Review: Gwen Stefani – Make Me Like You

Álbum: This Is What the Truth Feels Like
Lançamento: 12/02/2016
Gênero: Pop, Disco
Produtor: Mattman & Robin
Compositores: Gwen Stefani, Justin Tranter, Julia Michaels, Mattias Larsson e Robin Fredriksson.

Em 18 de março de 2016 a espera por um novo álbum solo de Gwen Stefani vai finalmente acabar. Levou quase 10 anos, mas a cantora vai realmente lançar o seu terceiro álbum de estúdio. Em 2014, Stefani voltou com a cativante “Baby Don’t Lie” e a bagunçada “Spark the Fire”, mas a recepção morna de ambos singles fez a cantora desfazer um álbum inteiro e começar outro a partir de novas ideias. A emocional e convicente “Used to Love You” fez Gwen Stefani voltar para o caminho certo. Agora, temos o retro-pop de “Make Me Like You” fazendo o serviço de divulgação do álbum “This Is What the Truth Feels Like”. A faixa foi escrita por ela ao lado de Justin Tranter, Julia Michaels e os produtores Mattman & Robin. Alguns fãs podem achar que a pura felicidade e natureza otimista desse single seja bastante surpreendente, considerando os últimos acontecimentos na vida pessoal de Stefani.

“Make Me Like You” é uma canção disco-pop otimista, que utiliza guitarras, linhas de baixo funky, melodias diferenciadas e uma progressão de tambor em sua composição. Liricamente, a faixa fala sobre encontrar um novo amor, após um relacionamento frustrado. Aparentemente, a letra foi inspirada por sua atual relação com o cantor country Blake Shelton. Enquanto “Used to Love You” detalhava a falha de um relacionamento de longa data, inspirada pelo casamento com Gavin Rossdale, “Make Me Like You” é sobre seguir em frente depois de um passado ruim. No verso de abertura, a cantora declara: “Eu estava bem antes de te conhecer / Estava destruída, mas bem / Estava perdida e incerta / Mas meu coração ainda era meu / Eu era livre antes de te conhecer / Estava destruída, mas livre / Sozinha por aí, mas agora você é tudo o que vejo”.

Mais tarde, ela canta no contagiante refrão: “Por que você tem que me fazer gostar de você? / Sim, não estou acostumada com este sentimento / Por que você tem que me fazer gostar de você? Estou tão brava com você, pois agora sinto sua falta”. O refrão se instala em sua mente logo a partir da primeira escuta, assim como obtém pequenos cânticos e gritos, definidos pela frase “Oh God, thank God I found you”, que o torna ainda mais grudento. Sua produção é polida, um pouco retrô, com influências de funky e música eletropop da década de 1980. Ela mantém a autêntica vibração presente em seus singles do passado, mas também incorporando os mesmo elementos disco de músicas como “Birthday” (Katy Perry), “Sugar” (Maroon 5) e alguns trabalhos de Kylie Minogue. Além disso, a faixa apresenta um riff de guitarra que destaca-se em cima dos charmosos sintetizadores e do empolgante refrão.

A produção, encomendada pelos recém-chegados Mattman & Robin (que recentemente produziram “Hands to Myself” de Selena Gomez e “Run Away with Me” de Carly Rae Jepsen), consegue destacar bem os vocais peculiares de Gwen Stefani. Ela sempre foi uma personagem singular na música pop, seus vocais já lhe permitiram fazer sucesso tanto a frente do No Doubt como em projetos solos extremamente bem sucedidos. O vídeo da música foi o primeiro a ser criado ao vivo na televisão ao ser gravado durante o comercial do Grammy Awards. Altamente colorido e divertido, nele temos algumas mudanças de roupas e cenas que incluem vários dançarinos. Após o lançamento dos dois primeiros singles de seu novo álbum, uma coisa é certa: o hiato de 10 anos de sua carreira solo não prejudicou sua capacidade de fazer açucaradas e envolventes músicas pop.

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São Paulo, formado em Recursos Humanos, apaixonado por músicas, séries e animes. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.