Review: Meghan Trainor – Me Too

Álbum: Thank You
Lançamento: 05/05/2016
Gênero: Dance-pop
Produtor: Ricky Reed
Escritores: Meghan Trainor, Eric Frederic, Jacob Kasher Hindlin, Jason Desrouleaux e Peter Svensson.

“Me Too” foi lançada em 05 de maio de 2016, como segundo single do álbum “Thank You” de Meghan Trainor. Produzida por Ricky Reed, a música foi escrita por Trainor, Eric Frederic, Jacob Kasher Hindlin, Jason Derülo e Peter Svensson. Curiosamente, o videoclipe da canção foi deletado no mesmo dia do lançamento. Isso aconteceu devido à manipulação feita no corpo de Trainor, com intenção de deixá-la mais magra, algo não aprovada pela própria. No Snapchat, a cantora disse: “Eu não aprovei o vídeo e ele foi mostrado para o mundo, por isso estou envergonhada”. Mais tarde, o clipe foi relançado, em 10 de maio de 2016, sem a manipulação. Após o sucesso moderado de “NO”, Meghan Trainor tenta se manter nas paradas com “Me Too”.

É uma divertida canção dance-pop, que exala muita confiança, destreza e uma pitada de arrogância. Por um lado, é bom ouvir isso de Meghan Trainor, após a doçura e ingenuidade do “Title”. Sonoramente, essa música traz rapidamente a faixa “Scream & Shout” (will.i.am e Britney Spears) à mente. Seu instrumental soa muito familiar e, definitivamente, segue uma determinada tendência. Da mesma forma, também nos remete à “Get Ugly” do Jason Derülo, algo que faz sentido, tendo em vista que ele é um dos compositores. “Se eu fosse você, eu também ia querer ser eu”, Meghan canta no refrão. Ela realmente transpira confiança e exibe uma boa auto-estima por toda música.

“Agradeço a Deus todos os dias / Que eu acordei desse jeito / Eu me amo / E não preciso de mais ninguém, não”, ela canta no pré-refrão. Aparentemente, Trainor está amando bastante o seu atual momento. Musicalmente, “Me Too” surge com uma estável linha de baixo, enquanto algumas batidas vão-e-vem. Aqui, ela esquece suas inspirações doo-wop, a fim de canalizar vibrações dos anos 90. O pré-refrão é sem dúvida a melhor parte da música, pois é açucarado, carismático e muito cativante. Ele realmente faz a faixa soar diferente e interessante. O saltitante refrão, por sua vez, é um pouco confuso e não se encaixa tão bem como esperado. Em última análise, ressalto que “Me Too” é uma faixa agradável, embora não seja tão autêntica.

65

São Paulo, formado em Recursos Humanos, apaixonado por músicas, séries e animes. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.