Review: The Chainsmokers – Roses (feat. ROZES)

Álbum: Bouquet
Lançamento: 16/06/2015
Gênero: Eletrohouse, EDM
Produtor: The Chainsmokers
Compositores: Andrew Taggart e Elizabeth Mencel.

The Chainsmokers é um duo de DJs americanos que consiste em Andrew Taggart e Alex Pall. Eles ganharam maior notoriedade em 2014 com o hit-viral “#Selfie”, canção que chegou ao número #16 da parada de singles da Billboard americana. Em 2015 eles voltaram à cena com um novo lançamento, intitulado “Roses”. Para este single eles fizeram uma parceria com ROZES, cantora e compositora da Filadélfia (bastante apropriado dado o título da faixa). Ela apresenta seus exuberantes vocais e colabora com a mudança bem-vinda no som habitual do The Chainsmokers. Tem sido uma longa jornada para o duo de Nova York, pois enquanto seus antigos trabalhos foram revigorantes e pulsantes, a dupla realmente veio a brilhar com seus remixes.

Desde o início, os dois experimentaram um estilo único de música dance e indie, e, posteriormente, evoluíram rapidamente até chegarem no seu atual som. Hoje, muito parecido com seu catálogo, suas músicas chegam a ser descontroladamente distinguíveis e inclassificáveis. “Roses” é uma visão interessante para o passado e futuro deste duo, pois ambos demonstraram sua boa capacidade de mesclar vocais femininos com belos floreios eletrônicos. Eles misturam uma sonoridade pop, indie, eletro e dance, a fim de criar um som único e indicativo de sua marca. Além disso, aqui, Andrew Taggart chega a harmonizar a faixa durante o seu refrão. “Oh, eu serei seu devaneio / Usarei suas coisas favoritas / Nós poderíamos ser belos / Ficar embriagados na vida boa / Te levarei ao paraíso / Diga que nunca me deixará ir”, ROZES canta em um dos versos.

The Chainsmokers chegou a revelar que essa música é a sua mais importante até à data, pois representa um lado do qual eles ainda não haviam experimentado. “Essa música representa uma mudança inerente na direção certa e não no começo, mas o fim dessa transição (…) Isso não é apenas um reflexo de nós pessoalmente, mas também um reflexo de nós atualmente“, disse Taggart. É uma fatia verdadeiramente refrescante e um etéreo synth-pop. Liricamente, ROZES canta sobre um amor que ela nunca quer que acabe. No apoio, temos uma produção celeste com um sintetizador deslumbrante e uma linha de tambor simples fazendo o serviço. A música ressoa com alegria e esperança, conforme ROZES canta sobre os bons tempos do passado e implora para que seu relacionamento nunca acabe: “Diga que nunca me deixará ir”.

Logo depois dela implorar por companhia a faixa se move em direção a uma avaria eletrônica e uma gagueira infecciosa. A repartição de sintetizador, uma das peças mais fundamentais da música, possui notas fortes, estagnadas e parece ser a principal razão para a existência de “Roses”. Conforme tendência em canção EDM, o acorde é repetido infinitamente, enquanto é jogada na mistura uns viciantes e grudentos “ah ah-ah-ah-ah-ah ah ah-ah ah-ah-ah-ah-ah”. A vocalista ROZES também possui uma boa presença na música. Ela tem uma voz bonita, esbelta e gostosa de se ouvir. Sua voz é, provavelmente, a maior força motriz e o melhor instrumento da canção. The Chainsmokers desvendou uma reviravolta em “Roses”, apresentando uma matriz eletrônica agradável que colide sem esforços com a boa produção geral.

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São Paulo, formado em Recursos Humanos, apaixonado por músicas, séries e animes. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.