Review: Justin Timberlake – Filthy

Lançamento: 05/01/2018
Gênero: Eletro-Funk, R&B
Produtores: Justin Timberlake, Timbaland e Danja
Compositores: Justin Timberlake, Larrance Dopson, James Fauntleroy, Floyd Nathaniel Hills e Timothy Mosley

Em 2016, todos estavam cantando o pop otimista de “Can’t Stop the Feeling!”, um dos grandes sucessos de Justin Timberlake. Porém, nesse exato momento, o clássico ícone pop do início dos anos 2000 desapareceu e foi substituído por um cantor brega e sem graça. No mês passado, Timberlake lançou um trailer para “Man of the Woods” com sua esposa Jessica Biel, prometendo um álbum que “sente-se como as montanhas, árvores, fogueiras e o Oeste selvagem”. Entretanto, o primeiro single do disco, intitulado “Filthy”, não parece nada disso. Pelo contrário, é uma música futurista e robótica. Os produtores são Timbaland e Danja, velhos parceiros do ex-líder do *NSYNC, portanto, não é surpreendente ver que “Filthy” pareça uma sobra descartável do “FutureSex/LoveSounds” (2006). Essa música possui uma produção reminiscente de qualquer coisa que o Neptunes (Pharrell Williams e Chad Hugo) já fez. Embora lembre o “FutureSex/LoveSounds” (2006), não possui melodias poderosas e cativantes como “SexyBack”, por exemplo.

Liricamente, é uma canção fraca que consiste apenas num gancho que diz “Os invejosos dirão que é falso / Tão real”. Durate o refrão, ele simplesmente canta: “Olhe, coloque suas mãos safadas sobre todo o meu corpo / Você sabe que esta não é a versão leve / E o que você vai fazer com esse instinto animal / Quando eu deixar a jaula aberta?”. Musicalmente, “Filthy” é uma faixa de eletro-funk e R&B que tenta prestar alguma homenagem ao lendário Prince. Depois de começar com um gancho de guitarra elétrica e bateria, a faixa depende do ritmo exalado por uma linha de baixo distorcida, que arrasta-se por quase 5 minutos de duração. O riff de guitarra, que aparece de vez em quando, poderia ser preenchido por melodias melhores. A batida de Timbaland e Danja é tão futurística e robótica que chega a ser irritante. Mantendo o ritmo com alguns sintetizadores sutis, o instrumental mal consegue jogar a favor de Justin Timberlake. Em suma, “Filthy” é tão super-produzida que, juntamente com os vocais mistos, não consegue fazer uma legítima homenagem ao Prince.

São Paulo, profissional de Recursos Humanos, apaixonado por músicas, filmes, séries e animes. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.