Review: James Blake – If the Car Beside You Moves Ahead

Lançamento: 27/01/2018
Gênero: Eletrônica
Produtores: James Blake e Rick Rubin
Compositores: James Blake e Rick Rubin

Em seu novo single, “If the Car Beside You Moves Ahead”, a voz do James Blake está no centro do palco. Ele é um artista com um barítono deprimido que sente-se confortável sobre sons eletrônicos e interpretações emocionais. Sua nova música é um retorno verdadeiramente experimental, que nos remete ao seu primeiro disco. Assim como a maior parte do seu álbum auto-intitulado, “If the Car Beside You Moves Ahead” é estranha, alucinante e atordoante, com fragmentos instrumentais e vocais excessivamente distorcidos. Sua voz está tão cortada e gaguejante que podemos confundi-lo com um robô. O processamento vocal é extremamente experimental, entretanto, James Blake consegue manter o controle e a coerência. É uma canção realmente estranha, por isso ficamos esperando uma reviravolta a qualquer momento.

Conduzida por uma linha de sintetizador e percussão minimalista, “If the Car Beside You Moves Ahead” é um retorno de Blake à manipulação psicodélica. Uma música que mergulha em efeitos e truques vocais sobre um instrumental temperamental. Embora possua uma energia jovial, os vocais infundidos por efeitos distorcidos não aceleram a batida. A produção é fascinante e igualmente frustrante, porque as sílabas distorcidas dificultam o entendimento das letras. A música é acompanhada por um vídeo filmado em Los Angeles dirigido por Alexander Brown. O clipe conseguiu se adaptar perfeitamente aos vocais deturpados do James Blake, enquanto ele se desloca anonimamente pelas rodovias da cidade. Há algo ameaçador sobre esta música, principalmente no refrão onde ele canta: “Se o carro ao seu lado se move adiante / Por mais que pareça estar morto / Você não vai para trás”.

São Paulo, profissional de Recursos Humanos, apaixonado por músicas, filmes, séries e animes. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.