Resenha: MAGIC! – Primary Colours

Lançamento: 01/07/2016
Gênero: Reggae, Pop, Reggae Fusion
Gravadora: RCA Records
Produtores: Nasri Atweh, Fraser T. Smith, Adam Messinger, Mark “Pelli” Pellizzer, Alex Tanas e Charles Chavez.

Dois anos após o lançamento do seu primeiro álbum, a banda MAGIC! retorna com um novo trabalho. Lançado em 01 de julho de 2016, pela RCA Records, “Primary Colours” é um disco de reggae, reggae fusion e pop. A banda canadense, com sede em Toronto, é composto por Nasri Atweh, Mark Pellizzer, Ben Spivak e Alex Tanas. Eles são mais proeminentemente conhecidos por seu hit “Rude”, que alcançou o número #1 em vários países. Segundo os próprios, eles são inspirados fortemente por grupos musicais como The Police e Bob Marley & The Wailers. Sabiamente, eles lançaram o seu segundo álbum no verão do Hemisfério Norte, uma boa época para canções tingidas de reggae. O disco contém dez faixas, onde a banda continua a explorar sua infusão pop e reggae.

Sobre o “Primary Colours”, o vocalista Nasri disse à Billboard: “….Você tem que voltar para o básico e se certificar de que você está misturando as cores certas juntas”. MAGIC! liberou dez faixas predominantemente amigáveis, com algumas partes funcionando em conjunto. A maioria das canções são alimentadas por uma batida reggae propulsora e catchy. Mas, na maior parte do registro, MAGIC! peca na tentativa de alcançar algum nível de consistência. “Primary Colours” tem seus bons momentos, mas desaba nos mesmos buracos que o primeiro álbum caiu. Mais uma vez, os singles são as principais atrações do álbum, enquanto a segunda metade do repertório é preenchido por faixas fillers e fica presa em um padrão repetitivo. Para uma banda à procura de evolução, eles não parecem se esforçar tanto para produzir um material coeso.

Em vez disso, eles se preocuparam apenas em criar alguns singles radio-friendly. Eis que encontramos o grande problema do álbum, pois ele funciona muito bem em pequenas doses, porém, ao todo, é entediante e monótomo. Uma maior diversidade no som e letras, faria o álbum ganhar um maior destaque. A faixa de abertura é a festiva “Have It All”, uma canção extremamente otimista. Ela possui notas de funky na guitarra, teclado e uma animada seção de metais. Para aqueles que procuram o estilo reggae que fez a banda ficar famosa, pode escutar “Lay You Down Easy” com Sean Paul. Sua suave melodia é algo facilmente encontrado nas rádios durante o verão. Embora este single não possua o mesmo encanto instantâneo de “Rude”, é bem sucedido ao que se propõe.

MAGIC!

A familiar batida, os elementos reggae utilizados como harmonias e o ritmo complexo, coincidentemente fazem de “Lay You Down Easy” a melhor faixa do álbum. “Gloria” é nada mais e nada menos que uma canção fresca para as rádios. Ela faz uma mistura de reggae e rock que, por alguns momentos, lembra bandas como The Police e UB40. O teclado, o forte ritmo e a papoula sintonia dos vocais, são os seus melhores requisitos. Outro destaque é o single “Red Dress”, uma das canções mais divertidas do álbum. Coincidentemente ou não, sua batida reggae é praticamente um clone de “Rude”. O mesmo sentimento de pura alegria de “Rude” é encontrado aqui e, da mesma forma, possui um refrão bem cativante. Assim como “Don’t Kill the Magic”, há algumas baladas sonolentas no registro, tais como “No Regrets” e “I Need You”.

Passado os singles, os instrumentais tendem a ficar chatos e monótomos. A primeira metade do álbum se destaca pelo cativante reggae fusion, porém, as baladas down-tempo e canções mais pop da segunda metade são bem genéricas. Embora sejam baladas despojadas e melancólicas, “No Regrets” e “I Need You” são particularmente maçantes e desinteressantes. A agitação de “Dance Monkey” e “The Way God Made Me” oferece alguma variedade, mas não vai muito além disso. A primeira é uma canção pseudo-reggae bem estereotipada, sem a mesma qualidade criativa de “Rude”, enquanto a segunda é uma música dancehall moderna sem qualquer valor de produção. “No Sleep” também cai em um padrão estereotipado, além de ser incrivelmente repetitiva.

Seu conteúdo é hilário, mas não consegue prender a atenção. Aqui, a banda faz um lamento na perspectiva de quem é casado e possui crianças em casa, ficando sem dormir como resultado. A faixa-título, “Primary Colours”, felizmente, é um pouco melhor. Ela apresenta um refrão animado e um instrumental muito grudento. É uma canção que pode não fazer sucesso nas rádios mainstream, mas está entre as melhores peças do LP. Nasri Atweh provou mais uma vez que é talentoso, no entanto, continua produzindo um material bem superficial. Tudo parece bom, mas depois de algumas escutas, você percebe o quanto “Primary Colours” é previsível. No geral, o álbum é ligeiramente divertido, entretanto, consegue ser mais fraco que o álbum de estreia. A diferença é que desta vez, o disco não está sendo socorrido por uma canção número #1 como “Rude”.

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Favorite Tracks: “Have It All”, “Lay You Down Easy (feat. Sean Paul)”, “Gloria”, “Red Dress” e “Primary Colours”.

São Paulo, formado em Recursos Humanos, apaixonado por músicas, séries e animes. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.