Resenha: Mohombi – Universe

Lançamento: 16/07/2014
Gênero: Pop, R&B, Dance
Gravadora: La Clique Music
Produtores: RedOne, Ilya Salmanzadeh, Teddy Sky e Jimmy Joker.

Mohombi Nzasi Moupondo, conhecido profissionalmente apenas como Mohombi, é um cantor sueco-congolês de pop e R&B. Contratado da Universal Music, o cantor foi uma aposta do produtor RedOne. Ele cresceu em Kista, perto de Estocolmo, e foi a primeira contratação do produtor para sua gravadora 2101 Records, parceira da Universal Music Group. De 2004 a 2008 Mohombi, junto de se irmão Djo Moupondo, fez parte do grupo de hip hop sueco Avalon. No entanto, somente em agosto de 2010, que ele lançou o seu primeiro single solo: “Bumpy Ride”, um bom dancehall com elementos de reggae. Com esse single, o cantor conseguiu um hit no mercado europeu e um certo destaque nas pistas de dança dos Estados Unidos. Isso permitiu que ele lançasse o seu seu primeiro álbum de estúdio, o “MoveMeant”, em fevereiro de 2011.

O álbum é composto de 11 faixas, gerou um total de cinco singles e ostentava com algumas colaborações de peso, como a cantora Nicole Scherzinger e os rappers Akon, Nelly e Pitbull. Mohombi oferece um som fresco e, até certo ponto, irresistível. Ele chama o seu estilo musical de afro-viking. “É uma música que soa como a minha história”, diz ele. A história dele é: um filho de um africano, que escapou do Congo devastado pela guerra no início da adolescência e mudou-se para Estocolmo, onde provou o sucesso musical pela primeira vez. Antes de ir para Los Angeles com os seus amigos, Mohombi teve o seu talento descoberto instantaneamente pelo seu companheiro sueco-marroquino e super produtor, RedOne, que dentre muitos artistas, já trabalhou com Lady Gaga, Usher e Lil Jon. Foi o produtor hitmaker que o levou para a América e fez dele o seu primeiro contratado.

Em 2014, três anos depois de sua estreia, Mohombi já estava pronto para lançar o seu segundo álbum de estúdio, o intitulado “Universe”. Entretanto, algo mudou nesta nova era, Mohombi já não é um artista da gravadora 2101 Records de RedOne, a partir de agora está liberando e divulgando suas novas músicas sob seu próprio selo, a La Clique Music (nos Estados Unidos ele está sendo apoiado pela Cash Money Records). Pelo que tudo indica, ele e o produtor RedOne tiveram alguns desentendimentos, o que culminou na mudança de gravadora. Segundo Mohombi, ele havia fundado a gravadora La Clique Music, rótulo independente, com o objetivo de desenvolver novos artistas, compositores e produtores. Ele não quis continuar com alguém controlando a sua carreira musical, e definiu a experiência com o produtor RedOne, como algo ruim.

Mohombi

O “Universe” é composto de 13 faixas e possui um som bem variado, que mistura pop, R&B, hip-hop e dancehall. O título do disco, “Universe”, foi escolhido por Mohombi identificar-se com a grandeza do mundo, a alegria de viver, o céu, as estrelas e cada canção, para ele, é como se fosse um planeta onde todos os seus fãs poderão pousar. O primeiro single do álbum foi “Maraca”, que conseguiu chegar ao #14 lugar no chart sueco. Foi escrita e produzida por Mohombi, Sky Teddy e Jimmy Jojer, e é uma das poucas músicas que realmente empolgam no álbum. Possui um ritmo agradável e cativante, embora sua letra apenas fale sobre o desejo por uma garota. O segundo single escolhido foi a canção “Movin'”, que conta com a participação do rapper Birdman. “Movin'” é produção de RedOne, entretanto, mesmo após a separação profissional de ambos, a música permaneceu no disco.

É impulsionado por batidas tribais e grudentas que, ateado à bons vocais, conseguiu mostrar uma pequena parcela de uma perspectiva mais ampla e madura. A faixa-título, “Universe”, foi lançada como terceiro single do álbum em 14 de novembro de 2014. Essa também agrada, uma canção apaixonada (“But I won’t give you the world, world / I give you my universe / Now we’ve fallen in love, I promise you girl / I give you my universe”), com boas melodias e um ótimo refrão. “Just Like That”, por sua vez, é bastante contagiante e possui uma boa energia, enquanto a quarta faixa, “Save Me”, é mais melódica e, mesmo em meio a batidas EDM, conseguiu transmitir um pouco da emoção da letra. “Real Love” e “The Sound” são as outras duas faixas que ainda conseguem empolgar o ouvinte, com seus ritmos dançantes e boas melodias. Porque no geral, o registro é muito fraco, repleto de letras clichês e uma sonoridade absurdamente datada. É basicamente uma coleção de músicas esquecíveis e sem inspiração que não acrescentam em nada.

Seria demais afirmar que o “Universe” trata-se de um péssimo álbum, no entanto, canções como, “Turn It Up”, “Dreamers”, “Summertime”, “Grow Old With You” e “End of the Day”, fazem esse pensamento quase ser concretizado. Todas essas faixas são genéricas e, provavelmente, não vai te animar a ouvir várias vezes. As batidas, os instrumentais e os versos, são basicamente tudo o que você encontraria em qualquer outro disco pop atual. É aquele tipo de material que você ouve duas ou três faixas e, em seguida, sente vontade de ignorar o restante. Pois praticamente todo o álbum varia entre músicas medíocres e ruins. De qualquer forma, seria até injusto exigir algo de espetacular do “Universe”, porque provavelmente é um álbum feito apenas para entreter e animar pistas de dança ao redor do mundo. E se o objetivo for esse, o que está praticamente evidente, visto a quantidade de batidas pontuadas, sintetizadores e auto-tune, o álbum consegue cumprir o seu papel. É definitivamente apenas um material divertido, vindo de um cantor sem ambição ou pretensões musicais mais elevadas.

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Favorite Tracks: “Movin’ (feat. Caskey, Birdman & KMC)”, “Just Like That” e “Real Love”.

São Paulo, formado em Recursos Humanos, apaixonado por músicas, séries e animes. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.