Resenha: Passenger – Young as the Morning, Old as the Sea

Lançamento: 23/09/2016
Gênero: Indie Pop, Folk
Gravadora: Black Crow Records
Produtores: Mike Rosenberg e Chris Vallejo.

O cantor britânico Passenger lançou recentemente, em 26 de setembro de 2016, o álbum “Young as the Morning, Old as the Sea”. Considerando que esse disco foi escrito, produzido e lançado há menos de um ano do “Whispers II”, é necessário uma grande criatividade musical. Embora o som do Passenger continue sendo o mesmo que fez os fãs se apaixonarem por ele, “Young as the Morning, Old as the Sea” apresenta uma maior carga de nostalgia. Ele é um artista que pode permanecer dentro do mesmo estilo e nunca perder os fãs que tem. Este registro é uma bela composição de histórias de amor, crescimento, envelhecimento, viagens e perda. Ao longo do álbum, Mike Rosenberg continua a escrever canções que retratam sua vida e relacionamentos. Por isso, ele também continua utilizam melodias otimistas, padrões de versos mais silenciosos, ritmos lentos e um ambiente acústico. A música folk é caracterizada principalmente por suas letras, portanto, há sempre algum mistério a ser descoberto sobre as letras de Mike Rosenberg. Ele é realmente um grande compositor e contador de boas histórias.

A sua distinta voz também continua sendo um dos pontos focais do álbum, enquanto suaves guitarras ajudam a transmitir suas emoções e sentimentos. Conhecido pelo grande sucesso “Let Her Go”, Passenger ainda oferece letras brutalmente honestas para o ouvinte. Dito isto, certamente temos uma sensação incrivelmente relaxante beirando todo o álbum. O repertório começa com “Everything”, uma canção onde vemos ele cantando sobre o seu próprio sucesso. “E então você consegue algo / Algo com o que você sempre sonhou / Quando você tem algo, você tem algo a perder”, ele canta. Aqui, como esperado, há uma exuberante paisagem acústica preenchendo os espaços líricos. “If You Go”, uma canção sobre as coisas simplistas da vida, é acentuada por trombetas, arpejos de guitarra, violinos e elementos acústicos. Logo em seguida, “When We Were Young” fornece um som mais tradicional ao lado de uma doce guitarra. Bonitas melodias são emparelhadas a um som incrivelmente nostálgico. O solo de guitarra ainda injeta uma substância sonhadora ao ritmo lento da música.

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Vibrações indie-pop aparecem por todo o repertório, mas principalmente na faixa “Anywhere”. Uma pista com grandes vocais, doces harmonias e um brilhante órgão. A introdução atmosférica do primeiro single, “Somebody’s Love”, é o tesouro mais bem escrito do LP. Um forte som folk entra em ação a partir da faixa-título, “Young as the Morning Old as the Sea”, com arpejos de guitarra e alguns tambores. Dessa vez, Passenger canta sobre explorar o mundo para descobrir suas raízes e visitar lugares que sempre sonhou em conhecer. Em termos de letra e som em camadas, “Young as the Morning Old as the Sea” é uma das faixas mais interessantes. “Beautiful Birds”, com sua companheira britânica Birdy, é um bonito dueto cheio de violoncelos, piano e guitarra acústica. As harmonias entre Passenger e Birdy são muito bem entrelaçadas com a beleza da instrumentação. As harmonias pintam a paisagem sonora, enquanto a letra e arranjo finalizam as coisas com cordas e solo de piano. Mais tarde, com uma melodia ensolarada e simples guitarra, Rosenberg apresenta a faixa “The Long Road”.

Enquanto isso, “Fool’s Gold” é mais focada no violão, violino, orquestra, otimista batida de tambor e vocais de fundo. Dessa vez, Passenger tenta encontrar a felicidade nos pequenos detalhes da vida. Por último, o álbum termina com uma ode às origens de Rosenberg, intitulada “Home”. O piano faz um retorno, porém, de uma forma mais otimista. O piano leva a música como dedilhados de guitarra acústica, bem como é transportado por uma arejada bateria. Simples e elegante, “Home” é um final doce e bonito o suficiente. “Young as the Morning Old as the Sea” é um álbum carismático e agradável. Passenger é um mestre no quesito narrativa e, nesse novo registro, ele fala sobre os seus sonhos e desejos. Sua principal falha é a rotina repetitiva de algumas músicas. Pois mais bonitas que sejam, elas parecem não diferenciar muito uma das outras. Isto dá à sua música um ponto de vista interessante, porém, ao mesmo tempo cria um aspecto negativo por não oferecer um maior desenvolvimento sonoro. De qualquer maneira, “Young as the Morning Old as the Sea” não deixa de ser um material tão sólido quanto seus álbuns anteriores.

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Favorite Tracks: “If You Go”, “When We Were Young” e “Anywhere”.

São Paulo, formado em Recursos Humanos, apaixonado por músicas, séries e animes. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.