Resenha: Nathan Sykes – Unfinished Business

Lançamento: 11/11/2016
Gênero: Pop, R&B, EDM
Gravadora: Def Jam Recordings / Global Entertainment
Produtores: LDN Noise, Riley Bell, Matthew Burnett, Harmony Samuels, Talay Riley, Nathan Sykes, Jin Choi, Martin Sjolie, The Rascals, Babyface, Antonio Dixon, Tim Woodcock, Dernst Emlie II, Sam Watters, Pretty Sister, Jarred K, AC Burrell e Kyle Townsend.

Dois anos depois da separação do grupo The Wanted, o ex-membro Nathan Sykes lançou um álbum solo. Ele era o membro mais novo do grupo e acho que é seguro dizer que o mais talentoso também, especialmente quando trata-se de vocais. Intitulado “Unfinished Business”, o álbum foi lançado em 11 de novembro de 2016. Depois que o The Wanted se separou em 2014, Nathan seguiu em frente e começou a investir na sua carreira solo. Seu primeiro single, “More Than You’ll Ever Know”, foi um número de R&B com tons de jazz, que lhe proporcionou algumas críticas positivas. Quando um artista se separa de um grupo para trabalhar solo, às vezes demora para definir o seu som. Mas, aparentemente, Nathan parece estar bem convencido do som que pretende trabalhar. No geral, “Unfinished Business” é um bom ponto de partida para a carreira solo de Nathan Sykes. Ele utilizou sua liberdade recém adquirida para explorar alguns sons interessantes. Embora não seja o registro mais inovador ou experimental, há algo de qualidade escondido no seu interior.

“Unfinished Business” fornece toda a tendência de R&B mostrada nos primeiros singles. O cantor optou por um estilo similar aos álbuns de Justin Timberlake, algo observado em “Kiss Me Quick” e “Money”. Ao todo, nesse álbum temos uma boa mistura de pop, R&B e EDM, e uma certa dose de influência do hip-hop. O primeiro single, “Kiss Me Quick”, surge com um pop suave e saltitante, estimulado por saxofones, trompas e uma sensibilidade R&B. Seus vocais estão fortes e emitem boas vibrações. Em “Money” ele aumenta o ritmo, com trombetas afiadas e batidas de hip-hop dirigindo a produção. Não é um dos destaques do álbum, mas vale a pena ouvir. Por outro lado, o retrô-soul de “Freedom” pode ser considerado um dos pontos altos do repertório. Mas o álbum começa com “Good Things Come to Those Who Wait”, uma música mid-tempo que diz que as coisas boas vêm para aqueles que esperam. “Twist”, quinta faixa, também possui uma vibe retrô agradável, com alguns metais sendo tocados ao fundo. “Eu não posso ficar furioso / Porque sou eu quem tem a culpa”, Nathan admite na poderosa balada “I Can’t Be Mad”.

Essa canção foi escrita durante um tempo sombrio em sua vida, quando o The Wanted se separou e sua relação amorosa estava terminando. “I Can’t Be Mad” é uma bela balada soulful de piano, onde a sua voz torna-se um destaque a parte. Em seguida, uma guitarra acústica despojada torna-se um bom apoio para os vocais em “There’s Only One of You”. O mais recente single, “Famous”, retrata uma cena onde alguém deixou de falar com ele após o The Wanted se separar. É uma canção soul com uma melodia e composição muito atraente. A nona faixa, “Give It Up”, apresenta o rapper G-Eazy e é o tipo de música que você ouve em uma festa. É difícil não agitar sua cabeça durante essa música. A constante batida e os versos de G-Eazy faz essa canção merecer uma escuta. Em contrapartida, “More Than You’ll Ever Know” exibe tons de jazz e vocais mais interessantes. É uma canção mid-tempo de R&B que exibe uma maior obscuridade. Uma das melhores músicas do álbum é, provavelmente, “Over and Over Again”. Esta canção apresenta um lirismo, conforme ele confessa o seu amor.

É uma balada pop emocional guiada por um piano, que chegou ao Top 10 no Reino Unido. É um bom exemplo da força e profundidade que os vocais de Nathan Sykes possui. No álbum há duas versões desta canção, a original com apenas Nathan e outra versão com Ariana Grande, que foi colocada como faixa bônus. O álbum termina com a faixa “I’ll Remember You”, uma canção que mostra como você ainda pode amar uma pessoa e mesmo assim seguir em frente. Ela possui uma melodia soulful de piano com bom apoio gospel. Inicialmente, sua letra pode parecer triste, mas acaba por ser mais otimista do que parece. “Unfinished Business” contém algumas qualidades que fazem a sua escuta valer a pena. Mesmo com algumas falhas, é um bom álbum de estreia, para alguém que iniciou sua carreira numa boyband. Esse registro é uma tentativa de Nathan Sykes mudar sua velha imagem e criar algo novo para si mesmo. Não foi dessa vez que ele conseguiu um alto nível de grandeza, entretanto, “Unfinished Business” possui suas qualidades.

Favorite Tracks: “Kiss Me Quick”, “Famous” e “Over and Over Again”.

São Paulo, formado em Recursos Humanos, apaixonado por músicas, séries e animes. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.