Review: Ariana Grande – God is a woman

Lançamento: 13/07/2018
Gênero: Pop, Trap
Produtor: Ilya Salmanzadeh
Compositores: Ariana Grande, Ilya Salmanzadeh, Max Martin, Savan Kotecha e Rickard Göransson.

Em 13 de julho de 2018, Ariana Grande lançou o segundo single oficial do seu próximo álbum. “God is a woman” oferece um tema religioso e inesperados acenos sexuais. Nesta música, ela diz que uma experiência sexual faria seu pretendente “acreditar que Deus é uma mulher”. É mais uma música que mostra o poder vocal da Ariana Grande, apoiada por um riff de baixo sensual, batidas de trap e algumas sutis influências de reggae. O videoclipe da canção faz referências a Michelangelo e termina com uma recriação da pintura “A Criação de Adão”. A cantora posa como Deus cercada por várias mulheres, enquanto estende a mão para uma quase nua. É nesse momento que o maravilhoso coral de inspiração gospel grita “Deus é uma mulher”. Apesar da sexualidade explícita e referências religiosas, essa canção explora o empoderamento e a capacitação feminina. Sua letra contém uma maturidade que provavelmente as pessoas não esperavam da Ariana Grande. Inicialmente, “God is a woman” começa apenas com sua voz sobre uma guitarra, mas logo em seguida uma batida de trap aparece. A batida é o elemento responsável por tornar essa música tão sedutora. Ariana espalha seus falsetes através do refrão e apresenta excelentes acrobacias vocais.

“Você, você ama o jeito que eu te mexo / Você ama o jeito que eu te toco / Meu amado, no fim das contas / Você acreditará que Deus é uma mulher”, ela canta no refrão. Basicamente, Grande é tão boa na cama que depois de fazer amor com ela, seu namorado vai acreditar que Deus é uma mulher. Algumas frases podem parecer uma blasfêmia aos ouvidos Cristãos, incluindo “Amor, me deite e vamos rezar”, “Então, amor, pegue minha mão, salve sua alma” e “E garoto, se você se confessar, poderá ser abençoado”. Destemida e direta, a natureza lúdica e entrega vocal da cantora permitem que a música atinja um ar erótico, mas sem parecer forçada ou inadequada. Enquanto o “Dangerous Woman” (2016) foi um álbum de transição para a idade adulta, “Sweetener” está vindo para confirmar isso. Enquanto os Cristãos podem se ofender com as letras, os fãs mais abertos e devotos devem ter amado “God is a woman”. Depois que o instrumental cai nos últimos 20 segundos, o coral gospel entra em cena. É um espetáculo vocal divino e impressionante! Até o momento, Ariana Grande ofereceu três versões de si mesma nos singles do “Sweetener”. Em “God is a woman” ela apresenta uma maturidade que faltou em “the light is coming”, enquanto combina uma estética pop radio-friendly com contagiantes batidas de hip-hop.

São Paulo, 22 anos, formado em Recursos Humanos, apaixonado por músicas e séries. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.