Resenha: MAGIC! – Don’t Kill the Magic

Lançamento: 30/06/2014
Gênero: Pop, Reggae Fusion
Gravadora: RCA Records / Sony Music
Produtores: Adam Messinger, Nasri Atweh, Mark Pellizer e Alex Tanas.

MAGIC! é uma banda canadense de reggae e pop, composta pelo compositor e produtor Nasri, Mark Pellizzer, Alex Tanas e Ben Spivak. A banda assinou um contrato com a Sony Music, além da RCA Records nos Estados Unidos, e lançou o seu álbum de estreia, intitulado “Don’t Kill the Magic”, em 30 de junho de 2014.  Foi precedido pelo sucesso do single “Rude”, que chegou ao número #1 nas paradas de singles dos Estados Unidos e Reino Unido, além de ser top 10 na Austrália, Nova Zelândia, Holanda e Canadá. O álbum atingiu a posição número #6 na Billboard 200, vendendo cerca de 36 mil cópias na primeira semana. No país de origem da banda, Canadá, o álbum estreou em #5 lugar. Com 11 faixas, “Don’t Kill the Magic” traz um som bem legal, com uma pegada interessante de reggae fusion e pop.

O vocalista Nasri Atweh não é um total estranho para o sucesso, anteriormente ele já havia se envolvido em trabalhos de outros grandes artistas. Apenas para citar alguns em sua lista de composições, temos músicas de Justin Bieber, Chris Brown, Shakira, David Guetta e Pitbull. “Rude” é com certeza a melhor faixa do disco, mostrando que o grande sucesso da canção não foi por acaso. Um ótimo pop tingido de reggae e com um refrão extremamente contagiante: “Why you gotta be so rude? / Don’t you know I’m human too?”. Um som cativante o suficiente para fazer a banda ser notada e obter um enorme apelo popular para o lançamento do seu álbum. Um verdadeiro e ótimo engajamento de reggae fusion também é evidente na segunda faixa do disco: “No Evil”. Conduzida por uma suave guitarra, os vocais aqui, especialmente no refrão, são bem fortes.

MAGIC!

“Let Your Hair Down” quebra o bom ritmo das duas primeiras faixas. Consegue caracterizar bem a vibe reggae do resto do disco, entretanto, é muito esquecível. É um alívio que a boa energia retorna logo próxima faixa, a rápida “Stupid Me”. Além de ter uma introdução legal, é pegajosa e impulsionada por um som pop rock bem radiofônico. “No Way No” é bem apoiada em suas influências reggae, mas sem soar como qualquer outra música do disco. Foi um dos melhores acertos, com uma letra retratando sobre como é lutar por sua mulher e de como sempre a protegê-la. “Paradise” é outra faixa bem contagiosa, que dispõe de uma seção rítmica pesada e uns riffs funky de baixo. Sua letra é sobre o amor brincalhão e a primeira vez que você coloca os olhos naquela pessoa especial.

A faixa título, “Don’t Kill the Magic”, se tornou o segundo single e possui uma batida um pouco mais pesada. Não deixa o reggae totalmente de lado, mas é bem mais pop que as demais. Uma canção bem bonita, tanto liricamente quanto sonoramente, minha segunda favorita do registro. “One Woman One Man”, por sua vez, é uma balada bem dispensável, mesmo merecendo elogios pelos vocais. É levada lentamente, através de teclados, para o refrão, onde os vocais de Nasri estão altos e profundos. Em suas letras, MAGIC! tenta pintar o mundo onde tudo é feliz, as mulheres são objetos a serem conquistados e o amor vence tudo. Talvez a única exceção a esta regra é “Little Girl Big World”, uma faixa bem agitada que dá uma dose extra de energia para a terceira e última parte do disco. É o tipo de música que cativa o público facilmente.

“Mama Didn’t Raise No Fool” é outra que se inclina fortemente para o lado reggae, no entanto, com um refrão que também acena para o pop. É uma das mais fracas, uma canção que fala sobre solteirões que mudam seu estilo de vida. A última faixa, “How Do You Want to Be Remembered”, tem uma maior sensação de leveza, porém, em um tom extremamente cansativo. Músicas como essas duas últimas fez o álbum ficar a todo momento em uma linha tênue entre o divertido e o desgastante. “Don’t Kill the Magic” é um álbum diversificado e não chega a ser uma grande decepção, pois possui bons momentos e faixas cativantes. Mas, no geral, é uma estreia bem inconsistente para um grupo que têm uma canção tão grande como “Rude”.

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Favorite Tracks: “Rude”, “No Evil”, “Stupid Me”, “Paradise” e “Don’t Kill the Magic”.

São Paulo, formado em Recursos Humanos, apaixonado por músicas, séries e animes. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.