Resenha: Post Malone – Stoney

Lançamento: 09/12/2016
Gênero: Hip-Hop, R&B, Eletrônica
Gravadora: Republic Records
Produtores: Post Malone, Rex Kudo, Andrew Watt, Cashio Charlie Handsome, DJ Mustard, FKi, Foreign Teck, Frank Dukes, Illangelo, Justin Mosely, Leon Thomas III, Louis Bell, Metro Boomin, Pharrell Williams, Roofeo, Twice as Nice e Vinylz.

O álbum de estreia de Post Malone, “Stoney”, foi lançado em 09 de dezembro de 2016. O rapper de Nova York lançou seu debut álbum um ano depois do sucesso do single “White Iverson”. Foi essa música que deu visibilidade, relevância e mostrou o fluxo único de Malone. Antes desse single, quase ninguém havia ouvido falar de Post Malone. Depois dessa rápida ascensão à fama, o rapper mostrou que possui algum apelo comercial. Seus vocais são suaves e energético quando necessário, e provaram que ele não é um rapper padrão. Entretanto, se ele usasse um fluxo mais agressivo poderia trazer mais ouvintes para si. Cheio de canções trap, pop e até alguma influência indie, “Stoney” infelizmente não pode ser levado tão a sério. É um disco que não mantém um tema consistente ou tom sólido através de sua totalidade. Há músicas mais pesadas, com vibração trap, e ao mesmo tempo canções radio-friendly sem imaginação. Essas mudanças repentinas no repertório fazem Malone perder o foco. Além disso, o enorme comprimento do álbum fazem as coisas ficarem ainda mais maçantes. Apesar de possuir algumas faixas agradáveis, a falha definitiva do álbum está na falta de profundidade de suas letras. Não há quase nada de interessante, além de uma angústia espalhada por quase todas as músicas. A forma como Malone explora seus relacionamentos é muito simplista, enquanto utiliza muitos clichês do rap. Sua composição sugere que, mesmo com boas batidas melódicas, suas letras não possuem nada de especial.

“Broken Whiskey Glass”, a primeiro faixa, possui guitarras acústicas e sons de pássaros que indicam alguma influência folk. Em seguida, Post Malone tenta demonstrar alguma gama artística através do rap de faixas como “Big Lie” e “Feel”, e na voz crescente de “I Fall Apart”. “Feel” contém vocais de Kehlani, que pode ser considerada a convidada melhor utilizada no álbum. O recurso mais famoso do álbum é Justin Bieber, que contribui com seus vocais no single “Deja Vu”. É uma faixa de hip-hop e R&B sólida, mas que parece um pouco fora do lugar. “No Option” é uma faixa divertida que contém algumas teclas de som elétrico, enquanto “Cold” e “Go Flex” proporcionam alguma excitação. “White Iverson”, primeiro single lançado em agosto de 2015, também aparece no álbum. É uma faixa trap que chegou a atingir a 14ª posição da Billboard Hot 100, principal parada de singles dos Estados Unidos. Produzida por Metro Boomin e Frank Dukes, “Congratulations” é uma das poucas músicas que mostram a força por trás do álbum. Aqui, temos um instrumental dramático ao fundo, vocais melódicos e o rapper Quavo entregando um verso com absoluta confiança. Um dos maiores problemas deste álbum é o excesso de faixas fillers, como “Up There” e “Yours Truly, Austin Post”. Infelizmente, a metade do repertório é preenchido por essas faixas esquecíveis que não agregam em nada. Não há dúvidas de que Post Malone pode criar algo mais focado, sólido e coeso no futuro. Mas, por enquanto, ele não surpreendeu com “Stoney”, um álbum de hip-hop muito aquém do esperado.

Favorite Tracks: “White Iverson”, “Feel (feat. Kehlani)” e “Congratulations (feat. Quavo)”.

São Paulo, formado em Recursos Humanos, apaixonado por músicas, séries e animes. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.