Review: BLACKPINK – DDU-DU DDU-DU

Lançamento: 15/06/2018
Gênero: Hip-Hop
Produtores: Teddy Park, 24, Bekuh Boom e R.Tee
Compositor: Teddy Park.

Lançado em 15 de junho de 2018 pela YG Entertainment, “DDU-DU DDU-DU” é o single de estreia do primeiro EP em coreano do grupo BLACKPINK. Embora todas as faixas que elas lançam tenham feito sucesso, ao longo de quase dois anos de carreira sua pequena discografia acumulou apenas cinco músicas originais. No ano passado, “As If It’s Your Last” misturou habilmente seu lado urbano com fortes ganchos pop e house. “DDU-DU DDU-DU”, por outro lado, deixa o pop de lado e explora completamente o hip-hop – uma fórmula que se tornou muito bem usada pela YG Entertainment. Apesar de Jisoo, Jennie, Rosé e Lisa serem talentosas o suficiente, é difícil não ficar desapontado com a falta de novas ideias. O verso de abertura se arrasta ao longo de um apito de sintetizador e uma pesada batida, que fornecem uma introdução pouco excitante. Posteriormente, a música oferece um momento mais forte e constrói uma sensação dramática que nos leva para o refrão. Nesse momento, percebemos que o BLACKPINK pode cativar quando utiliza a melodia apropriada. O pré-refrão, certamente, consegue construir uma boa antecipação para a queda do refrão. A partir daqui, as batidas de trap ficam cada vez mais crocantes. Porém, devido a falta de algo mais consistente, deixa um buraco na produção. Além disso, o desvanecimento do refrão é meio desajeitado e não se encaixa com o tema proposto.

A natureza desarticulada da música poderia ter sido positiva, mas as coisas parecem repetitivas e pouco elaboradas. E, embora a produção seja refinada, às vezes o sintetizador parece quase fora de sintonia. O seu rangido não é cativante e nem particularmente novo, enquanto o próprio refrão parece reciclado. “DDU-DU DDU-DU” não é uma tendência nova por qualquer meio, ao passo que a maioria dessas canções não funcionam para mim. Tudo parece desarticulado e inevitavelmente acaba tirando a excitação da música. Os instrumentos oferecem um antigo sabor do k-pop que eu aprecio, porém, também fez a faixa parecer datada. Dito isto, a melhor parte da música é obviamente o pré-refrão, porque apresenta uma melhor progressão e junta as partes separadas. Próximo do final, uma vitrine na produção extrai um pouco de entusiasmo de última hora, no momento que incrementa a percussão e fornece loops adicionais. Ainda assim, essa transformação pisa num território familiar. Apesar de adicionar um gancho instrumental necessário, o zumbido dos sintetizadores e os altos tons da flauta são um pouco exagerados para o meu gosto pessoal. “DDU-DU DDU-DU” realmente dividiu opiniões e não fez jus do seu considerável potencial. Em suma, eu não acho esse estilo de música particularmente interessante ou digerível.

São Paulo, formado em Recursos Humanos, apaixonado por músicas, séries e animes. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.