Resenha: Redfoo – Party Rock Mansion

Lançamento: 18/03/2016
Gênero: House, EDM, Pop
Gravadora: Rykodisc Records
Produtores: Redfoo, Brandon M. Garcia e Play-N-Skillz.

Em março de 2016, Redfoo lançou o seu primeiro álbum de estúdio solo, “Party Rock Mansion”, pela Warner Music. O disco possui 12 faixas, incluindo o single “New Thang”, e colaborações com Dimitri Vegas & Like Mike e Stevie Wonder. Muitos não sabem, mas Redfoo possui quase 20 anos de carreira. Filho mais novo do fundador da Motown, Berry Gordy Jr., ele convive com a música praticamente desde que nasceu. Em 2006, Redfoo fundou, juntamente com seu sobrinho SkyBly, o duo LMFAO.

Juntos eles conseguiram alguns canções de sucesso, incluindo os smash-hits “Party Rock Anthem” e “Sexy and I Know It”. Na fronteira entre o pop, hip-hop e EDM, o duo é capaz de colocar qualquer um para dançar. Em 2012, LMFAO anunciou uma pausa na carreira, a fim de ambos focarem em projetos solo. Em “Party Rock Mansion”, Redfoo claramente não afastou-se do som apresentado com o LMFAO. O disco continua de onde exatamente “Sorry for Party Rocking” parou.

Possui um repertório divertido que se daria muito bem como trilha sonora de alguma festa. Os singles são peças interessantes, entretanto, com um único propósito: animar as pistas de dança. As letras são desprovidas de qualquer significado ou profundidade, algo tecnicamente já esperado. A festividade do álbum começa com o house progressivo de “Keep Shining”, praticamente uma segunda parte de “Party Rock Anthem”. Festa é um tema recorrente aqui, como podemos ouvir nas fracas “Party Train”, “Too Much” e “Beach Cruisin'”.

Redfoo

Enquanto “Too Much” é orientada para o house, “Beach Cruisin'” nos remete um pouco à “Sexy and I Know It” e “I’m in Miami Bitch”. As três faixas não possuem qualquer profundidade lírica, por isso não devem ser levadas muito a sério. Para aqueles que preferem trap e batidas de hip-hop, temos faixas como “Booty Man”, “Lights Out” e “New Thang”. Lançada como quarto single, “Lights Out” é uma música divertida preenchida com guitarras, bateria e um drop EDM. “New Thang” é a faixa mais cativante, um eletro-hop acompanhado de um viciante solo de saxofone.

Todas essas canções são momentos pegajosos, conduzidos pela mesma arrogância de “Party Rock Anthem”. O álbum se perde em meio a algumas odes às mulheres, como “So Lit”, “Juicy Wiggle” e “Good Things Happen When Ya Drunk”. O dance-pop de “So Lit” é catchy, mas falha drasticamente ao tentar ser uma canção romântica. O riff de piano de “Juicy Wiggle” é divertido, porém, sua letra soa um tanto quanto pejorativa. A equivocada “Good Things Happen When Ya Drunk”, por sua vez, é um número funk significativamente mais relaxado.

O álbum termina com algumas colaborações, incluindo a agradável “Where the Sun Goes”, com o mestre Stevie Wonder, e o EDM “Meet Her at Tomorrow”, com os DJs Dimitri Vegas & Like Mike. “Maybe” é uma balada suave conduzida por um piano, que soa meio fora do lugar, em meio a agitação de todo álbum. É uma mudança de ritmo bem-vinda, apesar da falta de coesão. “Party Rock Mansion” com certeza não fez Redfoo ganhar novos fãs, mas saciou aqueles que sentiam sua falta desde o hiato do LMFAO. Afinal, as músicas possuem a mesma energia e superficialidade de discos como “Party Rock” e “Sorry for Party Rocking”.

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Favorite Tracks: “Keep Shining”, “Lights Out”, “So Lit”, “New Thang” e “Where the Sun Goes (feat. Stevie Wonder)”.

São Paulo, formado em Recursos Humanos, apaixonado por músicas, séries e animes. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.