Resenha: Mariah Carey – Mariah Carey

Lançamento: 12/06/1990
Gênero: R&B, Soul, Pop
Gravadora: Columbia Records
Vendas: 15 milhões
Produtores: Mariah Carey, Rhett Lawrence, Ric Wake, Narada Michael Walden, Ben Margulies e Walter Afanasieff.

Em junho de 1990, mais precisamente há 24 anos, a cantora Mariah Carey lançava o seu auto-intitulado álbum, o primeiro de sua grandiosa carreira. O disco apresentava a produção e composição de Rhett Lawrence, Ric Wake e Michael Walden Narada, três produtores de sucesso na época. Juntos de Mariah Carey, eles produziram o disco e reconstruíram sua fita demo original. O álbum contém um total de 11 canções e uma variedade de gêneros contemporâneos, entre eles, grandes baladas pop, R&B, soul e disco music. Comercialmente, o álbum foi bem sucedido, sendo que logo após a apresentação de Mariah Carey no palco do Grammy Awards, o disco permaneceu onze semanas consecutivas em primeiro lugar na parada de álbuns da Billboard. Ao todo vendeu mais de 15 milhões de cópias no mundo todo e dos cinco singles lançados, quatro alcançaram o topo da Billboard Hot 100, parada de singles mais importante dos Estados Unidos.

Carey assinou contrato com a Columbia Records em dezembro de 1988, a gravadora ao contratá-la pronunciou-se dizendo que ela era uma artista jovem e talentosa o suficiente para rivalizar com Whitney Houston ou Madonna, ambas de gravadoras distintas. A primeira faixa e também primeiro single do disco é “Vision of Love”, que tornou-se uma das canções mais elogiadas da carreira de Mariah Carey. É uma das percursoras do uso da técnica melisma durante a década de 1990 e um dos singles de estreia mais fortes de uma cantora solo. Uma linda balada que apresentou para o mundo o vocal de cinco oitavas de Mariah Carey, definitivamente uma de suas canções mais memoráveis. “There’s Got to Be a Way” foi escrita durante sua primeira sessão de gravação com Ric Wake em New York. Lançada como quinto e último cinco do disco, é uma música up-tempo fascinante, graças em grande parte ao tom e clareza de Carey.

Possui uma mensagem muito boa, “There’s got to be a way / To unite this human race / And together we’ll bring on a change”, uma das poucas canções socialmente conscientes de Carey, pois lida com o racismo e a pobreza. A balada “I Don’t Wanna Cry”, terceira faixa, foi o quarto single do álbum, o primeiro não escrito juntamente com Ben Margulies. Uma canção que transmite uma tristeza e uma gama tão sobre-humana, com cada nota corroendo excessivamente através de sua letra. Um dos destaques do álbum é “Someday”, uma canção vibrante e energética com melodias construídas por guitarras elétricas, mas sem soar excessivamente extravagante. “Vanishing” é mais um ótimo momento do disco, onde Carey conseguiu precocemente escrever uma música incrivelmente emocionante. Aqui ela nos proporcionou uma balada gospel no piano interpretada de forma brilhante.

Mariah Carey

Em “All in Your Mind” a cantora entrega outra grande performance vocal, certamente uma das minhas canções favoritas do álbum. No início ela não quis incluí-la no repertório, porém Ric Wake e Walden ficaram tão impressionados com os vocais da mesma, que resolveram encaixá-la. Em seguida, a cantora sente-se sozinha em “Alone in Love”, uma canção estranhamente encantadora e incrivelmente forte. Já “You Need Me” é mais animada, porém, apesar de não ser necessariamente uma faixa ruim, fica um pouco abaixo das demais. “Sent From Up Above”, faixa nove, possui uma melodia extremamente cativante, além de nos entregar um refrão mágico e muito agradável: “Sent from up above / So much love / In my life / I can’t get enough / Of your touch / feels so right”. “Prisoner”, por sua vez, é a música mais rápida do álbum, logo entrega um ritmo envolvente do qual dificilmente você irá esquecer.

Encerrando, temos uma das melhores e mais aclamadas músicas de Mariah Carey: “Love Takes Time”. Segunda canção da cantora a alcançar o topo da parada de singles dos Estados Unidos e outro enorme sucesso. Aqui Carey lamenta a perda de um amante e confessa que o amor pode machucar e demorar para ser curado (“Love takes time / To heal when you’re hurting so much”). No geral, o álbum de estreia de Mariah Carey foi um grande acerto, pois foi bem produzido, obteve bastante sucesso comercial e nos entregou faixas deslumbrantes que tornaram-se clássicos. A construção lírica da maioria das canções, em sua maior parte, são realmente bem feitas. Letras das quais eram exatamente o que todos queriam: simples, memoráveis e absolutamente verdadeiras. É um disco impressionante, com quase todas as músicas prontas para serem hits nas rádios no começo da década de 1990.

Repleto de baladas suaves e números de R&B edificantes, Mariah Carey introduziu seu incrível alcance vocal através de faixas memoráveis como “Vision of Love”, “Someday” e “Love Takes Time”. Com uma coleção de sucessos, ela estabeleceu-se em um nível superior se comparada com outros artistas da época e do mesmo gênero. Ela não era apenas uma cantora imensamente talentosa, mas também uma compositora, produtora e uma artista que estaria sempre presente na indústria a partir daquele momento. Foi um material onde Mariah Carey perseguiu um som mais antigo e encontrou um doce cruzamento entre o pop, R&B e música contemporânea. Definitivamente, foi um grande lançamento com todos os quatro primeiros singles atingindo o #1 lugar na Billboard Hot 100 e indicado para o “Album of the Year” no 33rd Grammy Award. Apesar de ter perdido esse prêmio, Mariah Carey conquistou na mesma cerimônia os seus dois primeiros gramofones, por “Best Vocal Performance, Female” (Vision of Love) e “Best New Artist”.

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Favorite Tracks: “Vision of Love”, “I Don’t Wanna Cry”, “All in Your Mind”, “Sent From Up Above” e “Love Takes Time”.

São Paulo, formado em Recursos Humanos, apaixonado por músicas, séries e animes. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.

  • Thalles Cerqueira

    é surpreendente o talento precoce de Carey que, munida dos vários artifícios de seu ex-marido, converteu sua fita demo em um debut album com os quatro primeiros singles lançados alcançando o topo das paradas. Uma curiosidade é que Mariah não gosta da versão final do hit Someday por achar que a faixa perdeu sua “alma” com o excesso de produção e até hoje lamenta não ter lançado a versão de sua fita demo no álbum.

    • Leo

      Eu fico impressionado com o sucesso que ela conseguiu logo no primeiro álbum: mais de 15 milhões de cópias vendidas, 2 Grammy Awards, 4 músicas em #1 nos Estados Unidos, etc. E tudo merecido, pois ela é uma das cantoras mais talentosas da sua geração.

      Sem contar que esse disco é realmente muito bom, não consigo decidir qual é minha música favorita dele. =)

      Fiquei até curioso pra ouvir a versão demo de “Someday”, porque já gosto muito da versão do álbum.

      • Thalles Cerqueira

        haha Infelizmente ninguém além dos envolvidos com a produção do álbum ouviu (e da Brenda K. Starr, de quem Mariah Carey era backing vocal, já que ela entregou a fita demo aos executivos da Columbia). Recentemente a filha do Mottola postou uma foto da mixtape demo da Mariah no instagram -apagou em seguida- e reacendeu essa curiosidade.

        • Leo

          Que pena, provavelmente nunca ouviremos! HAHA