Resenha: The Vamps – Night & Day

Lançamento: 14/07/2017
Gênero: Pop
Gravadora: Mercury Records / Virgin EMI
Produtores: Steve James, DJ Frank E, Danny Majic, Matoma, Martin Jensen, Mike Perry, Red Triangle, Jack & Coke, Will Simms, Brad Simpson e Tristan Evans.

Lançado inicialmente como “Night Edition” em 14 de julho de 2017, “Night & Day” é o terceiro álbum de estúdio da banda britânica The Vamps. Ele foi precedido pelo lançamento de alguns singles, tais como “All Night” e “Middle of the Night”, e inclui colaborações com Matoma, Martin Jensen, Mike Perry, Sabrina Carpenter e Joe Don Rooney. “Night & Day” é um pouco diferentes dos dois primeiros discos da banda. Sobre o conteúdo, o vocalista Brad Simpson disse o seguinte: “Em um ponto ou outro, todos nós quatro ficamos com o coração partido, o que é triste. A composição foi a maior catarse e saída para nós”. Simpson também acrescentou que é o mais maduro de seus lançamentos: “É um pouco mais honesto e conta histórias sobre coisas que nos aconteceram nos últimos dois anos”. Eu gostei do segundo álbum do The Vamps, entretanto, o seu material de estreia sempre será o meu preferido. Eles realmente amadureceram ao longo dos anos, mas “Meet the Vamps” (2014) é excepcionalmente cativante. “Night & Day” oferece um som pop infundido pela música dance e eletrônica, com refrões atraentes e melodias acessíveis. Após o sucesso do primeiro single, “All Night”, uma colaboração com o produtor norueguês Matoma, The Vamps lançou o álbum completo. “Night & Day” realmente possui uma grande influência EDM por toda parte, uma vez que a banda trabalhou com outros DJs, como Martin Jensen e Mike Perry.

Além deles, o grupo também teve ajuda de outros grandes nomes nos bastidores. Mais uma vez, eu fiquei agradavelmente surpreendido com um lançamento do The Vamps. Sem dúvida, eles têm algo a mais para oferecer, diferentes de muitas outras boybans da atualidade. Neste álbum, eles capturam a essência da juventude ao falar sobre os altos e baixos dos relacionamentos, amores não correspondidos, sexo, festas e desgostos amorosos. Uma das principais habilidades da banda é a facilidade para criar melodias que cativam qualquer um. Em outras palavras, “Night & Day” possui uma variedade suficiente para manter o ouvinte interessado do início ao fim. A primeira faixa, “Middle of the Night”, com Martin Jensen, é um número dubstep com excelentes batidas e interessantes vocais. Da mesma forma, a conhecida “All Night”, com Matoma, é uma canção EDM energética onde o talento de Brad Simpson é muito bem equilibrado com a eletrizante batida. É uma faixa otimista, descontraída e bastante radio-friendly. “Eu fiquei acordado a noite toda, sem dormir / Porque eu sinto que estou sempre sonhando”, Simpson canta no primeiro verso. Além da revelação lírica precoce, a produção já exibe uma ótima paleta sonora. Inicialmente, a canção contém alguns clichês, mas, no segundo verso, há um pouco mais de drama: “E há coisas que não posso controlar / Os círculos embaixo dos meus olhos / Dizem a verdade que eu tenho tentado esconder / Eu estive esperando por você por muito tempo”.

“Hands”, com Mike Perry e Sabrina Carpenter, é uma faixa dançante de deep-house com fortes assinaturas EDM. É outra canção provocante e perfeitamente organizada. “Same to You”, por sua vez, toca no clássico The Vamps, graças a instrumentação mais tradicional e letras emotivas. A quinta faixa, “Paper Hearts”, é uma balada onde a voz de Brad também brilha. Um pouco parecida com “Another World”, é uma canção de destaque com suaves teclas e guitarra acústica. Em “Shades On”, eles conseguem manter um som coeso, enquanto experimentam novas coisas. O som eletrônico é mais pronunciado, da mesma forma que a batida é muito divertida. Inspirada pelo funky, é um número tradicional e otimista com letras ligeiramente impertinentes: “Oh, garoto, olhe para aquele burro / Vire os olhos para o meu rosto / Porque eu vejo seus olhos através de suas sombras”. “It’s a Lie” apresenta a atriz, modelo, cantora e dançarina argentina TINI (nome artístico de Martina Stoessel). Graças a presença dela, a música possui uma sensação calyso e estilo latino. A última faixa, “Stay”, nos leva de volta para a emoção da guitarra acústica, enquanto possui vocais reminiscentes da banda McFly. Tudo somado, “Night & Day” é um ótimo álbum que deve ter agradado os maiores fãs da banda. É um disco fácil de ouvir que, provavelmente, vai atrair um público mais amplo.

Favorite Track: “Middle of the Night (with Martin Jensen)”, “All Night (with Matoma)” e “Paper Hearts”.

São Paulo, formado em Recursos Humanos, apaixonado por músicas, séries e animes. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.