Review: J. Cole – KOD

Lançamento: 20/04/2018
Gênero: Hip-Hop, Trap
Produtor: J. Cole
Compositor: Jermaine Cole.

Em 16 de abril de 2018, J. Cole provocou especulações depois que limpou sua conta no Instragram e mudou suas fotos de perfil das redes sociais. Mais tarde naquele mesmo dia, ele foi até o Twitter anunciar um evento surpresa para os fãs em Nova York. Este evento acabou sendo uma sessão surpresa sobre o seu novo álbum. À noite, Cole voltou ao Twitter para anunciar o lançamento do seu quinto álbum de estúdio. A faixa-título, “KOD”, parece se concentrar em todos os tipos de vício, incluindo o amor, poder, maconha, ganância, dinheiro e fama. Essa música consegue nos dar uma ideia de como é o restante do álbum. Uma faixa de hip-hop inquietante onde J. Cole exibe sua versatilidade sob uma viciante linha de baixo e algumas batidas trap. “KOD” soa moderna em comparação com os singles anteriores do rapper. Ele nunca gostou de trabalhar sobre produções trap, mas inesperadamente ele fez isso nesta canção. Foi uma jogada inteligente colocar esta faixa como introdução do álbum, porque se trata de um banger certificado. J. Cole quis que todos soubessem que “KOD” traria mais energia do que seu último álbum, “4 Your Eyez Only” (2016).

Letras sobre dependência de drogas preenchem a maior parte da canção. O refrão também fala sobre carros, algo estereotipado e muito associado aos rappers. O segundo verso possui um fluxo mais ágil do que o habitual e algumas letras reveladoras: “Meu mano tem plugue farmacêutico / Eu fumo a droga e ela corre na minha veia / Eu acho que está funcionando, a dor é um problema / Não dou a mínima e eu sou um pouco insano (…) / Meu mano vende crack como nos anos 80 / Conheço um jovem negro, ele está agindo como louco / Ele serve alguns pacotes e leva uma Mercedes / Ele atira na polícia, bate palmas para senhoras idosas / Ele não dá a mínima se vão enforcá-lo”. Na música, J. Cole também responde por que ele não chama outros rappers para os seus álbuns, dizendo que eles não são dignos o suficiente para isso. As letras de “KOD” são poderosas, mas é meio estranho ouvir J. Cole experimentando a música trap. Ademais, ele aponta o dedo para os rappers que glorificam o uso de drogas, enquanto termina a canção dizendo que o amor é a maior droga de todas.

São Paulo, 22 anos, formado em Recursos Humanos, apaixonado por músicas e séries. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.