Best New Track: Panic! At the Disco – Hallelujah

Álbum: Hallelujah – Single
Lançamento: 20/04/2015
Gênero: Rock Alternativo, Pop Rock
Produtores: Royal e Jake Sinclair
Compositores: Brendon Urie, Aron Wright, Imad-Roy- El-Amine, Morgan Kibby, Robert Lamm e Jake Sinclair.

O Panic! At the Disco já passou por muitas reformulações desde que surgiu, atualmente, é formado somente por Brendon Urie e Dallon Weekes. Em 2015 Spencer Smith, um dos fundadores, saiu oficialmente da banda e deixou apenas Brendon Urie como único membro da formação original. De qualquer maneira, o Panic! At the Disco está trabalhando no seu quinto álbum de estúdio e já lançou a canção “Hallelujah” como primeiro single. Lançado dia 19 de abril, estreou no numero #40 da Billboard Hot 100 vendendo mais de 71 mil downloads na primeira semana. É a primeira música da banda a figurar entre as 40 primeiras posições da Billboard em nove anos, deste o hit “I Write Sins Not Tragedies” em 2006, eles não conseguiam esse feito.

O quarto disco deles, “Too Weird To Love, Too Rare To Die!”, foi um material muito forte e teve até experimentação com synthpop. Mas como eles são uma banda de constante mudança musical, me perguntava se eles iriam continuar com essa direção sonora. “Hallelujah” é uma canção muito profunda e os vocais de Brendon Urie são destaques absolutos, com ele mergulhando em melismas e mostrando sua gama incrível. Ele oferece letras potentes de forma clara e com sentimentos, agindo como uma mini-confissão de seus últimos atos errados (“Minha vida começou no dia em que fui pego / Debaixo de lençóis com amantes de segunda mão / Oh, preso em coisas muito imaturas / Em um estado de emergência / Quem eu estava tentando ser?).

Brendon também faz um apelo a seus ouvintes para aprenderem com seu mau comportamento e aceitar seus erros como pecadores (“Todos vocês pecadores, levantem-se / Cantem aleluia”). Mesmo você não sendo religioso, não há como negar que é uma mensagem poderosa. Porque não é uma faixa amarga, em vez disso, ela parece celebrar o renascimento. E o refrão é realmente muito animado e um atributo edificante da canção. Mas os outros versos também são bons e não vacilam liricamente ou ritmicamente. A produção de “Hallelujah”, que fornece uma sonoridade alternativa e pop rock, corresponde à força da entrega vocal de Brendon. Temos guitarras e boas batidas de tambores, embora o seu arranjo poderia ter tido algo a mais.

A natureza simples da canção não é algo ruim, mas é fato que o cantor faz a maior parte do trabalho “pesado” em termos de melodia. Ela começa com uma quantidade de ruídos, que facilmente acumulam um ritmo e depois é rapidamente impulsionada pelo refrão. Há alguns traços de canções antigas da banda misturando-se com as emoções levemente polvilhadas de “Hallelujah”. O tema da canção também torna-se um tanto quanto pessoal para Brendon Urie, que foi criado em um lar Cristão. É algo meio soulful, enquanto poderoso e viciante. Por fim, “Hallelujah” é um retorno muito bem-vindo da banda para 2015, ano que completa uma década desde o lançamento da maravilhosa “I Write Sins Not Tragedies” e uma boa oportunidade para, especialmente Brendon Urie, mostrar o quanto amadureceu.

São Paulo, formado em Recursos Humanos, apaixonado por músicas, séries e animes. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.