Review: Lil Uzi Vert – Sanguine Paradise

Após o drama público sobre o seu próximo álbum, os novos singles do Lil Uzi Vert, “Sanguine Paradise” e “That’s a Rack”, deixaram os ouvintes contentes. Oogie Mane do coletivo Working on Dying produziu a segunda faixa, enquanto a primeira foi anteriormente divulgada sob o título “Money Keep Coming”. Alguns fãs expressaram certo descontentamento com o novo som produzido pelo Working On Dying; preferindo o vazamento ao original. Depois do vazamento parcial do “Eternal Atake”, muitos fãs estão esperando ansiosamente pelo álbum. Uzi Vert se aposentou logo após o vazamento em meio ao conflito com sua gravadora e seus mentores DJ Drama e Don Cannon. As coisas ficaram mais complicadas quando, há poucos dias, “Free Uzi” foi lançada online pelo rapper. A música foi inicialmente publicada no TIDAL e posteriormente removida, supostamente devido a “problemas de licenciamento e preocupações com direitos autorais”. Ao contrário de muitos artistas, Uzi raramente usa um forte lirismo e, ao invés disso, confia em seu som e estilo para alimentar sua música. Quando comparado com singles bem-sucedidos como “XO Tour Lif3”, “That’s a Rack” não tem as principais características do Uzi Vert. “Sanguine Paradise”, por outro lado, elimina as deficiências de “That’s a Rack” e prospera sobre a batida eletrizante. Dito isto, é uma experiência auditiva bastante interessante e divertida. Tudo começa de forma misteriosa e um tanto instável. A introdução faz com que o ouvinte fique imediatamente ligado ao clássico tom melódico do Lil Uzi Vert e ao baixo impactante.

O refrão é cativante e possui um ótimo valor de replay. Inicialmente, é difícil saber para onde Uzi Vert está indo. As coisas acabam se estabelecendo durante o verso, que é ancorado por uma batida contundente. Ainda assim, há alguma imprevisibilidade que não é completamente esclarecida até depois da ponte, com a chegada do refrão incrivelmente confiante. “Eu tenho uma cor diferente nos meus diamantes, nem consigo ver a hora / Eu não quero ver o rosto dela, eu vou ir e ficar atrás / Soltar o topo no Wraith, vou fazê-la perder a cabeça / Acabei de fazer 100K, foi mais rápido que um Vine”, ele recita. No primeiro refrão, Uzi permanece no piloto automático, mas tudo somado, trata-se de uma música muito agradável. Além da performance sólida do rapper, “Sanguine Paradise” é muito bem produzida, graças à batida, ao forte trabalho do teclado e aos sintetizadores que aparecem durante o refrão. Não há muitos artistas na indústria que possam colocar linhas engraçadas, fortes e melódicas dentro do mesmo corpo de trabalho e fazer com que pareça bom. Felizmente, Uzi encontrou uma maneira de fazer isso. “Sanguine Paradise” e “That’s a Rock” chegam até nós como promoção para o aguardado segundo álbum de estúdio do rapper. Apesar de sua discussão pública com a Atlantic Records, ambos singles estão sendo lançados por meio desse selo. Desde a estreia do projeto, Lil Uzi Vert tem lidado com uma infinidade de problemas quando se trata de suas estratégias de lançamento, e ainda não foi capaz de controlar sua carreira da forma que gostaria.

São Paulo, profissional de Recursos Humanos, apaixonado por músicas, filmes, séries e animes. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.