Resenha: Thomas Rhett – Life Changes

Lançamento: 08/09/2017
Gênero: Country, Country Pop
Gravadora: Valory Music Group
Produtores: Thomas Rhett, Dann Huff, Jesse Frasure, Julian Bunetta e Joe London.

Em 08 de setembro de 2017, Thomas Rhett lançou o seu terceiro álbum de estúdio, “Life Changes”. Ele mais do que ninguém sabe sobre mudanças, uma vez que, em apenas três meses, viu sua esposa dar à luz e adotou uma criança de Uganda. Como resultado, todos os altos e baixos de sua vida familiar e profissional deu-lhe inspiração para lançar o apropriadamente intitulado “Life Changes”. O álbum conta com quatorze faixas e faz uma mistura de country, rock, R&B e até mesmo EDM. Thomas Rhett co-escreveu dez das quatorze faixas e produziu o projeto junto com Dann Huff, Jesse Frasure, Julian Bunetta e Joe London. Através deste disco, Rhett mostra estar disposto a correr riscos, enquanto tenta contar algumas histórias. Assim como fez em seu último disco, “Tangled Up” (2015), Rhett mistura seu estilo pessoal com a música country que cresceu ouvindo. E, assim como o álbum citado, “Life Changes” é bastante estranho quanto trata-se de seu som. Enquanto isso, o repertório foca em diferentes aspectos de sua vida, como casamento, paternidade e o envelhecimento. Provavelmente, os mais tradicionalistas do country irão questionar o ecleticismo do álbum, uma vez que suas vibrações estilísticas liberais apontam para um público mais amplo.

Mas, realmente, o “Life Changes” entra em oposição ao que o country de raiz é, pois sua produção tem um sabor pop e é orientado para o hip-hop e R&B. Da mesma forma, o piano adiciona fortes vibrações reminiscente do soul. “Craving You”, a faixa de abertura e primeiro single do álbum, conta com a participação da cantora Maren Morris. Escrita por Dave Barnes e Julian Bunetta, é uma canção country-pop cativante com uma produção infecciosa inspirada nos anos 80. O segundo single, “Unforgettable”, é uma balada pop acústica com um refrão radio-friendly, que mostra o lado mais sensível de Thomas Rhett. Liricamente, ela nos dá um vislumbre da história de amor com a sua esposa. Em “Sixteen”, Rhett relembra sobre como ele sentiu-se ansioso por um algo diferente na vida. Ele capta a antecipação de atingir uma certa idade e, ao mesmo tempo, tenta refletir sobre isto. “Drink a Little Beer” é divertida, principalmente, porque apresenta um diálogo entre o cantor e o seu pai, Rhett Akins, enquanto eles estavam gravando a música. É evidente que ambos se divertiram muito ao tocar e gravar esta canção juntos.

Após um breve momento tradicional, Rhett incorpora fortes elementos de EDM na faixa “Leave Right Now”. Na mesma proporção, exibe ritmos atrevidos em “Gateway Love” e inspirações soul em “When You Look Like That”. Além do forte ritmo, “Gateway Love” possui tons de R&B e permite Rhett mostrar mais dos seus vocais. Enquanto “Marry Me” é uma dolorosa balada de piano, “Sweetheart” é uma canção inspirada nos anos 50 com elementos de doo-wop. “Life Changes” é um número adequado para o título do álbum por causa de sua letra pessoal. Aqui, Thomas Rhett canta sobre como as coisas acontecem inesperadamente, mas acabam sendo exatamente o que ele queria. A última faixa, “Grave”, é uma doce e despojada canção sobre o amor eterno. Ela possui elementos gospel e serve como um bom acompanhamento para sua música mais conhecida, “Die a Happy Man”. “Life Changes” pode ser o lançamento mais ambicioso de Thomas Rhett, afinal, ele abraçou novos sons, propôs uma produção eclética e forneceu uma visão mais próxima de sua vida pessoal. Entretanto, não foi o suficiente para destaca-lo como um grande artista country. Muitas faixas são imprecisas, superficiais e, no geral, a produção é demasiadamente previsível.

Favorite Tracks: “Craving You (feat. Maren Morris)”, “Sweetheart” e “Grave”.

São Paulo, formado em Recursos Humanos, apaixonado por músicas, séries e animes. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.