Resenha: Justin Moore – Kinda Don’t Care

Lançamento: 12/08/2016
Gênero: Country
Gravadora: Valory Music Group
Produtores: Julian Raymond e Jeremy Stover.

Justin Moore é um dos muitos cantores country contratados da Big Machine, etiqueta conhecida por produzir discos de Taylor Swift, Florida Georgia Line, Tim McGraw, Zac Brown Ban e Garth Brooks. Em 12 de agosto de 2016, o cantor natural de Arkansas lançou o seu quarto álbum de estúdio. Intitulado “Kinda Don’t Care”, é um disco country contemporâneo com alguns elementos de R&B. Desta vez, Justin Moore quis testar estilos mais ousados. Embora ele já tenha sofrido críticas por conta de suas composições e sotaque supostamente falso, sua voz sempre soou country. Ele é um cantor pseudo-tradicionalista, mas que, a partir da perspectiva mainstream, produz um country-pop. Ele canta com um sotaque de Arkansas distinto, enquanto sempre usa um chapéu de cowboy branco por onde anda. Se você pensar num modelo adequado para cantor de country, você pode se basear em Justin Moore.

Ele não é um cantor ruim, tanto que há boas canções para serem ouvidas no “Kinda Don’t Care”. Muitos podem dizer que ele está acompanhando as tendências musicais para sobreviver na indústria. Mas, aparentemente, ele sentiu que era hora de expandir o seu som e explorar novos territórios. Não é um disco que você poderia esperar de Moore, mas é um projeto que seus fã devem ter gostado. De qualquer maneira, podemos encontrar um som muito familiar aqui. “Robbin’ Trains” e a faixa-título, “Kinda Don’t Care”, são fieis ao que Moore apresentou nos três álbuns anteriores. Em contrapartida, “Put Me in a Box” e “Hell on a Highway” utilizam truques de produção dos quais ele evitou anteriormente. Loops de bateria e fortes tarolas aparecem com abundância em ambas canções. Apenas duas músicas do disco são co-escritas por Justin Moore: “Goodbye Back” e “When I Get Home”.

Justin Moore

A primeira delas é comercial e destina-se para as rádios, principalmente pelo apoio eletrônico, loops e guitarra elétrica. O primeiro single, “You Look Like I Need a Drink”, é sem dúvida um dos destaques do repertório, uma vez que a maioria das outras canções nunca tornam-se plenamente realizadas. Nesse álbum, Moore não tenta aproximar-se de elementos de hip-hop como Sam Hunt faz. “Somebody Else Will”, por exemplo, é apenas um número soulful, enquanto “Got It Good” fornece flutuantes batidas. “Somebody Else Will” dá uma bela guinada a partir de trabalhos antigos, e ainda possui alguns ganchos cativantes. Uma das poucas coisas inesperadas vem durante a romântica “Between You and Me”. Enquanto “Rebel Kids” não oferece nada de novo ou interessante, “More Middle Fingers” conta com a participação de Brantley Gilbert.

É outro destaque do registro, uma canção definida por um refrão bem cativante. O encerramento vem através de “Life in the Livin'”, uma faixa com tambores elétricos e um estilo diferente das demais. Em termos de letras, a maioria das canções são sobre alguma mulher. Justin Moore disse à revista Rolling Stone que o disco “é destinado a ser um desafio para as pessoas que vivem a vida um pouco mais livremente e ser fiéis a si mesmos”. Composto por 12 faixas, mais cinco na versão deluxe, o álbum não é surpreendente, por qualquer meio. Justin Moore não evolui o seu som, tentou pisar em novos territórios sonoros, mas permaneceu fiel ao seu passado. Como esperado, o cantor de 32 anos, preferiu seguir pelo caminho mais fácil e, consequentemente, acompanhou as tendências do mercado country mainstream.

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Favorite Tracks: “Kinda Don’t Care”, “You Look Like I Need a Drink”, “Somebody Else Will”, “Between You and Me” e “More Middle Fingers (feat. Brantley Gilbert)”.

São Paulo, formado em Recursos Humanos, apaixonado por músicas, séries e animes. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.