Review: Marília Mendonça – Ciumeira

Lançamento: 24/08/2018
Gênero: Sertanejo
Produtores: Guilherme Ferraz e Diego Ferrari
Compositores: Guilherme Ferraz, Sando Neto, Everton Matos, Diego Ferrari, Paulo Pires e Ray Antônio.

Em 16 de agosto de 2018, Marília Mendonça fez um show surpresa aberto ao público na Praça do Relógio, em Belém, Pará. Naquele fim de tarde, a cantora se apresentou para mais de 20 mil pessoas. E foi neste show que ela gravou sua nova música, intitulada “Ciumeira”. Esta faixa faz parte do projeto “Te Vejo Em Todos Os Cantos”, que trata-se em uma agenda de shows em todos os estados brasileiros. Após seu lançamento, a canção alcançou 2 milhões de visualizações no YouTube em menos de 12 horas. Diferente do álbum “Agora é Que São Elas 2 (Ao Vivo), que foi mais pop do que o esperado, esta canção é completamente focada no sertanejo. Característica do repertório da Marília Mendonça, “Ciumeira” fala sobre carência. Assim como o título sugere, ela reflete sobre ciúmes e traição. A cantora é a outra mulher da história, aquela que fica com um homem comprometido. Entretanto, depois de um tempo, ela fica incomodada com a situação. “No começo, eu entendia / Mas era só cama, não tinha amor / Lembro quando você dizia / Vou desligar porque ela chegou”, ela diz no primeiro verso.

Ela se apaixona pelo homem casado e demonstra estar cansada de ser a sua segunda opção. “E a gente foi se envolvendo, perdendo o medo / Não tinha lugar e nem hora pra dar um beijo / Coração não tá mais aceitando / Só metade do seu te amo”. Com “Ciumeira”, Marília Mendonça trouxe de volta a principal característica das suas letras, a chamada “sofrência”. Ela expõe a dor que sente por não aceitar mais o rótulo de uma amante. “É uma ciumeira atrás da outra / Ter que dividir seu corpo e a sua boca / Tá bom que eu aceitei por um instante / A verdade é que amante não quer ser amante / É uma ciumeira atrás da outra”, ela canta no cativante refrão. Enquanto o violão, contrabaixo, teclado e a percussão lideram o ritmo da canção, o seu principal elemento continua sendo a voz da Marília Mendonça. O seu poderoso contralto carrega a melodia sem qualquer esforço, e seduz com muita facilidade. Tudo gira em torno da sua expressiva e intensa voz. Apesar do título brega e as letras cafonas, “Ciumeira” prova que o sertanejo pode ser agradável quando bem interpretado.

São Paulo, formado em Recursos Humanos, apaixonado por músicas, séries e animes. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.