Resenha: Jessica Sutta – I Say Yes

Lançamento: 03/03/2017
Gênero: Pop
Gravadora: Premier League Music
Produtores: Mams Taylor, Rico Love, S-X, Cid, Danny Majjic e Dave Audé.

“I Say Yes”, anteriormente conhecido como “Feline Resurrection”, é o primeiro álbum solo da cantora, dançarina e ex-membro das Pussycat Dolls, Jessica Sutta. O álbum foi lançado em 03 de março de 2017 através da gravadora Premier League Music. Foi produzido por Mams Taylor, Rico Love, S-X, Cid, Danny Majjic e Dave Audé, e precedido por alguns singles e a mixtape “Feline Resurrection”. Nascida em Miami, Flórida, Jessica Sutta, também conhecida como J Sutta, ficou famosa após fazer parte do grupo Pussycat Dolls. Junta de Nicole Scherzinger, Carmit Bachar, Ashley Roberts, Kimberly Wyatt e Melody Thornton, ela lançou dois álbuns e muitos singles de sucesso. Ao sair do grupo e prosseguir como solista, J Sutta lançou, inicialmente, o single “Show Me”. Uma música dance-pop e eletropop que fez um sucesso considerável nas baladas mundo à fora. Tanto que a canção chegou a atingir o #1 lugar na parada Hot Dance Club Songs da Billboard.

Depois de tantos anos longe das Pussycat Dolls, a cantora mostra o quanto o seu primeiro álbum solo tornou-se algo pessoal. “I Say Yes” faz uma mistura cativante de pop e música eletrônica de alta energia. As 15 faixas presentes no álbum são, em sua grande maioria, up-tempo, eufóricas e prontas para as boates. Depois de superar alguns desafios e criar um álbum completo, em um mundo dominado pelas plataformas de streaming, Sutta reflete sobre ser a única cabeça por trás do projeto. “I Say Yes” traz a participação produtiva de Rico Love, vendedor do Grammy, e aparições de artistas como Pitbull, Will Peters, Hopsin e Fuse ODG. O disco foi aguardado por seus fãs e contém impressionantes 15 faixas na versão padrão, incluindo “Forever”, single que possui mais de 2 milhões de visualizações no YouTube, e “Distortion”, sua segunda canção número #1 na parada Hot Dance Club Songs.

Com esse álbum, J Sutta tenta estabelecer sua própria voz e traçar seu caminho como solista na música pop. A faixa de abertura, “Reign”, recebe o ouvinte com uma grande batida dance. Porém, logo depois, a batida suaviza e permite os vocais de J Sutta tomar o centro do palco. É uma música dirigida, principalmente, pelo teclado e forte percussão. Na sequência, “Distortion” adiciona um som mais eletrônico e agudo no álbum, com vocais distorcidos e um refrão incrivelmente grudento. Esse mesmo som pode ser ouvido no single “Forever”, no pop de “Universe” e na eufórica “When a Girl Loves a Boy” (com Pitbull). A quarta faixa, “Feel Like Making Love”, provavelmente é uma das favoritas dos fãs da cantora. É uma faixa mais lenta que injeta alguns impressões de R&B no pop de J Sutta. Aqui, a cantora mostra o seu lado mais sexy e adiciona uma perspectiva mais madura. “Willing to Beg”, “Shame”, “Pushed Me” e “Inches Away” possuem uma entrega vocal muito semelhante.

Além disso, todas explodem em refrões com grandes batidas e rupturas dançantes. “Feel Nothing”, uma das produções mais fortes do álbum, contém um verso interessante do rapper Hopsin. “Can’t Take No More”, por sua vez, oferece uma direção sonora um pouco diferente, tanto que gerou comparações com Ariana Grande. A faixa-título, “I Say Yes”, é uma balada de deep-house que injeta uma maior diversidade ao repertório. Um dos pontos mais positivos dessa música é a harmonização entre Jessica Sutta e Rico Love. Ao longo desse álbum, há várias direções sonoras dentro do espectro EDM. Não é um disco forte ou inovador, por qualquer meio. E, muito menos, vai conseguir elevar a carreira de Jessica Sutta. As canções presentes aqui contam histórias sobre sua vida e relacionamentos. Mas, não são letras marcantes ou memoráveis. Em suma, “I Say Yes” é um álbum mediano de uma artista muito esforçada.

Favorite Tracks: “I Say Yes (feat. Rico Love)”, “Forever” e “Willing to Beg”.

São Paulo, formado em Recursos Humanos, apaixonado por músicas, séries e animes. Fã dos Beatles, amante do futebol e palmeirense fanático.