Resenha: Passion Pit – Tremendous Sea of Love

Lançamento: 24/03/2017
Gênero: Eletropop, Dance, Indietronica, Synthpop, Indie Pop
Gravadora: Frenchkiss Records / Columbia Records
Produtor: Michael Angelakos.

O último projeto da banda Passion Pit, formada apenas por Michael Angelakos, atravessa uma curta linha entre um álbum e um EP experimental. Intitulado “Tremendous Sea of Love”, o disco foi lançado em 24 de março de 2017 através da Columbia Records. Os dois registros anteriores do Passion Pit, “Gossamer” (2012) e “Kindred” (2015), foram dois projetos eletrônicos emocionantes e muito bem polidos. Mas, dessa vez, Angelakos imprimi um tom muito mais na forma do “Manners” (2009), o seu disco de estreia. A primeira metade do “Tremendous Sea of Love” explora fortemente sintetizadores otimistas que fizeram o “Manners” ser tão incrível e memorável. Canções como “Moonbeam” e “Inner Dialogue” exibem um fluxo muito interessante, além de sons mais felizes. Enquanto “Moonbeam” é algo que você já esperaria, “Inner Dialogue” fornece uma batida propulsora, cliques pertinentes, vocais quebrados e tons brilhantes. Da mesma forma, os vocais transmitem grandes mensagens de positividade. “The Undertow” e “Somewhere Up There”, por sua vez, trazem mensagens tradicionais de paixão, enquanto Michael Angelakos canta com o seu falsete de assinatura. São duas ótimas canções que fornecem a veia já conhecida do Passion Pit. “Somewhere Up There”, particularmente, é uma jornada experimental de 6 minutos de duração, excêntrica e eclética do início ao fim. Ela explode com um som elétrico muito característico, além dos falsetes doentios de Angelakos surgirem por todos os lados.

Durante sua ponte, “Somewhere Up There” transforma-se num caos melódico, com camadas de vocais distorcidos e sintetizadores crescentes. Após um momento de silêncio, a canção desloca-se para um interlúdio eletrônico estranho, antes de ser cortada por um segmento falado sobre instintos maternos. Depois desse sequência falada, outro interlúdio musical mais despojado surge, antes da música fechar com um correio de voz da própria mãe de Michael Angelakos. À primeira vista, “Somewhere Up There” parece ter uma composição muito estranha. No entanto, depois de alguns outras escutas, fica claro que é uma canção significativa e muito expressiva. Angelakos brinca bastante com instrumentais neste álbum. Três das dez canções presentes aqui não possuem canto. A faixa-título, “Tremendous Sea of Love”, por exemplo, é um instrumental sereno e muito meditativo. Durante “I’m Perfect” Angelakos opta por usar um tom de voz extremamente diferente, porém, ainda mais forte. Os poderosos instrumentais ao longo do álbum nos levam para a última música, “For Sondra (It Means the World to Me)”. Ela começa com quase três minutos de uma melodia de piano e sintetizadores, antes de tornar-se um número acústico suave. No geral, “Tremendous Sea of Love” é outro ótimo esforço liberado pelo Passion Pit. Uma ou outra música faz muito pouco em termos de melodia, mas nada que chegue a prejudicar o andamento do repertório. As maioria das faixas formam uma boa coleção de músicas divertidas e atraentes. Não perca a oportunidade para escutar esse ótimo projeto dessa banda de um homem só.

Favorite Tracks: “Moonbeam”, “Somewhere Up There” e “Inner Dialogue”.

São Paulo, formado em Recursos Humanos, apaixonado por músicas, séries e animes. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.