Review: The Chainsmokers – Side Effects (feat. Emily Warren)

Lançamento: 27/07/2018
Gênero: Eletrônica, Funk
Produtor: The Chainsmokers
Compositores: Andrew Taggart, Alex Pall e Emily Warren.

Depois de lançar o EP “Sick Boy” (2018) em abril deste ano, o duo The Chainsmokers está de volta com um novo single. “Side Effects” contém a participação de sua frequente colaboradora Emily Warren, que já colocou seus vocais em faixas como “Don’t Say”, “My Type” e “Until You Were Gone”. O ano de 2018 realmente tornou-se diferente para o The Chainsmokers. Finalmente eles se livraram da fórmula genérica de seus singles do passado, e começaram a dar maior ênfase para as letras e produção. Surpreendentemente, eles se jogaram em uma área mais sombria e experimental, algo visto em canções como “Sick Boy” e “Somebody”. Desde que chegou à cena musical com “#SELFIE” em 2014, o duo se transformou numa verdadeira máquina de hits. “Don’t Let Me Down” e “Closer”, por exemplo, fizeram um enorme sucesso ao redor do mundo e acumulam mais de 1 bilhão de execuções no Spotify. Entretanto, diferente dos seus maiores hits, “Side Effects” oferece uma abordagem diferente dos típicos sons de Alex Pall e Andrew Taggart. Dessa vez, uma cativante melodia de piano foi combinada com a suave voz de Emily Warren. O ritmo inicial começa com uma nota alta, ao passo que ela canta de forma auto-consciente sobre não ser capaz de resistir a uma ligação tarde da noite. No que diz respeito às letras, elas são superficiais e permanecem fiéis ao material da dupla.

Inicialmente, “Side Effects” parece um pouco abrupta e desconcertante. The Chainsmokers dá aos ouvintes uma introdução fortificada por um baixo grosseiro. Dessa vez, eles decidiram seguir por um caminho diferente e explorar uma influência do funk oitentista. O refrão e a ponte são bastante atraentes e o destaque definitivo, graças à linha de baixo, o piano e aos fortes vocais de Warren. O uso do piano no refrão provoca uma mudança repentina do catálogo do The Chainsmokers, que costumava inclinar-se para o lado sintetizado do electropop. Felizmente, “Side Effects” não possui os acúmulos genéricos e quedas de sintetizadores que os levaram ao topo das paradas. Como mencionado, a música explora a sensação de realmente perceber que você gosta de alguém. “Ooh, você é tudo que eu quero / Não é bom desistir de você / Venha e me dê um pouco de amor esta noite”, Warren canta no refrão. Ela recorda de noites de bebedeira e, de alguma forma, gostaria de voltar para os braços de seu ex. “Isso acontece toda vez que eu tento misturar / Tomada de decisão com / Um excesso de bebidas”, ela diz. O rap da ponte é sedutor, mas as vibrações disco do refrão é o auge da música. “Side Effects” é diferente o suficiente para movê-lo para uma nova direção sonora, mesmo não se reinventando completamente. Depois de uma série de singles lançados este ano, incluindo “Sick Boy”, “You Owe Me”, “Everybody Hates Me” e “Somebody”, esta canção representa o mais recente capítulo do The Chainsmokers.

São Paulo, formado em Recursos Humanos, apaixonado por músicas, séries e animes. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.