Review: Iggy Azalea – Team

Álbum: Digital Distortion
Lançamento: 18/03/2016
Gênero: Eletro-Hop
Produtores: D.R.U.G.S.
Compositores: Iggy Azalea, Bebe Rexha, Lauren Christy, Juvenile, Lil Wayne e Mannie Fresh.

Em 2014, a australiana Iggy Azalea ficou bem popular, graças ao sucesso dos singles “Fancy” e “Black Widow”. Entretanto, após o lançamento do seu primeiro álbum, seus singles posteriores não conseguiram repetir o mesmo sucesso e ela começou a ser objeto de uma grande publicidade negativa. Sua carreira passou a ficar conturbada, após ser acusada de apropriação cultural, ser alvo de piadas na internet, receber pouco respeito da comunidade hip-hop, cancelar sua turnê e fracassar com o single “Pretty Girls” em parceria com Britney Spears. Depois de lançar um buzz single em janeiro, intitulado “Azillion”, Iggy Azalea está pronta para começar a divulgar o seu futuro segundo álbum de estúdio.

“Team”, lançado em 18 de março de 2016, é o primeiro single oficial do álbum “Digital Distortion”. Produzido por D.R.U.G.S, os caras por trás de suas mixtapes, “Team” é uma faixa de eletro-hop energética, que contém amostras da canção “Back That Thang Up” de Juvenile, Lil Wayne e Mannie Fresh. Dessa vez, a rapper mostra que pode fazer tudo por conta própria, ao lançar o seu primeiro single solo em três anos. Escrito por Iggy Azalea e Bebe Rexha, é uma faixa de auto-capacitação e uma confiante declaração de independência. Na letra, Azalea tenta retratar sua constante luta para ser levada mais a sério.

“Querido, eu tenho a mim / E isso é tudo que eu preciso / Yeah, isso é tudo que eu preciso / Querido, eu tenho a mim / Única amiga que preciso / Jogando no meu time / É alguém como”, ela canta orgulhosamente. A mensagem da música é boa, pois resumidamente fala sobre confiar em si mesmo. Sonoramente, em alguns momentos, “Team” é apoiada por uma batida trap que nos remete a algumas faixas de suas mixtapes. Mas, no geral, ela mantém a tendência para instrumentais que nos lembra “Fancy” e o álbum “The New Classic”. Aqui, o baixo está mais distorcido e sincopado, enquanto a percussão é mais rígida.

A produção também faz uso de alguns sintetizadores e vocais de fundo gritando “hey, hey”. Com exceção de algumas variações, o instrumental permanece o mesmo na maior parte do tempo e acaba não se expandindo. O refrão, eletronicamente pesado, é contagiante e oferece uma melodia grudenta e bem acessível. Ele nos leva ligeiramente para uma ponte inspirada pela musicalidade dos anos 1990. Os versos de rap são variados e mais agressivos que o habitual. No entanto, o fluxo de Azalea não foi aperfeiçoado e, consequentemente, não oferece nada de novo. Em última análise, “Team” é uma canção cativante, porém, não é inovadora e pouco mostra algum crescimento artístico de Iggy Azalea.

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São Paulo, formado em Recursos Humanos, apaixonado por músicas, séries e animes. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.