Review: Avril Lavigne – Tell Me It’s Over

Lançamento: 12/12/2018
Gênero: Soul
Produtor: Johan Carlsson
Compositores: Avril Lavigne, Melissa Bel, Ryan Cabrera, Johan Carlsson e Justin Gray

Cinco anos após o lançamento do seu álbum auto-intitulado, Avril Lavigne finalmente retornou com músicas novas. Ela alcançou a fama em 2002 com o lançamento de “Complicated” do seu primeiro álbum de estúdio, “Let Go” (2002), que vendeu mais de 16 milhões de cópias em todo o mundo. Depois de ser uma das principais artistas dos anos 2000, ela permaneceu meio ausente nos últimos anos. Em setembro, Avril fez seu retorno com “Head Above Water”, que descreveu sua luta nos últimos anos. A cantora foi diagnosticada com doença de lyme em 2014, enquanto se divorciou de Chad Kroeger (vocalista da banda Nickelback) em 2015. Agora, ela está pronta para compartilhar mais um single, intitulado “Tell Me It’s Over”. Aparentemente, Lavigne está deixando suas raízes de pop-punk para trás e testando um som mais maduro. Este single oferece um retrocesso de soul, inspirado por grandes cantoras como Aretha Franklin, Billie Holiday, Ella Fitzgerald e Etta James. E funcionou surpreendentemente bem. Sua voz está profunda e emotiva como sempre, porém, a produção é completamente diferente daquela que o público está acostumado. No refrão, ela acerta algumas notas sem qualquer esforço, enquanto o lirismo aborda um relacionamento instável onde ela está constantemente brigando com o seu parceiro.

“Me diga que acabou / Se realmente tiver acabado / Porque não parece que realmente acaba / Sempre que você está fechando a porta”, ela canta no refrão sobre uma melodia edificante. O instrumental, por sua vez, é bastante old-school e vintage, embora lembre bastante “Love on the Brain” da Rihanna. Uma vez que o refrão chega, a batida se torna mais poderosa e dramática, já que se adapta ao clímax do grande alcance vocal e conteúdo lírico emocional. Embora Avril Lavigne seja conhecida por fazer baladas incríveis, o ritmo soulful do seus vocais dá a ela um som mais profundo e maduro. “Tell Me It’s Over” permite que ela expanda seus horizontes liricamente e brilhe sob um novo som. Honestamente, eu nunca pensei em ouvi-la acompanhada de trompas ou corais com infusão de gospel. Mas não é apenas o trabalho de produção que se destaca, porque é uma música orgânica que se baseia em torno de vocais vulneráveis. É outra balada que continua a natureza despojada do seu preceder. A produção é simples, com uma varredura de pianos, guitarra e cordas, que acompanha seu amadurecimento e evolução como artista. Em outras palavras, “Tell Me It’s Over” é um passo na direção certa, depois que “Head Above Water” iniciou uma transição para um som mais adulto e contemporâneo.

São Paulo, 22 anos, formado em Recursos Humanos, apaixonado por músicas e séries. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.