Resenha: Jon McLaughlin – Like Us

Lançamento: 09/10/2015
Gênero: Pop, Pop Rock
Gravadora: Razor & Tie
Produtor: Jon McLaughlin.

Jon McLaughlin é um cantor e compositor americano de pop-rock nascido em Anderson, Indiana. O seu álbum de estreia, intitulado “Indiana”, foi lançado em 2007 e, até o momento, o seu single mais conhecido é “Beating My Heart” do álbum “OK Now” (2008). O seu disco mais recente é “Like Us”, projeto divulgado em 09 de outubro de 2015 através da Razor & Tie. Lançado quase uma década após o seu primeiro registro, “Like Us” mostra um bom retorno criativo ao seu provável melhor álbum, “Promising Promises” (2012). Mais uma vez, McLaughlin não teve medo de explorar suas emoções mais cruas e melodias de grande escala. Como cantor, ele ainda é um pouco ambíguo, porém, não dá para negar o seu talento para compor, uma vez que ele sempre põe o coração na música. Você, provavelmente, nunca deve ter ouvido falar dele, pois a sua música não atingiu os charts mundo à fora. Entretanto, ele já atuou como ato de abertura na turnê “My December” de Kelly Clarkson, co-escreveu uma música para Beyoncé, colaborou com Sara Bareilles e foi nomeado ao Óscar pela música “So Close”.

Desde que ele deixou a Island Records em 2010, Jon McLaughlin assinou com a Razor & Tie Records e lançou três álbuns. Um dos maiores talentos de McLaughlin, sem dúvida, é a habilidade no piano. Ele realmente toca incrivelmente bem. Entre outras coisas, “Like Us” apresenta ele escondendo-se atrás do piano, enquanto se mostra mais maduro e focado. É um disco bem coeso que explora letras sobre saudade, perda, casamento, amor e remorso. O instrumental “The Beginning” abre o álbum no decorrer de 1 minuto de duração. Uma abertura hipnótica e relaxante que introduz suavemente a segunda faixa, “Before You”. A partir desse momento, sua voz adiciona a profundidade necessária. O refrão e a letra são simples, mas não deixam de ser atraentes. A terceira faixa, “Down in History”, injeta um pouco mais de ritmo, graças ao piano, baixo e entrega vocal emotiva. “Se você está levantando objetos pesados / Eu não sou o seu homem”, ele canta em “Don’t Mess With My Girl”. Aqui, McLaughlin fornece uma performance mais consistente sob uma melodia dramática e piano saltitante. É uma canção que contrasta bem com a voz mais apaixonada da próxima faixa, “I Want You Anyway”.

Na sétima faixa, “Thank God”, ele deixa o piano um pouco de lado em favor de uma guitarra acústica. Nesta canção, ele flerta seriamente e inesperadamente com o território country-pop, soul e blues. Em “More Than Me” ele também surpreende ao mostrar uma musicalidade jazzística, tanto que me lembrou um pouco o Michael Bublé. “You and I”, por sua vez, é uma simplista balada acústica que ele escreveu para sua esposa. É uma canção incrivelmente bela, com adornos melódicos, lindos falsetes e ótimos acordes de piano. As faixas de encerramento, “Let Go” e “Walk Away”, revelam-se como algumas das faixas mais fortes, por conta da combinação de letras honestas, estilo otimista e fascinante instrumentação. Sonicamente, “Like Us” é um álbum bem sólido. Em praticamente todos os momentos temos a presença do piano na vanguarda, enquanto elementos de country, jazz, pop, rock e soul brilham ao fundo. Pode não ser o seu melhor álbum, mas é um material que mostra que ele apenas melhorou com o tempo. Neste registro, o emocionante piano faz você se hipnotizar de uma maneira que ele só fez em “Indiana” (2007).

Favorite Tracks: “I Am Always Going to Love You”, “Don’t Mess With My Girl” e “You and I”.

São Paulo, formado em Recursos Humanos, apaixonado por músicas, séries e animes. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.