Review: Billie Eilish – bury a friend

Lançamento: 30/01/2019
Gênero: Eletrônica, Industrial
Produtor: Finneas O’Connell
Compositores: Billie O’Connell e Finneas O’Connell

Lançada em 30 de janeiro, “bury a friend” serve como terceiro single do primeiro álbum de estúdio da Billie Eilish. Depois de um grande ano em 2018, ela não mostra qualquer sinal de abrandamento. A adolescente americana conhecida por singles como “Ocean Eyes”, “Idontwannabeyouanymore”, “Lovely” e “When the Party’s Over”, começou 2019 com a faixa “When I Was Older”, inspirada no filme “Roma”. Aproveitando a oportunidade, ela também anunciou o lançamento do seu primeiro disco, intitulado “WHEN WE ALL FALL ASLEEP, WHERE DO WE GO?”. Billie Eilish é uma artista que assume uma personalidade sombria e misteriosa sempre que possível. E “bury a friend” provavelmente superou qualquer outro single nesse quesito. Acredita-se que seja sobre aquele “monstro” debaixo da sua cama. As emoções que ela transmite durante as letras são perfeitamente demonstradas no videoclipe. A cantora é vista sendo empurrada e puxada por múltiplas mãos desconhecidas em um prédio assustadoramente mal iluminado. Em uma cena grotesca, vemos Billie sendo despida e injetada com cerca de dez seringas nas costas. Em outra cena misteriosa, vemos o seu corpo sem vida flutuando no ar.

“bury a friend” é tudo que você espera e quer da Billie Eilish, visto que conta a clássica história do monstro debaixo da cama. “O que você quer de mim? Por que não foge de mim? / O que está querendo saber? O que você sabe? / Por que não está com medo de mim? Por que você se importa comigo? / Quando todos dormimos, para onde vamos?”, ela pergunta nas primeiras linhas. Esse enredo ganha vida através da produção sombria e arrepiante que soa como uma nova versão de “Black Skinhead” do Kanye West. A faixa abre com uma batida pulsante e é uma das mais eletrônicas e experimentais que ela lançou até agora. O auto-tune durante o refrão faz os vocais soarem ainda mais assombrosos do que de costume. Vocalmente, ela sabe quando recuar e, felizmente, seu irmão e produtor da faixa, reflete seu exemplo. Escura e melancólica em sua natureza, Eilish navega sobre a percussão com um ouvido aguçado – um testemunho de seu potencial crescimento artístico. A canção em si é minimalista e apresenta um fluxo auto-sintonizado mascarado. No clímax, ela fala sobre enterrar um amigo enquanto repete a frase “eu quero acabar comigo”. É um dos momentos mais assustadores da música. Além de ser uma faixa poderosa, “bury a friend” é uma prévia tentadora do aguardado álbum de estréia da Billie Eilish.

São Paulo, 22 anos, formado em Recursos Humanos, apaixonado por músicas e séries. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.