Resenha: The Lumineers – The Lumineers

Lançamento: 03/04/2012
Gênero: Indie Rock, Folk
Gravadora: Dualtone
Vendas: 1.7 milhões
Produtores: Ryan Hadlock.

The Lumineers é uma banda estadunidense de folk rock de Colorado, Arizona, fundada pelos membros e compositores Wesley Schultz (vocais e guitarra) e Jeremiah Fraites (bateria e percussão). Schultz e Fraites começaram a escrever e se apresentarem juntos em Nova Jersey em 2005, enquanto, Neyla Pekarek (violoncelo e vocais de apoio) juntou-se à banda somente em 2010. Stelth Ulvang (piano) e Ben Wahamaki (baixo), também juntaram-se ao The Lumineers como membros em tempo integral em 2012. O primeiro trabalho deles é o auto-intitulado álbum, lançado nos Estados Unidos dia 3 de abril de 2012. Estreou em #45 na Billboard 200 em sua semana de lançamento, com vendas de 10 mil cópias. No entanto, o sucesso do primeiro single, “Ho Hey”, impulsionou as vendas e fez eles receberem certificado de platina pelas 1,3 milhões de cópias vendidas até 2013.

Nos últimos anos o folk rock teve um grande aumento em sua popularidade e a banda The Lumineers está inclusa. Eles possuem elementos completos em suas canções, como os típicos banjos, bandolins e as palmas. É um álbum de estreia sincero, autêntico e não superficial, como muitas vezes encontrados em bandas pré-fabricadas. Eles apresentaram nesse disco muita simplicidade e faixas extremamente simpáticas. A primeira destas, “Flowers In Your Hair”, têm apenas dois minutos de duração e cai mais para o lado country do que do rock. O seu violão dedilhado é contagiante e o compositor e vocalista Schultz, canta sobre o amor e amadurecimento. O refrão é festivo e lembra muito a banda Mumford & Sons. “Classy Girls” segue a mesma vibe, com um refrão explosivo, gritos, palmas e uma letra para refletir com os amigos, “Classy girls don’t kiss in bars you fools”.

The Lumineers

“Submarines”, terceira faixa, é um dos destaques do álbum. Uma canção brilhante no piano, que consegue ser energética e sombria ao mesmo tempo. “Dead Sea” têm belos arranjos construídos no violão e viloncelo, além de um marcante refrão. “Ho Hey” é o grande hit do álbum e gerou uma enorme visibilidade para a banda. É uma música fantástica, carregada de uma melodia agradável, alegre, divertida, cheia de energia e possuída por uma atmosfera juvenil. Sua letra é apaixonada, sonhadora e vai ganhando força conforme os “Ho Hey” ecoam ao fundo. Em “Slow It Down” você ouve um som mais profundo e sombrio, permitindo a banda ser ainda mais ousada. Além de desacelerar um pouco o ritmo do álbum, sua harmonia é muito linda. Na faixa “Stubborn Love” há uma estética soul invocada pelo violino e bandolim de Neyla Pekarek, que ainda captura uma grande nostalgia.

“Big Parade”, por sua vez, possui um ritmo forte marcado por um pulsante bumbo. Sua batida é mais simples, porém, o piano consegue dar-lhe uma nova abordagem. Sem percussão e com uma sensação mais atmosférica, “Charlie Boy” consegue fornecer uma variação no repertório e um novo contraste, pois é bem mais despojada que as demais. A penúltima faixa, “Flapper Girl”, é uma canção no piano que invoca a luxúria e o sofrimento, enquanto a grande balada “Morning Song”, é boa e funcionou perfeitamente como uma faixa de encerramento. Com certeza está entre minhas favoritas do álbum. Em um contexto geral, o disco é muito honesto, intenso em suas letras e possui uma sonoridade simplista muito agradável. As outras cinco faixas bônus proporcionam uma boa conclusão para a estréia da banda, mas realmente não fornecem algo a mais que faça elas serem lançadas como singles.

Agora imagine você com seus amigos ou familiares festejando em uma noite incrível. Seja em um bar, churrascaria ou qualquer outra lugar. O importante aqui, é a sensação que você sente nessas noites quando está com pessoas que gosta, olhando para um céu deslumbrante e com ar fresco. Boas bebidas, conversas fluindo, paqueras (…) Imaginou? Então, essa é a sensação que sentimos ao escutar o primeiro álbum de estúdio do The Lumineers. A música deles consegue puxar esse sentimento de felicidade e bem-estar, que só sentimos quando estamos com pessoas que simpatizamos. Aqui também temos faixas tristes, porém entregues de forma elegante. Cada faixa é inventiva com arranjos e composições cruzando perfeitamente. Com exceção de “Ho Hey” e “Submarine”, as outras faixas não são tão memoráveis, entretanto, todas erradiam vida e arrepiam. Elas têm algo que faz dispertar o seu interesse em querer ouvir mais vezes.

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Favorite Tracks: “Submarines”, “Ho Hey”, “Stubborn Love”, “Big Parade” e “Morning Song”.

São Paulo, formado em Recursos Humanos, apaixonado por músicas, séries e animes. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.