Review: Imagine Dragons – Shots

Álbum: Smoke + Mirrors
Lançamento: 02/02/2015
Gênero: New Wave, Dance-Rock, Synthpop
Produtor: Imagine Dragons
Compositores: Ben McKee, Daniel Platzman, Dan Reynolds e Wayne Sermon.

Após o enorme sucesso da canção “Radioactive” e do álbum “Night Visions”, a banda Imagine Dragons retornou em 2015 com um novo trabalho. “Smoke + Mirrors”, o mais novo disco deles, foi lançado em 17 de fevereiro de 2015 e trouxe um repertório com 13 faixas. Entre elas, temos o terceiro single “Shots”, uma canção que pode soar estranha de início, mas que é definitivamente notável. Ela é um pouco diferente das músicas que o Imagine Dragons está acostumado a lançar, pois não é tão contundente quanto. Liricamente, “Shots” é uma pista que fala sobre lutas da vida, especificamente, a busca por algum objetivo.

Aqui, os vocais de Dan Reynolds estão leves, apesar do conteúdo lírico escuro, enquanto a guitarra de Wayne Sermon adiciona uma boa textura. Foi totalmente produzida e escrita por todos os quatro membros, que optaram pela utilização de pesados sintetizadores. É uma faixa com elementos de rock, mas que passa longe de ser especificamente do gênero. Dito isto, vemos que o Imagine Dragons demonstrou muita coragem ao alterar o seu som logo no segundo álbum. Geralmente, cantores e bandas costumam mudar sua sonoridade e experimentar novos gêneros mais tarde, quando sua carreira está estável e segura.

Alterar a receita do seu sucesso logo no segundo disco é sempre uma atitude de risco. “Shots” é uma canção fortemente influenciada pela década de 1980, enquanto ainda brinca com diferentes sons. De início, ela traz um pouco do lado industrial da banda, ao manter um período introdutório com uma nota alta, picos de guitarra e um sintetizador pesado. Enquanto isso, Dan Reynolds entra com seus incríveis vocais e um pedido de desculpas: “Me desculpe por tudo / Oh, tudo que eu fiz”. Baseado em uma melodia otimista, é interessante ver Reynolds mergulhar em letras preenchidas por remorso e honestidade.

“Me desculpe por tudo, oh tudo que eu fiz / A partir do segundo que nasci / Parece que eu tinha uma arma carregada / E então eu atiro, atiro, atiro em tudo que eu amei / Oh, eu atiro, atiro, atiro através de cada coisa que eu amava”, ele canta. O refrão é absolutamente viciante, praticamente um flashback dos anos 80, apoiado por sintetizadores, teclados e uma batida constante de bateria. Em sincronia com a música, o lirismo mostra uma profundidade, com foco na superação de adversidades pessoais e viver a vida cheia de arrependimentos. Por conta do seu ritmo fenomenal e vocais brilhantes, eu particularmente considero “Shots” o melhor single do álbum.

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São Paulo, formado em Recursos Humanos, apaixonado por músicas, séries e animes. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.