Resenha: The Vamps – Meet the Vamps

Lançamento: 14/04/2014
Gênero: Pop, Pop Rock, Indie Pop
Gravadora: Mercury Records
Produtores: TMS e Espionage.

The Vamps é uma banda britânica formada por Brad Simpson (vocal e guitarra), James McVey (guitarra e vocal), Connor Ball (baixo e vocal) e Tristan Evans (bateria e vocal). A banda foi formada no início de 2012, ao passo que assinaram com a gravadora Mercury Records em novembro do mesmo ano. No início de 2013, eles apoiaram a banda McFly na Memory Lane Tour, e apresentaram-se em diversos festivais pelo Reino Unido como banda de abertura de outros atos como Demi Lovato, Little Mix, JLS e The Wanted.  Em setembro de 2013, The Vamps lançou o seu primeiro single e, posteriormente, em abril de 2014, lançaram o seu primeiro álbum de estúdio, intitulado “Meet the Vamps”. O mais notável sobre esse disco de estreia do quarteto britânico, são as letras, pois das 15 faixas os garotos possuem créditos pela composição de 12 delas.

Confesso que antes de ouvir o álbum pensei que era apenas mais uma boyband britânica com a mesma sonoridade de sempre. Mas me enganei, The Vamps provou que é capaz de assumir o desafio de concorrer de frente com outras bandas de sucesso. “Meet the Vamps” é atraente e um álbum pop bom o suficiente para fazer os garotos serem notados pelo grande público. O disco abre com “Wild Heart”, segundo single e certamente um dos destaques do álbum. Aqui, a banda utiliza um banjo pop, algo popular nos dias de hoje, e um melancólico violão na instrumentação. É o tipo de som adolescente que chama bastante atenção. A faixa seguinte, “Last Night”, é tão boa quanto a primeira. Um hino pop-rock açucarado e bem despreocupado, que fala sobre ressaca e festas de uma forma bem inocente.

“Somebody to Love” também é muito divertida e a versão single foi lançada em parceira com a cantora Demi Lovato. Com uma trombeta e um ritmo rápido, pode-se dizer que o primeiro single, “Can We Dance”, é o grande trunfo do álbum. Foi co-escrita por Bruno Mars, possui traços de folk e é aquele tipo de música grudenta que fica presa na cabeça com facilidade. O início do refrão (“I talk a lot of shit when I’m drinking, baby”) é muito cativante e a música por completa é extremamente viciante. A catchy “Girls On TV” é uma das minhas favoritas, ela faz referências as cantoras Beyoncé e Rihanna e é perfeita para o verão. “Risk It All” é uma grande faixa mid-tempo, que soa como uma reminiscência de “We Are Young” da banda fun. O violão faz uma aparição de destaque, enquanto os vocais dos outros membros durante o refrão serviram como um ótimo complemento para a voz de Brad.

The Vamps

Uma canção apaixonante e também a primeira faixa que desvia-se da animação da primeira metade do álbum. A sequência de boas faixas não acaba, pois ainda temos a bela “Oh Cecilia (Breaking My Heart)”. Essa apresenta sample da canção “Cecília” de Simon & Garfunkel, e mostra que a banda tem uma boa diversidade de influências musicais. Graças aos novos versos, os garotos conseguiram fazer uma canção antiga soar bem fresca. “Another World” mantém o bom nível ao trazer, logo na abertura, fortes e emotivos vocais de Brad Simpson. É uma música mais pacífica que oferece uma mudança de ritmo bem-vinda. E mantendo o ritmo ainda mais leve, a faixa “Move My Way” aparece e sugere algo perfeito para uma tarde de verão. Ela possui uma vibe meio country e tem uma boa batida, enquanto “Shout About It”, décima faixa, é um número suave apresentado sob um agradável piano.

“High Hopes” contém uma grande positividade e merece reconhecimento pela mensagem de esperança transmitida e acompanhada de um belo refrão. “She Was the One”, faixa doze, possui uma sonoridade mais rock que as demais, além de uma guitarra elétrica bem evidente no refrão. “Dangerous”, por sua vez, volta ao som otimista que domina a primeira metade do álbum e, mesmo possuindo uma letra modesta, consegue demonstrar confiança. A penúltima faixa, “Lovestruck”, é o tipo clássico de canção pop-rock romântica que está sempre presente em álbuns desse gênero. É sempre bom terminar o disco com uma música divertida e, “Smile”, é a canção pop perfeita para fazer isso, pois revive um new wave típico dos anos 1970. Depois de ouvir todo o álbum, percebemos que o quarteto do The Vamps conseguiu se sair melhor em sua estreia do que muitas outras bandas populares que surgiram nos últimos anos.

Eles tocam bem seus instrumentos e estão desfrutando merecidamente da sua popularidade, especialmente no Reino Unido. Em alguns momentos, eles lembram outras bandas teen e quando se aproxima do seu final, o nível do álbum cai um pouco. No entanto, nada que seja ruim, muito pelo contrário, o álbum “Meet the Vamps” está muito melhor que o trabalho de alguns veteranos lançados em 2014. Em um mundo cheio de boybands e bandas formadas por jovens garotos, é concorrido destacar-se e esculpir um som único. Eles possuem talento, presença de palco e condições suficientes para serem reconhecidos. Cada música é divertida, leve, onde eles cantam sobre festejar e apenas querer dançar. Aqui, até as canções mais sérias são interpretas de forma otimista. Pode confiar, The Vamps conseguiu literalmente fornecer um ótimo álbum de estreia.

70

Favorite Tracks: “Wild Heart”, “Last Night”, “Can We Dance”, “Girls On TV” e “Oh Cecilia (Breaking My Heart)”.

São Paulo, formado em Recursos Humanos, apaixonado por músicas, séries e animes. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.