Resenha: Queen – Queen

Lançamento: 13/07/1973
Gênero: Hard Rock, Rock
Gravadora: EMI
Produtores: John Anthony, Roy Thomas Baker e Queen.

Considerada uma das bandas mais importantes da história do rock, Queen foi formada em Londres em 1970. Originalmente, era composta pelo vocalista Freddie Mercury, o guitarrista Brian May, o baixista John Deacon e o baterista Roger Taylor. Essa formação permaneceu inalterada até a morte de Mercury em 1991 e a posterior aposentadoria de Deacon em 1997. No entanto, ocasionalmente, May e Taylor se reúnem com outros músicos para darem prosseguimento ao grupo. O álbum de estreia da banda foi o “Queen” lançado em julho de 1973, projeto gravado no Trident Studios e De Lane Lea Music Centre, Londres, sob produção da própria banda, Roy Thomas Baker e John Anthony. Antes o Queen lançava canções mais pesadas e obscuras, mas com o passar dos anos o grupo incorporou uma série de elementos e estilos ao seu som, tornando-se uma banda de sonoridade bastante diversificada. Esse disco, por exemplo, foi influenciado pelo rock progressivo, hard rock e heavy metal. Freddie Mercury compôs cinco das dez faixas, Brian May quatro e o baterista Roger Taylor compôs e cantou “Modern Times Rock ‘N’ Roll’. Algo interessante no encarte do álbum é a frase: “And nobody played synthesiser!”, uma ideia de May para que os ouvintes não confundam os seus elaborados multi-canais e efeitos processados pela guitarra com sintetizadores.

Começando o álbum já temos “Keep Yourself Alive”, o primeiro single deles como banda. Uma das melhores músicas do disco, que faz muito bem o papel de faixa de abertura. Possui uma ótima guitarra, um bom baixo e a presença do maravilhoso vocal de Freddie Mercury. Brian May a escreveu logo após a banda ser formada, antes mesmo de John Deacon se juntar a eles. “Doing All Right” também foi escrita por May, porém, ao lado de Tim Staffell quando ainda eram da banda Smile. É uma música que começa calma e, em seguida, vem com um incrível solo de guitarra e uma pegada mais rápida. Está entre minhas favoritas do disco e é a primeira canção que Freddie Mercury tocou ao vivo no piano, levando a banda a notoriedade. A terceira faixa, “Great King Rat”, foi escrita por Mercury e é um bom exemplo do som mais recente do Queen. Possui uma grande composição, é pesada, possui longos solos de guitarra e têm mudanças bruscas no seu ritmo. Antes de escrever “My Fairy King”, Freddie Mercury era conhecido como Freddie Bulsara, e é dito que foi essa música que fez com que ele mudasse seu sobrenome. Foi escrita durante o tempo que a banda passou no estúdio, contém muitas vozes sobrepostas e harmonias vocais.

Taylor também mostra suas habilidades vocais aqui, atingindo algumas das notas mais altas da música. “My Fairy King” é a primeira música do álbum a contar com as habilidades de Mercury no piano, já que em “Doing All Right” o piano é executado por May. Em seguida, temos a faixa “Liar”, escrita por Mercury em 1970 quando ainda era conhecido como Farrokh Bulsara, e antes que Deacon se juntasse a banda. É uma canção pesada e com uma mistura de tudo: grandes guitarras, incríveis vocais, bateria alucinante e uma excelente letra. “The Night Come Down” é uma música tranquila que possui uma clara referência a “Lucy in the Sky with Diamonds” dos Beatles. “Quando eu era jovem me ocorreu / E eu pude ver o sol brilhando / Lucy estava alta e eu estava confuso / Guardando o mundo por dentro”, Brian May é um fã confessado dos Beatles e comentou em várias entrevistas o grande impacto que eles tiveram sobre a banda. Em “Modern Times Rock ‘N’ Roll” temos Roger Taylor, baterista da banda, cantando e tocando de forma rápida e agitada. É realmente uma faixa muito boa, uma pena que têm menos de dois minutos de duração. “Son and Daughter”, por sua vez, possui influências do blues-rock e heavy metal, outra grande canção com um ritmo enlouquecedor e um bom baixo marcando presença.

A letra de “Jesus” conta incrivelmente parte da história de Jesus de Nazaré, uma canção que inclui uma seção de corda dupla durante os versos e uma longa pausa no instrumental. É bastante envolvente, possui uma letra maravilhosa e ainda conta com um grandioso solo de guitarra e uma mágica virada no ritmo. Para encerrar o disco, temos apenas o instrumental de “Seven Seas of Rhye”, uma curta demo que viria a ser gravada completa no álbum seguinte da banda, o “Queen II”. Com esse primeiro disco, o Queen produziu um conjunto de músicas de alta energia, ninguém pode negar que este álbum foi um excelente começo para a carreira da banda. É um disco com um valor notório, composições interessantes, excelentes riffs de guitarra e um quarteto extremamente inspirado, em especial, o guitarrista Brian May. Possui suas falhas, como a incoerência, entretanto, isso é algo muito comum em álbuns de estreias. De qualquer forma, o que é mais claro aqui é que o Queen deu tudo de si para fazer o álbum, criando um trabalho magnífico que abriria o caminho para outros trabalhos ainda melhores. Foi o começo de uma banda que ficaria para sempre na história e viria a tornar-se uma verdadeira e influente força no mundo do rock.

Favorite Tracks: “Keep Yourself Alive”, “Doing All Right” e “Jesus”.

São Paulo, formado em Recursos Humanos, apaixonado por músicas, séries e animes. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.