Resenha: Zara Larsson – So Good

Lançamento: 17/03/2017
Gênero: Pop
Gravadora: Epic Records / TEN
Produtores: Stargate, Freedo, Charlie Puth, Steve Mac, MNEK, Markus Sepehrmanesh, ST!NT, John Hill, The Monsters and the Strangerz, Clean Bandit, Mark Ralph, Jason Gill, Astronomyy, Astma & Rocwell, Hampus Lindvall, Danny Boy Styles, German, Paul Shaouy, Brian Garcia, Mike Spencer, Kid Joki, Fred Ball e Shuko.

Zara Larsson tem apenas 19 anos, mas já é uma estrela pop na Suécia há quase uma década. Em 2008, ela ganhou a versão sueca de Got Talent aos 10 anos de idade, embora tenha esperar chegar aos 15 para iniciar sua carreira. Depois de dois anos de sucesso em seu país, ela conseguiu alcançar holofotes internacionais com o single “Lush Life”. A espera por seu primeiro álbum internacional chegou ao fim em março de 2017, quando ela lançou o disco “So Good”. É um registro cheio de canções pop sólidas construídas sob uma produção muito polida. E, com quase todas as faixas terminando na marca de 3 minutos de duração, elas vão e vem facilmente. Embora também seja previsível, a produção do álbum é bem inteligente e contemporânea. A primeira faixa, “What They Say”, é um número de R&B doce, melancólico e muito cool.

A faixa seguinte é o hit “Lush Life”, uma canção synthpop e dance-pop, com um refrão muito brincalhão. Foi originalmente lançada na Europa em junho de 2015, mas acabou vindo à tona novamente graças ao seu lançamento internacional. “Eu vivo o meu dia como se fosse o último / Eu vivo o meu dia como se não houvesse passado / Fazendo isso toda noite, todo verão / Fazendo isso do jeito que eu quiser”, Zara canta no refrão. A terceira faixa, “I Would Like”, é uma música house e pop cativante com amostras de “Dat Sexy Body” da cantora jamaicana Sasha. É uma canção realmente doce e atrevida. Por outro lado, “So Good”, com Ty Dolla $ign, é uma canção nos mesmos moldes de Ariana Grande. É uma faixa de R&B que flui sem grandes problemas e diminui a velocidade do álbum. Ao mesmo tempo, “TG4M” é irresistivelmente cativante, graças ao tom sensual e produção sutil.

Essa música fornece algumas vibrações de tropical-house e uma composição mais refrigerada. Ademais, ela faz uma boa transição para “Only You”, uma vez que ambas fornecem perspectivas diferentes de um coração partido. Em seguida, a cantora sueca junta-se com o cantor britânico MNEK num dueto interessante chamado “Never Forget You”. Ambos resolveram unir forças, a fim de entregar uma elegante música EDM. “Eu costumava ser tão feliz / Mas sem você aqui me sinto tão deprimida”, Larsson canta nas primeiras linhas da música. Através de uma voz angelical e uma forte melodia, a cantora introduz os primeiros segundos da música. É uma pista EDM com um pouco de tudo que encontramos de bom no pop. Ela possui sólidos elementos de música house e algumas influências trap. Inicialmente, os versos de Larsson são acompanhados apenas por um piano.

Mais tarde, o refrão aparece e prova ser a parte mais cativante de toda a canção. Na letra ouvimos a sueca lembrar tristemente de uma antiga paixão. Quando chega no poderoso refrão, “Never Forget You” torna-se mais contagiante e orientada para o EDM. O coro em si é muito atrativo e pegajoso, uma vez que ambos artistas exibem grandes vocais. Antes de sua segunda parte, a canção fornece uma quebra instrumental e uma batida influenciada pelo trap. A partir daqui, ela acelera um pouco e ganha o auxílio de uma percussão adicional. Em seguida, MNEK canta o segundo verso e faz um dueto com Zara Larsson no refrão seguinte. “E eu nunca irei querer muito mais / E em meu coração, sempre terei certeza / Eu nunca esquecerei você / E você sempre estará ao meu lado / Até o dia que eu morrer”, eles cantam no encantador refrão.

O timbre dele, em especial, lembra muito o do cantor americano Jason Derülo. A ponte da música é a parte mais orientada para o house, visto que serve para criar um ótimo clímax. Aqui, Larsson exibe todo o seu alcance vocal ao mudar a melodia e atingir notas mais altas. A oitava faixa, “Sundown”, com Wizkid, traz alguns sabores de dancehall. É uma canção tropical que se encaixa perfeitamente nas rádios de hoje, enquanto “Don’t Let Me Be Yours” oferece um pitada de funky. “Make That Money Girl”, por sua vez, é uma música feminista e mais interessante em termos líricos. Uma canção congelada de R&B e elementos de hip-hop, sobre o empoderamento feminino. A viciante “Ain’t My Fault” foi lançada como terceiro single em setembro de 2016. É, particularmente, o seu single mais subestimado. Uma música pop cheia de atitude e energia, com todos os ingredientes de um single de sucesso.

“One Mississippi”, “Funeral” e “I Can’t Fall in Love Without You” são ótimas músicas, mas falham por nunca chegarem num grande ápice. Elas antecedem o hit “Symphony”, uma colaboração com o grupo britânico Clean Bandit. A batida eufórica, letras e refrão dessa música fazem qualquer um balançar a cabeça e dançar. Sem dúvida, é uma das melhores faixas de todo o álbum. “So Good” não é o tipo de registro que você costuma ouvir do início ao fim. É um disco com muitas faixas, que oscila durante sua execução. Entretanto, ele contém algumas músicas incríveis e cativantes que, provavelmente, irá prender sua atenção em determinados momentos. Zara Larsson tem praticamente todos os ingredientes para ser uma grande estrela pop nos dias de hoje. Ela é linda, carismática, possui uma ótima voz e boa presença de palco. “So Good” pode ser considerado um ótimo começo para ela deslanchar em sua carreira internacional.

Favorite Tracks: “Never Forget You (feat. MNEK)”, “Ain’t My Fault” e “Symphony (with Clean Bandit)”.

São Paulo, formado em Recursos Humanos, apaixonado por músicas, séries e animes. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.