Resenha: Michael Bublé – Nobody but Me

Lançamento: 21/10/2016
Gênero: Pop Tradicional, Jazz
Gravadora: Reprise Records
Produtores: Michael Bublé, Johan Carlsson, Alan Chang, Jason “Spicy G” Goldman e The Monsters and the Strangerz.

O álbum natalino de Michael Bublé, “Christmas” (2011), vende consideravelmente bem ano após ano desde que foi lançado. Tanto que Já podemos considerá-lo o seu maior e mais vendido disco até à data. Três anos após o lançamento de “To Be Loved”, Michael Bublé lançou um novo álbum, intitulado “Nobody but Me”. Como muitos já esperavam, esse mais novo registro é uma coleção de covers com algumas faixas originais jogadas na mistura. Ele caracteriza três canções originais co-escritas por Bublé e nove faixas covers. O álbum foi lançado em 21 de outubro de 2016 através do selo Reprise Records. É inegável que Michael Bublé tem uma grande habilidade para combinar seu vocal com qualquer gênero musical. Desde seus discos suaves de jazz até trabalhos mais contemporâneos, ele consegue alterar sua voz de forma muito eficaz.

Isto é algo que ele mostra mais uma vez no seu sétimo álbum de estúdio, uma coleção de vários estilos diferentes que mostram sua versatilidade. A estrela canadense de 40 anos ganhou destaque principalmente pela boa mistura de pop e jazz, portanto, não poderíamos esperar algo tão diferente no álbum “Nobody but Me”. O repertório abre com “I Believe in You”, uma canção acústica esperançosa e otimista. Apesar de conter alguns clichês líricos – “Você é a luz que me eleva mais alto / Tão brilhante que você me guia através / Eu acredito em você” – é uma canção contemporânea agradável. É um começo bonito para o álbum, pois contém belos acordes de violão e um tom mais suave da voz de Bublé. Seu cover de “My Kind of Girl”, de Matt Monro, evoca um charme muito cru.

Aqui, rapidamente o cantor sai de um estilo contemporâneo para um padrão jazz. Sua capacidade de se fundir com diferentes gêneros está em plena exibição desde os primeiros segundos da música. As letras, resumidamente, evocam palavras que toda garota gostaria de ouvir. O primeiro single, “Nobody but Me”, é uma faixa pop e doo-wop, com elementos de R&B e rap caracterizados por Black Though do grupo The Roots. Logo nos momentos de abertura, a canção sente-se muito familiar. É uma música muito cativante, que não depende muito do estilo jazzy do cantor. O ritmo evocado pelo baixo e piano são muito agradáveis, bem como os vocais de Bublé. Em seguida, o cantor faz um cover da música favorita de sua esposa, “On an Evening in Roma (Sotto er cielo de Roma)” de Dean Martin.

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É muito adorável vê-lo cantando em italiano, mesmo que seja em apenas algumas linhas. “Today Is Yesterday’s Tomorrow”, outra canção original, é o momento mais up-tempo encontrado no registro. Em cima de um sentimento feliz e positivo, Bublé canta sobre o quanto está ansioso para abraçar e mostrar o seu amor por alguém. A próxima faixa, “The Very Thought of You”, é um cover de Ray Noble, padrão que já foi coberto por vários artistas no passado, incluindo Billie Holliday. É um número romântico e afetuoso, com vocais incrivelmente sedosos e suaves cordas orquestrais. Com “I Wanna Be Around” Bublé traz um jazz dos anos 50 direto para 2016. Outro clássico atemporal inspirado na vida amorosa de Frank Sinatra.

As faixas originais realmente possuem um grande força nesse disco, tanto que podem ser consideradas as mais agradáveis. Michael Bublé já cantou com várias artistas no passado, incluindo Shania Twain, Laura Pausini e Nelly Furtado, e desta vez ele junta forças com Meghan Trainor em “Someday”. Essa faixa, co-escrita por Trainor e Harry Styles do One Direction, é incrivelmente adorável. A canção é conduzida por um alegre ukelele, enquanto seus vocais funcionam muito bem em conjunto. Trazendo um pouco de Nina Simone para o jogo, “My Baby Just Cares for Me” é um bom exemplo do quão fáceis os vocais de Bublé podem ser. O álbum chega ao fim com uma versão surpreendentemente emotiva de “God Only Knows” da banda The Beach Boys.

A versão de Bublé é mais despojada e fornece uma grande sensação de melancolia. Uma impressionante balada de piano com um belo arranjo de cordas. “Nobody but Me” é certamente um habitual álbum de Michael Bublé, com tudo que os fãs poderiam esperar. Um LP do canadense não seria completo, se não tivesse covers de canções clássicas do passado. No entanto, por mais que os covers jazz sejam agradáveis, as faixas originais são os números mais cativantes do álbum. “Nobody but Me” é talvez um pouco mais up-tempo do que o esperado, mas os vocais poderosos e distintos de Bublé estão em destaque aqui. Embora não seja um registro inteiramente original ou até mesmo inventivo, é um disco bom de se ouvir.

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Favorite Tracks: “I Believe in You”, “Today Is Yesterday’s Tomorrow” e “Someday (feat. Meghan Trainor)”.

São Paulo, formado em Recursos Humanos, apaixonado por músicas, séries e animes. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.