Review: The Chainsmokers – Beach House

Lançamento: 16/11/2018
Gênero: Dance-pop
Produtor: The Chainsmokers
Compositores: Drew Taggart e Alex Pall.

The Chainsmokers permaneceu bastante ocupado ao longo de 2018 – em nenhum momento houve escassez de singles por parte do duo. Embora pareça uma bagunça, o seu novo projeto está começando a tomar forma. Alguns dos singles lançados em 2018 são bastante cativantes, enquanto outros um tanto quanto esquecíveis. A mais recente oferta do The Chainsmokers é “Beach House”, uma canção respeitável e incrivelmente viciante, mas não particularmente distinta ou inovadora. O título é literalmente uma homenagem para a aclamada dupla de indie-pop Beach House, incluindo um verso em especial que diz: “Acordei no lado oeste / Ouvindo Beach House, passando o meu tempo”. Odiar o The Chainsmokers é previsível e um pouco inevitável, já que muitas vezes eles desperdiçam sua grande popularidade com singles genéricos e superficiais. Entretanto, ultimamente eles estão criando algumas coisas muito boas. Recentemente, a dupla composta por Drew Taggart e Alex Pall, lançou algumas músicas interessantes como “Sick Boy”, “Side Effects” e, mais recentemente, “Beach House”. Mais uma vez, Taggart é o responsável pelos vocais. Ele não é um excelente vocalista, mas aqui o seu desempenho vocal está um pouco melhor. Tematicamente, “Beach House” encontra o The Chainsmokers explorando o sexo sem qualquer pudor. É uma clássica música do duo. Um retorno ao som otimista que eles apresentaram nos últimos anos. Uma música sobre se sentir excitado, ficar carente e usar possíveis drogas em favor de um sexo franco.

É bem diferente de faixas como “Sick Boy” ou “Save Yourself”, que possuem um som pesado e letras mais sombrias. Algumas pessoas não gostam do “antigo” som da dupla; da mesma forma que muitos não estão curtindo as novas músicas. Goste ou odeie eles, “Beach House” não deixará de ser um single sólido que induz repetidas escutas. Apesar da previsibilidade lírica, é uma canção com alguns momentos notáveis, incluindo o uso de um violão durante o pré-refrão. O refrão traz um contraste no timbre e incorpora instrumentos mais eletrônicos – uma paleta sonora mais orientada para o dance-pop. “Oh, minha querida / Onde você esteve? / Eu me sinto tão vivo / Com você na minha cama”, Taggart canta no refrão. Depois que ele repete a linha “oh minha querida”, o primeiro drop de sintetizador acontece. As letras se expandem após o segundo refrão, elimina um pouco da monotonia lírica e serve como um contraste harmônico para a ponte. A linha melódica é agradavelmente rítmica e um dos principais pontos de venda da música. Além disso, vale a pena mencionar a nota ambiciosa sustentada pelo Drew Taggart no final da canção. Algo realmente inédito! Por uma questão de argumentação, poderíamos dizer que o ritmo relativamente lento de “Beach House” reflete na possível influência da banda homônima. No entanto, o duo de Baltimore está muitos degraus acima do The Chainsmokers. Enfim, “Beach House” é uma faixa realmente cativante, mas para realmente se destacar, eles precisam fazer algo completamente incomum e inovador.

São Paulo, 22 anos, formado em Recursos Humanos, apaixonado por músicas e séries. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.