Review: The Chainsmokers – Sick Boy

Lançamento: 17/01/2018
Gênero: Pop, Dance-Rock
Produtores: Andrew Taggart, Alex Pall e Shaun Frank
Escritores: Andrew Taggart, Tony Ann, Alex Pall e Emily Warren.

The Chainsmokers, o duo de música eletrônica que cativou o mundo com suas progressões de acordes e letras divertidas, retornaram em 2018 com um novo single, “Sick Boy”. Andrew Taggart e Alex Pall foram taxados como uma dupla sem personalidade que apenas absorve as tendências do mercado. O duo realmente construiu sua carreira reciclando algumas batidas e lançando faixas imensamente comerciais uma atrás da outra. Entretanto, no final do ano passado eles declararam que em 2018 apresentariam músicas mais escuras e significativas, e eles cumpriram com o prometido. “Sick Boy” ainda possui um pano de fundo básico e estrutura eletrônica, porém, é uma canção mais profunda e diversificada. Inesperadamente, eles abandonaram sua fórmula usual e optaram por oferecer batidas mais diferenciadas, juntamente com um refrão pronto para o rádio. Além da influências de outros gêneros, como o dance-rock, a dupla introduziu novidades no conteúdo lírico.

“Sick Boy” não possui o lirismo habitual que estamos acostumados a ouvir do The Chainsmokers. Desta vez, Taggart e Pall combinaram letras políticas com um senso de ironia, enquanto falam sobre os valores das Costas Leste e Oeste dos Estados Unidos. É um tema meio estranho, mas funcionou de uma boa forma. “Sick Boy” começa com alguns acordes de piano sombrios e letras dramáticas. De forma sarcástica, o refrão da música pode ser considerado um dos melhores atrativos. O piano da introdução leva Andrew Taggart para um verso minimalista, que diz: “Eu sou do lado leste da América / Onde nós escolhemos o orgulho sobre o caráter / E podemos escolher os lados / Mas estes somos nós”. Toda a música é desprovida de qualquer grande refrão ou drop EDM. Inesperadamente, os sons eletrônicos, batidas obscuras e elementos sinfônicos acrescentam uma maior profundidade à música. Outro detalhe que me chamou muita atenção, foi a semelhança com o duo Twenty One Pilots.

Quando Taggart rompe sobre o tambor e canta repetidamente, “I am the, I am the, I am the sick boy”, traz à mente canções como “Heathens” e, até mesmo, “Stressed Out”. “Sick Boy” é uma canção muito ousada e um risco que foi corrido por eles. Pode não ser tão acessível quanto “Closer” ou “Paris”, entretanto, é mais provida de profundidade. O pré-refrão é bastante dramático e contém um senso de urgência: “E não acredite no narcisismo / Quando todos projetam / E esperam que você os escute / Não cometa erros, eu moro em uma prisão / Que eu mesmo construí, é a minha religião”. Embora seja um dos atos mais bem-sucedidos de 2017, The Chainsmokers foi odiado na mesma intensidade que foi amado. Com “Sick Boy”, eles tentaram colocar um pé no mundo alternativo e seguir por uma nova direção sonora. Desde o começo da música, você pode perceber que eles abandonaram um pouco do seu passado. Brincar com novos sons é comum entre os músicos, porém, The Chainsmokers ainda não atingiu o objetivo!

São Paulo, formado em Recursos Humanos, apaixonado por músicas, séries e animes. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.