Resenha: The Corrs – Jupiter Calling

Lançamento: 10/11/2017
Gênero: Folk Rock, Rock Alternativo
Gravadora: East West Records
Produtor: T Bone Burnett.

A banda irlandesa The Corrs construiu uma carreira bem sucedida na Europa e vendeu um total de 40 milhões de discos em todo o mundo. É um quarteto formado pelos irmãos Andrea, Caroline, Jim e Sharon. Com letras inconfundíveis e suave inclinação irlandesa, eles fizeram um grande barulho no Reino Unido e outros países europeus. Em 2005, a banda resolveu fazer um hiato que durou uma década, a fim de criar seus filhos e trabalhar em projetos paralelos. Em 2015, quando retornaram a cena musical, o grupo lançou o seu sexto álbum de estúdio, intitulado “White Light”. Um material com uma estrutura eletrônica e sensibilidade contemporânea. Posteriormente, em 10 de novembro de 2017, The Corrs divulgou o seu sétimo álbum de estúdio. Com “Jupiter Calling”, o quarteto irlandês voltou às suas raízes celtas. É surpreendente saber que este álbum foi produzido por T Bone Burnett.

Porém, em vez de injetar uma grande carga de energia aos The Corrs, ele apenas cooperou com o seu som inofensivo. A produção é tão limpa e polida que parece retirada de algum filme da Disney. Além da produção ruim, as letras são outro ponto que faz o álbum rastejar. A interação do grupo é algo que você realmente esperaria de uma banda familiar. No entanto, isto imediatamente começa a nos incomodar. A voz de Andrea Corr é inegavelmente agradável, consequentemente, em algumas canções, como a escassa “No Go Baby”, ela consegue tecer alguma emoção. Mas, infelizmente, isto não é o suficiente. O álbum abre com “Son of Solomon”, uma faixa amorosa, lenta e melódica que nos fornece violões e um acompanhamento de violino de marca registrada. Embora muito cativante, a introdução do piano, percussão e os acordes do violino de “Hit My Ground Running” são demasiadamente suaves. Mas quando as três irmãs harmonizam juntas, quase aproximam-se da magia de músicas como “Runaway”, “Dreams” e “Breathless”.

Embora o primeiro single, “SOS”, seja a faixa mais socialmente consciente da longa carreira da banda, o seu ritmo soa estranhamente alegre, doce e desajeitado. Aqui, eles falam sobre a Crise dos Refugiados Sírios, com letras como: “Há dor na fronteira até onde os olhos não conseguem”. Por fim, o grupo finaliza o repertório com uma melancólica e boring canção de oito minutos, chamada “The Sun and the Moon”. Desta vez, a banda apresenta os vocais de Andrea sobre um discreto piano e acentuado violino. Apesar do conteúdo lírico do álbum ser um pouco trivial, o território explorado pelo The Corrs é imensamente familiar e previsível. Não há algo de terrivelmente errado no “Jupiter Calling”, uma vez que é um disco cuidadosamente polido. Entretanto, sua escuta é muito restrita, cansativa e frustrante. Certamente, a banda desenvolveu uma boa química, visto que são literalmente uma família. Porém, eles simplesmente não quebraram qualquer barreira ou inovaram.

São Paulo, formado em Recursos Humanos, apaixonado por músicas, séries e animes. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.