Resenha: The Rasmus – Dark Matters

Lançamento: 06/10/2017
Gênero: Rock Alternativo, Rock Eletrônico, Pop Rock
Gravadora: Universal Music
Produtor: The Family.

Lançado em 06 de outubro de 2017, “Dark Matters” é o nono álbum de estúdio da banda finlandesa The Rasmus. Um registro que mistura uma doce melancolia com um som rock-alternativo e pop-rock. Formado originalmente em 1994, a banda retornou após um hiato de cinco anos. Junto com a equipe sueca The Family (Iggy Azalea, Fifth Harmony, JoJo), os membros Lauri Ylönen, Pauli Rantasalmi, Eero Heinonen e Aki Hakala criaram uma coleção infecciosa com um total de dez faixas. “Dark Matters” é uma experiência auditiva cheia de reviravoltas sônicas e tudo que você esperaria do The Rasmus. Os sons são sintetizados e conseguem manter as coisas escuras em determinada proporção. Entretanto, embora seja um álbum cativante, ele pouco se aproxima da qualidade do seu maior hit, “In the Shadows”. Infelizmente, no seu interior há muitas coisas superficiais e previsíveis, e poucas que mostram do que a banda é realmente capaz. A radiofônica “Paradise”, lançada como primeiro single, é soberbamente agitada, atmosférica e, felizmente, bem ancorada pelo estilo vocal de Lauri Ylönen. É uma canção digitalizada e aportada por efeitos sonoros, guitarras, violão, tambores e auto-tune. Isto é seguido pelos riffs impetuosos de “Something in the Dark”, que mantém um ambiente desventurado à medida que desliza na direção da pesada “Wonderman”. Há um maior trabalho de guitarra nesta canção, assim como um pano de fundo pulsante coberto pelo baixo. Conduzida por batidas eletrônicas, “Nothing” fala sobre cometer os mesmos erros e pecados.

Aqui, a banda emite uma quantidade enorme de emoção e intensidade à frente de uma instrumentação mais sonhadora. Sons eletrônicos também aparecem fortemente em “Empire”, canção embalada por guitarras, sintetizadores, tambores e efeitos demasiadamente agudos. Embora faça uso de alguns antigos clichês da banda, “Empire” de alguma forma consegue soar refrescante e moderna. Em “Crystalline”, o grupo permanece vigoroso, embora apresente um conteúdo lírico vazio. Mais tarde, uma instrumentação subjugada e canto sóbrio exploram a natureza escura de “Black Days”, enquanto uma melodia encantadora e alguns riffs exóticos compõe “Silver Night”. Esta última é uma faixa muito semelhante à “It’s Your Night” do disco auto-intitulado de 2012 e “Dangerous Kind” do álbum “Black Roses” (2008). Da mesma forma, “Delirium” possui uma aderência convincente de vocais energéticos, guitarra acústica e riffs eletrônicos que nos lembram o single “Mysteria”. A última faixa, “Dragons into Dreams”, é uma balada eletrônica que flui devagar e fornece algumas harmonias excepcionais. É, provavelmente, a música que resume todo o álbum, principalmente por causa dos sons eletrônicos. “Dark Matters” é um registro feito para o mercado atual, uma vez que apresenta muitos sons eletrônicos e menos uso das guitarras. A maioria das canções possuem batidas rítmicas e harmonias cativantes, entretanto, não agregam tanto valor ao álbum como um todo. Há muito sons eletrônicos e melódicos, em contrapartida, não consegue ter o mesmo impacto do álbum “Dead Letters” (2003).

Favorite Tracks: “Wonderman”, “Nothing” e “Dragons into Dreams”.

São Paulo, formado em Recursos Humanos, apaixonado por músicas, séries e animes. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.