que estava fazendo aniversário para subir ao palco que, logo depois, foi tomado por jatos de confetes e bexigas.

O conjunto termina com o hino “Firework”, cantado por ela com um grande vestido e um cenário repleto de amostras pirotécnicas. A “Prismatic World Tour” é a definição do pop perfeito e apenas solidifica Katy Perry como a atual rainha do gênero. Ela é uma das cantoras que mais venderam na era digital, com 92 milhões de singles ao redor do mundo, é amada nas redes sociais (é a pessoa mais seguida no Twitter), e essa turnê só fará ela ser ainda mais amada por seus KatyCats. Ela, sem dúvida, projetou a melhor turnê dos últimos anos, fica nítido que Katy controla todos os elementos do espetáculo, dá para perceber que ela possui o controle criativo do show. Eu recomendo à todos que ainda não viram a “Prismatic World Tour”, é diversão e entretenimento na medida certa. Provavelmente, irei na turnê quando passar pelo Brasil em setembro, porque quero apreciar esse espetáculo de perto.

Katy Perry Performs At The Odyssey Arena, Belfast

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São Paulo, formado em Recursos Humanos, apaixonado por músicas, séries e animes. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.