Resenha: Sanna Nielsen – 7

Lançamento: 30/06/2014
Gênero: Pop
Gravadora: Warner Music
Produtores: Nicki Adamsson, Lina Hansson, Joel Humlénm, Fredrik Kempe, David Kreuger, Hampus Lindvall, John Lundvik, Anders Lystell, Per Magnusson, Sanna Nilsen, Hamed “K-One” Pirouzpanah e Joakim Ramsell.

Sanna Nielsen é uma cantora pop sueca, que depois da sétima tentativa venceu o Melodifestivalen (qualificações suecas) e pode representar a Suécia no Eurovision Song Contest 2014, que aconteceu em Compenhague, Dinamarca. Sanna nasceu e cresceu na província de Skåne e durante seus anos de ensino médio estudou música no Helenehoms Gymnastin em Malmö. Ela lançou o seu primeiro álbum de estúdio, “Silvertoner” em 1996 e depois de várias tentativas, conseguiu chegar ao festival Eurovision e terminar em 3º lugar no ano passado. De ascendência dinamarquesa, Nilsen atualmente está vivendo em Årsta, sul de Estocolmo, com o namorado Joakim Ramsell. “7” é o seu oitavo álbum de estúdio, lançado na Suécia em 30 de junho de 2014 pela Warner Music. Foi precedido pelo single “Undo”, lançado em fevereiro do mesmo ano.

O título refere-se ao número de tentativas que levou Sanna Nielsen a ganhar o Melodifestivalen e, consequentemente, receber o direito de representar seu país no festival Eurovision, algo que tinha sido uma ambição por muitos anos. “7” é formado por apenas nove canções e embalado com algumas músicas realmente muito boas. Embora seja um álbum que pisa num território seguro e tenha poucos momentos aventureiros, possui uma produção mais eletrônica do que seus trabalhos anteriores. “Sete é o meu número da sorte. Levei sete vezes para ganhar Melodifestivalen e este novo álbum é também o meu sétimo álbum pop. É um novo passo em uma nova direção”, disse Sanna durante uma entrevista. “Uma das melhores coisas é estar no estúdio de gravação e desta vez eu tinha que desafiar-me a encontrar novas maneiras na minha musicalidade”, finalizou.

O grande triunfo deste álbum é realmente a produção, que por sinal contou com uma boa equipe de produtores. O disco começa muito bem com “Skydivin”, uma balada pop mid-tempo que possui uma ponte incrível e uma batida bem contemporânea. Os vocais de Nielsen estão no ponto nessa faixa, ao passo que seus versos constroem perfeitamente o refrão. A percussão pesada consegue ditar um ritmo legal para a música, enquanto Senna mostra de fato sua aptidão para as notas altas. Enquanto isso, a faixa “Breathe” é uma balada com uma batida dançante praticamente impecável. Ainda fornece dubstep, é bastante interessante sonoramente e possui forte influências EDM quando o primeiro refrão chega. A balada eletrônica “Rainbow” é sublime, trazendo uma batida imensa e poderosa. Aqui, a linha vocal de Sanna está absolutamente magnífica.

Sanna Nielsen

É muito mais inclinada eletronicamente do que as outras faixas do registro, mas a maneira como as batidas são infundidas com a sua voz é exemplar. Liricamente, essa canção também é muito linda, como podemos ouvir nos versos: “Love is good / And god I miss you / What I need wont be underneath a guiding star / Wont be lying by the foot of a rainbow”. “Undo”, por sua vez, foi a canção que deu a vitória para Sanna Nielsen na final do Melodifestivalen. É certamente uma das melhores faixas do álbum, bem trabalhada e vocalmente maravilhosa. É condizida por adoráveis batidas de sintetizador e no início lembra “Wrecking Ball” de Miley Cyrus. Embora possua uma fórmula previsível, sem dúvida é uma música muito atraente. Destaque para o refrão que é incrivelmente potente e a melhor parte da música. A última faixa do registro, inclusive, é uma versão acústica de “Undo”. Eu também a recomendo, pois os vocais de Sanna estão bonitos e a mesma possui um sabor diferente.

A faixa seguinte, “All About Love”, tem uma ligeira sensação latina no seu ritmo, graças às guitarras. É uma faixa muito catchy e saltitante, e a única realmente up-tempo no álbum. Eu também adorei “Trouble”, uma balada eletro corajosa, muito bem produzida e interpretada com entusiasmo. O seu crescente refrão é muito simples, mas acabou sendo incrivelmente cativante e enfatiza o drama nas letras muito bem. É definitivamente uma canção com grande aspecto de hit. “Ready” transmite uma sensação boa, que faz você querer balançar a cabeça e bater palmas junto. Ela emana um ar de positividade, especialmente, porque retrata a determinação necessária para encontrar o amor novamente depois de um relacionamento fracassado. A última canção, “You First Loved Me”, possui uma introdução muito apaixonante, que soa calma e convidativa.

A sua simplicidade chama atenção, juntamente com o apoio do piano, os vocais nítidos e puros e as cordas esparsas. No final há um acúmulo no refrão ligeiramente mais eletrônico, no entanto, a música ainda se mantém bem conservadora. No geral, o “7” é uma coleção de canções que fluem bem e possui uma força constante. A produção pop por trás desse registro é realmente ótima, enquanto quase todas as músicas demonstram grande potencial. Não podemos negar que algumas músicas possuem rimas clichês e estruturas meio desajeitadas. Tudo somado não é um álbum que traz algo de inovador, mas os destaques são um pop puro e gratificante. Outro problema observado é que apesar de serem músicas muito boas, são praticamente algo que qualquer outra cantora poderia ter gravado. Talvez porque são poucas canções e ainda sim introduzidas por vários produtores, perdendo um pouco da coesão e identidade.

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Favorite Tracks: “Skydivin”, “Breathe”, “Rainbow”, “Undo” e “Trouble”.

São Paulo, formado em Recursos Humanos, apaixonado por músicas, séries e animes. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.