Resenha: Rachel Platten – Waves

Lançamento: 27/10/2017
Gênero: Pop
Gravadora: Columbia Records
Produtores: Ryan Tedder, Stargate, Jarrad Rogers, Chantry Johnson, The Wiild, Mitch Allan, Jason Evigan, busbee, Spencer Bastian, Gian Stone, Cameron Jaymes, Jon Levine, Chris Gehringer, Zach Skelton, Ian Kirkpatrick e Jonas Jeberg.

Após o lançamento do seu primeiro álbum, “Wildfire” (2016), impulsionado pelo hit “Fight Song”, Rachel Platten resolveu trabalhar no seu segundo registro. Lançado em 27 de outubro de 2017, “Waves” provavelmente não vai seguir os mesmos passos de “Wildfire” (2016) nos charts musicais. Apesar de distribuir as treze faixas em respeitáveis ​​quarenta e cinco minutos, e tentar corajosamente reviver o som do seu antecessor, “Waves” prova ser um álbum igualmente suave e esquecível. Musicalmente, Rachel Platten está mais madura e honesta, e indo numa direção pop mais pesada. Há momentos em que o brilho do disco anterior reaparece, como em “Loose Ends”, canção esta que tenta descaradamente recriar a magia de “Fight Song”. Infelizmente, em vez do empoderamento imediato de “Fight Song”, “Loose Ends” paira sobre arrependimentos e fragilidade, enquanto soa genérica e superficial. Mesmo com algumas faixas cativantes no seu interior, “Waves” é provavelmente um dos álbuns mais esquecíveis do ano. É muito claro que Rachel Platten tem um longo caminho para crescer como artista, cantora e compositora. Mas mesmo sendo semelhante ao seu antecessor, “Waves” é um registro um pouco mais ousado.

Enquanto “Wildfire” (2016) era seguro, simplista e extremamente básico, “Waves” consegue ser mais extravagante e diversificado. Tem os seus altos e baixos, mas pelo menos parece que Platten tentou fazer algo de novo (embora não tenha conseguido resultados satisfatórios). “Perfect for You” abre o álbum e fornece algumas boas linhas de baixo funky, bem como interessantes síncopes melódicas. Ela tenta abraçar sons mais pulsantes, sintetizadores, produção tropical e letras ligeiramente emotivas. Mas, infelizmente, a voz de Platten não consegue ser mais do que adequada, uma característica que permeia por todo o álbum. O primeiro single, “Broken Glass”, a encontra exibindo um som mais contemporâneo e com resultados mistos. Produzido por Stargate, é um número pop mid-tempo tingido de dancehall que tenta introduzir um som mais confiante, liso e vibrante. “Whole Heart” possui versos experimentais e um belo gancho pop, enquanto em “Keep Up” Platten tenta explorar um som inesperadamente experimental e funky, além de uma péssima ruptura de rap. “Hands” e “Grace”, por outro lado, são duas baladas emocionais e despojadas com letras melhor trabalhadas. O terceiro single, “Collide”, possui uma produção mais elegante e moderna.

Embora Platten não possua uma voz tão potente, ela tem um instrumento vocal bastante capaz. “Acenda as luzes, querido, querido, não quero esconder / Ligue as luzes, querido, estou me rendendo esta noite / Embora eu não seja perfeita, sinto-me perfeita nos seus olhos / Ligue as luzes, querido, na verdade eu não quero esconder esta noite / Venha e choque comigo porque quero que colidimos”, ela canta fortemente no refrão. Ao lado de “Perfect for You”, “Collide” é provavelmente a faixa mais cativante do álbum. Em suma, é um número pop com influências de R&B, percussão trap e um grande refrão. “Labels” é liricamente mais interessante e madura, embora possua um drop semelhante ao de “In the Name of Love” (Martin Garrix & Bebe Rehxa). O único fator prejudicial desta música é justamente a sua voz, que está imensamente carente de carisma e personalidade. Às vezes, Platten tenta fazer algumas experimentações que, infelizmente, não funcionam como o esperado. “Good Life” é provavelmente o melhor exemplo disso e acaba sentindo-se completamente fora do lugar. No geral, “Waves” possui algumas músicas cativantes e pegajosas, porém, não são suficientes para esconder as falhas de Rachel Platten com as quais já estamos familiarizados.

Favorite Tracks: “Perfect for You”, “Broken Glass” e “Labels”.

São Paulo, formado em Recursos Humanos, apaixonado por músicas, séries e animes. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.